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A primeira rola-brava ingressada em 2021 recuperou e foi devolvida à Natureza

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A rola-brava ( Streptopelia turtur ) na imagem ingressou no nosso centro após ter sido encontrada em Albufeira sem conseguir voar. Chegada ao RIAS e após o exame físico - onde foi encontrada uma fratura na clavícula esquerda -, foi-lhe colocada uma ligadura para impedir o movimento da asa em questão. Mais tarde e a apresentar claras melhorias, foi-lhe retirada a ligadura e deixada ainda numa instalação interior para que pudesse ser vigiada constantemente.  Algum tempo depois foi transferida para uma instalação exterior onde pôde praticar o voo de forma a recuperar a condição física que tinha quando chegou. Esta espécie, outrora abundante, tem vindo a sofrer uma tendência regressiva desde há várias décadas e é hoje pouco comum na maior parte do território a sul do Tejo.  Saiba mais sobre a rola-brava 👉 AQUI

Mais duas cegonhas-brancas de volta à Natureza

Esta cegonha-branca (Ciconia ciconia) foi encontrada em Portimão com grande dificuldade em voar. Durante o exame físico no RIAS, foi observada uma fratura na clavícula esquerda, motivo pelo qual a ave não conseguia voar. Feita uma ligadura ao corpo para manter esta zona imobilizada, ficou em recuperação sob o olhar atento da equipa. 

Alguns dias mais tarde, foi transferida para uma instalação exterior, onde ficou durante várias semanas a realizar fisioterapia de forma a recuperar a condição física. 

Finalmente, foi devolvida à Natureza pelas mãos da Laura, uma das voluntárias do nosso centro.






Quanto à cegonha abaixo, também proveniente de Portimão, apresentava sinais resultantes de colisão com algum tipo de estrutura (hematomas e falta de coordenação). Administrada uma solução multivitamínica, a ave foi deixada em repouso e a sua evolução monitorizada de perto.

Estabilizada e com melhorias significativas, foi transferida para uma instalação exterior, onde, tal como aconteceu com a cegonha acima, pôde praticar o voo para ser depois libertada pela Ana, uma das estagiárias do RIAS.





Mais uma gaivota-de-Audouin a voar novamente em liberdade

Este ano já recebemos 25 animais cuja causa de ingresso estava relacionada com redes, fios e/ou anzóis. Destes, 16 eram aves marinhas. 

A gaivota-de-Audouin (Larus audouinii) na imagem foi encontrada na praia de Faro com dificuldade em voar, e rapidamente transportada até ao RIAS.


Durante o exame físico foi possível observar que tinha um fio preso na asa e na pata direita, razão pela qual a ave não conseguia voar. Para evitar possíveis complicações, deu-se início ao tratamento com antibiótico e foi administrado anti-inflamatório e fluídos sub-cutâneos para compensar a desidratação que apresentava.



Esta é uma espécie com estatuto de conservação em Portugal 'Vulnerável', e todos os animais recuperados e libertados podem ser essenciais para a recuperação das populações de gaivota-de-Audouin nesta região.