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Foi devolvido à Natureza o peneireiro-cinzento que ingressou com uma fratura no coracóide

Como foi publicado anteriormente, a meio de Dezembro ingressou no RIAS um peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus). Esta ave apresentava uma fratura no coracóide esquerdo (osso que liga o esterno ao úmero) que o impedia de voar. Posto isto, foi colocada uma ligadura juntando o corpo à asa esquerda, evitando movimentos que causassem danos mais graves. 

Desde essa altura, sempre que se mudava a ligadura, era realizada fisioterapia a esta ave. Movimentar a asa cuidadosamente - garantindo que existe movimento durante esta fase - e aplicar calor na área, é extremamente importante. 

Cerca de um mês mais tarde, foi possível retirar a ligadura, permitindo ao peneireiro praticar o voo e a caça, e ganhar novamente forças.


Este foi mais um caso de recuperação bem sucedida, e por isso, no início da semana foi possível devolver à Natureza esta incrível ave.






É importante referir que esta é uma espécie com estatuto 'Quase ameaçado' em Portugal, devido à redução da capacidade de regeneração e destruição dos montados, e à intensificação da agricultura através de monoculturas cerealíferas, entre outros. Pode ver mais informação AQUI.

Ingressou no RIAS mais uma ave vítima de tiro

Na semana passada, foi encontrada uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo) no concelho de Aljustrel. Para que chegasse ao RIAS, foi necessária a colaboração do SEPNA/GNR de Aljustrel e do ICNF (Parque Natural do Vale do Guadiana).


Por ter sido encontrada junto a uma estrada, suspeitava-se que pudesse ter sido atropelada. No entanto, durante a realização do exame físico, foi visível uma fratura exposta na asa esquerda que, feito o Raio-X, confirmou ser resultante de tiro. Para além disto, foi ainda visível outro projétil na pata esquerda.


Infelizmente, devido aos graves ferimentos, esta fantástica ave de rapina não sobreviveu. 


A águia-d'asa-redonda é protegida pelo Decreto Lei 49/2005, e por isso, o abate (neste caso, a tiro) é considerado crime.


Em 2019 o RIAS recebeu 18 animais (16 vivos) cuja causa de ingresso foi tiro. Destes, apenas seis foram devolvidos à Natureza. A gravidade dos ferimentos, e por vezes, o tempo decorrido até que o animal seja encontrado, influencia sempre o sucesso da sua recuperação.


Qual a relação entre um ouriço-cacheiro e uma rede de pesca?

À partida nenhuma. 

Mas no final de Janeiro, ingressou no nosso centro um ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), vindo da região de Tavira. Entregue juntamente com o pequeno animal, estavam a rede em que tinha sido encontrado.  


Apesar de lhe terem causado cortes em redor do corpo, estes não eram muito profundos, e por isso, foi necessário fazer apenas um curativo simples para que cicatrizasse.



Atualmente, quase dois meses depois, este ouriço está recuperado, e foi devolvido à Natureza, juntamente com outros três ouriços.




Guincho-comum que ingressou com intoxicação gastrointestinal, devolvido à Natureza em Sábado Livre

No início de Fevereiro ingressou no RIAS um guincho-comum (Chroicocephalus ridibundus) com sintomas compatíveis com intoxicação gastrointestinal (diarreia e desidratação) e paralisia muscular. 


Esta é a principal causa de ingresso de gaivotas no nosso centro (veja AQUI mais sobre o assunto).

Tendo estado cerca de um mês em recuperação, que incluiu, entre outros,  hidratação através de fluídos sub-cutâneos, e uma alimentação adequada, foi devolvido à Natureza no passado Sábado Livre.




Nas imagens já é visível o "capuz" castanho escuro que desenvolve como plumagem nupcial nesta altura do ano, e que irá perder no Inverno.

Devolução à Natureza de um falcão-peregrino, pelas mãos de Henrique Keys, escultor de um camaleão gigante

Como divulgado no evento de Sábado Livre , há cerca de duas semanas ingressou no RIAS um falcão-peregrino (Falco peregrinus).


Apesar de não apresentar lesões recentes, o seu olho direito tinha um ferimento já cicatrizado e estava um pouco magro. Ainda assim, sem razões que justificassem uma longa estadia no nosso centro, certificámo-nos de que aumentava um pouco o seu peso, voava na perfeição, e que era capaz de caçar.


Foi então devolvido à Natureza pelo artista Henrique Keys, que construiu e expôs um camaleão durante a celebração do 10º aniversário do RIAS. 





Neste Sábado decidiu doar-nos a escultura, símbolo do nosso centro durante esta década de existência.

Um enorme obrigada Henrique.







Várias gaivotas, e uma águia-d'asa-redonda devolvidas à Natureza em Sábado Livre

Como já referimos em publicações anteriores, sempre que um animal recupera, contactamos a pessoa que encontrou e/ou entregou o animal no RIAS, para se possível assistir à sua devolução à Natureza. 

Foi o que aconteceu no Sábado passado. Várias pessoas deslocaram-se até ao nosso centro para ver voar as gaivotas que há cerca de um mês trouxeram doentes.

 

Mais tarde, no horário já habitual de Sábado Livre (12h), foi devolvida à Natureza uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo) que ingressou no RIAS debilitada e com ferimentos no dorso, possivelmente causados pelo embate com alguma estrutura. 



Pelas mãos de quem a carinhosamente a apadrinhou, e após um mês de recuperação, voou na perfeição, rumo a uma nova aventura.


Clipping Fevereiro 2020


Mais Algarve, 1 de Fevereiro de 2020

Algarve Marafado, 2 de Fevereiro de 2020

Nautica press, 3 de Fevereiro de 2020

Jornal do Algarve, 4 de Fevereiro de 2020

Sul Informação, 5 de Fevereiro de 2020

Barlavento, 5 de Fevereiro de 2020

Diário Online Região Sul, 13 de Fevereiro de 2020

Wilder, 13 de Fevereiro de 2020

Diário Online Região Sul, 13 de Fevereiro de 2020

Algarve Primeiro, 13 de Fevereiro de 2020

Revista Descla, 17 de Fevereiro de 2020



Se tiver conhecimento de outras ocorrências do RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens na comunicação social, por favor informe-nos para rias.aldeia@gmail.com.

Em Sábado Livre devolvemos à Natureza um cágado-mediterrânico que teve uma curta estadia no RIAS

Há cerca de uma semana e meia, ingressou no RIAS um cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) juvenil. Não se tendo verificado qualquer tipo de lesão, foi mantido no nosso centro para nos certificarmos de que era capaz de se alimentar de forma independente.


Comprovado o aumento de peso, e a boa condição física, foi devolvido à Natureza no passado evento de Sábado Livre, por um destemido pirata. 


Logo a seguir foi também devolvida à Natureza uma gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus) por um colaborador da Únia World que interessado no trabalho do RIAS, veio conhecer o centro e realizar uma reportagem. 





Plastique Sense(a)ction sensibiliza a população relativamente ao uso de plástico, e angaria donativos para o RIAS

Durante os meses de Dezembro de 2019 e Janeiro de 2020, esteve em exibição  em Loulé, a exposição 'Plastique sense(a)ction de Mateus Verde e Sara Mendes Vicente (folha de medronho”- Associação de Artes Performativas), para sensibilizar a população no que diz respeito ao uso de plástico. 


Aproveitando a abordagem à conservação da Natureza, decidiram gentilmente angariar donativos para no final serem entregues ao RIAS. Obrigada por isto!

Tendo corrido tão bem, decidiram transportar esta exposição para a Galeria de Exposições da Direção Regional do Algarve do IPDJ, em Faro, repetindo o propósito, e ajudando o nosso centro.



Plastique Sense(a)ction, poderá ser aqui visitada de segunda a sexta das 09h00 às 18h00, até ao dia 10 de março. 

Concluímos o projeto 'Os segredos dos nossos animais' com a devolução à Natureza de um ouriço-cacheiro

No início desta semana, o RIAS deslocou-se até à EBI de Boliqueime, onde juntamente com outra turma da EB1 de Fonte Santa, realizámos a última ação da parceria com o Centro Ambiental de Loulé e a Almargem


Em Dezembro desvendámos os segredos de mamíferos, répteis e anfíbios
Em Janeiro foi a vez de conhecer fantásticas curiosidades sobre aves


Agora, no mês de Fevereiro, devolvemos à Natureza um animal que recuperou no RIAS. 


Para descobrir que espécie seria, pusemos à prova os conhecimentos adquiridos nas ações anteriores, até descobrirem que se tratava de um ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), um mamífero que adora comer insetos, e que pode chegar a ter 6 000 espinhos no seu corpo.





Devolvemos à Natureza um camaleão que ingressou no RIAS enquanto cria

No final de Novembro ingressou no RIAS um pequeno camaleão. Ainda considerado cria, e a pesar 7 g, apresentava uma inflamação no olho esquerdo que necessitava de cuidados veterinários. 

Administrado antibiótico, demorou cerca de um mês para que o olho cicatrizasse, mas foi decidido que deveria ficar mais algum tempo no RIAS até que a temperatura nesta região aumentasse um pouco, aumentando a probabilidade de sobrevivência na Natureza.

Durante a semana passada, já com cerca de 12 g, pôde finalmente voltar ao seu habitat natural, com a ajuda de uma colaboradora da empresa que apadrinhou o animal, a DC-PV Decentralized Photovoltaics, Lda.






Campanha de angariação de material na Auchan do Algarve Outlet (2020)

Por ser gerido por uma associação sem fins lucrativos, o RIAS depende, entre outros, de apoios e donativos para poder dar as melhores condições aos animais selvagens que nos chegam.

Desta forma, realizámos mais uma campanha na Auchan do Algarve Outlet para angariação de material necessário ao dia-a-dia do trabalho no RIAS. 

Este ano conseguimos angariar:

. 150 kg  de ração seca
. 116 kg de ração húmida
. 15 embalagens de álcool
. 333 embalagens de sacos do lixo
. 20 litros de lava tudo
. 60 litros de lixívia
. 5 embalagens de detergente da roupa
. 310 pares de luvas de latéx
. 5 pares de luvas de borracha
. 21 esponjas de cozinha
. 24 esfregões
. 12 embalagens de sabonete
. 140 rolos de papel higiénico
. 66 rolos de cozinha


Um grande obrigado a todos os que contribuíram para esta campanha!

E obrigada à Auchan pela disponibilidade demonstrada com o RIAS.

Visitámos o Colégio N. Sra do Alto em Faro para falarmos de penas, e da poluição que as aves marinhas enfrentam..

Como tem sido recorrente, todos os anos somos contactados pelo Colégio Nossa Senhora do Alto, em Faro, para realizar a atividade 'Efeito da poluição em aves marinhas'.

Esta é uma ação onde mostramos os diferentes tipos de penas e as suas características, e a importância da impermeabilidade em aves marinhas. 


Para além disto, destacamos as consequências da existência de óleos nos oceanos, seja por descargas de esgotos provenientes de fontes domésticas, ou por derrames de petróleo. Estas são substâncias que podem afetar as penas das aves, comprometendo a sua sobrevivência.



Desta forma, é importante relembrar que os óleos usados devem ser sempre colocados no oleão ('Qual o oleão mais perto da sua casa?'), e não despejados pelos esgotos. 

O que lançamos no esgoto, poderá terminar no mar!!

O abutre-preto que ingressou em Dezembro de 2019 foi agora devolvido à Natureza

No início de Dezembro, o RIAS recebeu um abutre-preto (Aegypius monachus) vindo de Ferreira do Alentejo. Debilitado, e a pesar cerca de 4kg, precisava recuperar forças para poder estar novamente em condições de sobreviver sozinho. 

Quase 2 meses mais tarde, com 7kg e a voar perfeitamente, foi então anilhado e marcado com um transmissor GPS fornecido pela Vulture Conservation Foundation, para que os seus movimentos migratórios possam ser seguidos. 



Globalmente, esta é uma espécie com estatuto 'Quase ameaçado', mas em Portugal está 'Criticamente em perigo' devido ao envenenamento de iscos, colisão/eletrocussão com linhas elétricas, perda de habitat/nidificação, entre muitos outros. Pode ver mais aqui.


Por esta razão, e dando prioridade ao habitat preferencial desta espécie, a ave foi transportada e devolvida à Natureza na Herdade da Contenda, em Moura, por Vigilantes da Natureza do Parque Natural da Ria Formosa.


Dois ouriços devolvidos à Natureza pelo padrinho Simão e pela madrinha Matilde

A meio de Outubro ingressou no RIAS uma cria de ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) que apresentava ferimentos já com presença de larvas. Esta pode ser uma situação clínica difícil de ultrapassar, mas felizmente, a equipa veterinária conseguiu limpar a ferida. 

No início de Dezembro, recebemos um outro ouriço que caiu numa piscina, e tinha as unhas partidas e a planta das patas gasta, na tentativa de conseguir sair.

Apesar de tudo isto, os dois mamíferos recuperaram, e puderam ser devolvidos à Natureza no passado Sábado Livre, pelo padrinho Simão, e pela madrinha Matilde que veio de Lisboa para participar neste fantástico momento.





Apresentação do LIFE no mesmo dia em que o RIAS dá início às atividades no âmbito deste projeto

No final do ano passado foi aprovado um novo projeto Life. Denominado LIFE - Ilhas Barreira, tem como objetivo promover a conservação das ilhas-barreira  da Ria Formosa através da proteção das espécies de aves marinhas e dos habitats prioritários.

Foi na passada Terça-feira que se realizou a apresentação oficial deste projeto, e que contou com a presença da entidade coordenadora, a SPEA, e todos os parceiros envolvidos: RIAS/ALDEIA, Animaris, ICNF, CCMAR/UAlg, CIMA/UAlg e MARE/UC



Foi precisamente neste dia que também se deu início às ações de Educação Ambiental previstas no âmbito deste projeto. O RIAS está responsável por realizar atividades em todas as escolas dos 5 Municípios abrangidos pela Ria Formosa, do 1º ciclo até ao ensino secundário, esperando alcançar cerca de 20 000 alunos em cada ano letivo.




Para além disto, sendo o nosso centro o único a receber animais selvagens no Algarve, todos os animais, doentes ou mortos, encontrados por membros da equipa LIFE - Ilhas Barreira serão transportados para o RIAS de forma a serem estudadas as causas de doença/morte.

Devolvemos uma águia-d'asa-redonda no XXIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e XVII Jornadas Técnicas

No passado Domingo realizou-se o XXIII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e XVII Jornadas Técnicas, em Sagres. 

Este foi um evento que decorreu durante quatro dias e onde vários Vigilantes da Natureza de todo o país se juntaram numa partilha de experiências e expectativas para o futuro da área.



Entre palestras e caminhadas, o RIAS marcou presença para realizar a devolução à Natureza de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo) que ingressou no nosso centro a meio de Dezembro, fraco e debilitado.

Para nos ajudar neste momento, tivemos Linda Nunn, Diretora da Federação Internacional de Rangers de Cranborne Chase Natural Reserve, Francisco Correia, Presidente do conselho Diretivo da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, e Juan Antom, Guarda Florestal de Madrid.