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A mostrar mensagens de Junho, 2019

Educação ambiental, voluntariado e mais de 20 animais devolvidos durante esta semana

O RIAS começou a semana com um grupo de crianças do ATL da Red Seagull - Associação Desportiva, Recreativa e de Salvamento Aquático. Vieram passar o dia no Parque Natural da Ria Formosa e aproveitaram para conhecer melhor o trabalho do nosso centro.

Estes jovens sabem agora quais as espécies que mais ingressam, as causas, e como proceder caso encontrem um animal selvagem ferido. 



Na Terça-feira recebemos a Instituição Particular de Solidariedade Social GATO, que veio de Tavira para ajudar o RIAS. 

Nesta altura do ano, o trabalho direto com os animais exige muito do nosso tempo, e por isso, algumas tarefas acabam por ficar em segundo plano. Aproveitando a boa vontade deste grupo, conseguimos transportar toda a vegetação em redor do RIAS e depositá-la num só local para posterior recolha. Parte da vedação exterior foi também melhorada.


Obrigada por esta ajuda!




O resto da semana foi recheado de devoluções à Natureza com os respetivos padrinhos e/ou as pessoas que encontraram os animais.


14 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
2 ouriços-cacheiro  (Erinaceus europaeus)
1 picapau-verde (Picus viridis)
 1 coruja-das-torres (Tyto alba)
1 andorinhão-preto (Apus apus)
5 andorinhas-dos-beirais (Delichon urbica)
5 mochos-galego (Athene noctua)


Devolução à Natureza de dois ouriços-cacheiro.


Devolução à Natureza de um picapau-verde.

Devolução à Natureza de uma coruja-das torres.



Devolução de mochos-galego na região do Ludo, em Faro.

Devolução de mochos-galego na região do Ludo, em Faro.


Devolução à Natureza de um andorinhão-preto.


Desde Abril que contamos com a ajuda da Irene e da Clara no RIAS

Ao abrigo do Corpo de Solidariedade Europeu, recebemos em Abril a Clara. 

Natural do Sul da Itália e com 23 anos, é formada em Matemática pela Universidade de Bologna e pela Universidade de Gottingen (Alemanha), onde fez ERASMUS.

Veio realizar voluntariado no RIAS pois tem um gosto especial por Natureza e pelos animais. 


Devolução à Natureza de uma gaivota-de-patas-amarelas.

A Irene está no RIAS também desde Abril, ao abrigo de um programa ERASMUS+ pela Universidade de Murcia, onde está a terminar a licenciatura em Medicina Veterinária.

Nos últimos anos tem dedicado o seu tempo livre a colaborar com outros centros de reabilitação de fauna selvagem para aprender mais sobre o funcionamento destes.


Alimentação de uma gaivota.

Preparação de alimentos para aves de rapina noturnas.


Obrigada pela vossa dedicação ao nosso centro, e aos nossos animais.


Resultado de imagem para corpo europeu de solidariedade


Mais uma campanha bem sucedida no Jumbo/Pão-de-açúcar

Por ser uma associação sem fins lucrativos, o RIAS depende de apoios e donativos para poder dar as melhores condições aos animais selvagens que nos chegam.

Por esta razão, realizámos no Sábado passado a segunda campanha de angariação de materiais de 2019 no Jumbo/Pão-de-açúcar no Outlet Algarve.



Entre alimentos e material de limpeza para as instalações conseguimos angariar:
  • 64  Rolos de cozinha
  • 215  Rolos de papel higiénico 
  • 81 L  Lixívia 
  • 2,7 L  Lava tudo 
  • 295  Sacos de lixo 
  • 70  Sacos de congelação 
  • 3,6 L  Sabonete líquido 
  • 720  Luvas 
  • 4 L  Detergente roupa líquido
  • 2,7 kg  Detergente roupa em pó
  • 10  Esfregões da loiça
  • 17  Esponjas de loiça  
  • 7  Panos
  • 125 kg de ração húmida
  • 250 kg ração seca 

Um grande obrigado a todos os que contribuíram para esta campanha!

E obrigado ao Jumbo/Pão-de-açúcar de Olhão pela disponibilidade que demonstra sempre com o RIAS.





Cria de águia-d'asa-redonda devolvida à Natureza

No passado Sábado Livre devolvemos à Natureza uma cria de águia-d'asa-redonda (Buteo buteo).

Esta ave chegou há um mês atrás sem lesões aparentes, e por isso, a sua recuperação foi relativamente rápida. 



Esta águia é relativamente fácil de observar em todo o país, pois temos vários indivíduos residentes.  

Para saber mais sobre a águia-d'asa-redonda, pode seguir este link.



As crias de corujas-das-torres que chegaram ao RIAS foram finalmente devolvidas ao seu habitat natural

Lembra-se das corujas-das-torres que chegaram ao RIAS ainda enquanto crias?

Ingressaram há cerca de dois meses porque sem a presença de progenitores, estas incríveis aves não iriam sobreviver sozinhas. Por esta razão, quando os proprietários do terreno as encontraram, trouxeram-nas até nós.


Durante este tempo as penas cresceram, as corujas treinaram o voo e a caça, e foram ontem à tarde devolvidas ao local de origem, na região de Ourique.





Obrigada por nos terem recebido, e por fazerem os possíveis para ajudar estes fantásticos animais.




Desde 2018 que o RIAS recebe voluntários através do programa de Voluntariado Jovem para a Natureza e Floresta do IPDJ

Desde 2018 que o RIAS se juntou ao Instituto Português do Desporto e Juventude para receber voluntários inseridos no projeto de Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas.




Todos os voluntários são uma ajuda imprescindível ao bom funcionamento do RIAS. 

Desde a preparação dos alimentos dos diferentes animais, à limpeza das instalações onde os animais estão a recuperar, até à assistência aos procedimentos veterinários necessários. 






Para além disto, também recebem visitantes no nosso Centro de Interpretação Ambiental, onde apresentam o trabalho do RIAS, os animais que recebemos e a causa de ingresso, mas também desenvolvem material para vender neste espaço.



Após dias, semanas ou meses a acompanhar a evolução dos animais em recuperação, estas voluntárias têm a privilegiada experiência de devolvê-los à Natureza.



Um muito obrigada a todas vocês pela ajuda que dão aos animais!


Em 6 meses, o RIAS recebeu 10 animais vítimas de tentativa de abate!!

No espaço de 6 meses ingressaram vários animais no RIAS, cuja causa de ingresso se destaca pelos motivos mais horríveis: tentativa de abate. 


4 gaivotas-de-patas-amarelas
1 gaivota-d'asa-escura 
2 falcões-peregrino
1 peneireiro-vulgar
1 poupa 
1 cegonha

Raio-X de uma gaivota com dois chumbos. 

Falcão-peregrino em recuperação.

Raio-X de cegonha com dez chumbos.

Poupa em recuperação.

Destes, apenas 2 animais foram libertados: um falcão-peregrino e a cegonha. Três gaivotas continuam ainda em recuperação. 
Todos os outros não sobreviveram aos ferimentos.


Sendo animais selvagens, esta situação é ilegal. 
Caso assista a algo semelhante, denuncie. 


Para além destes casos, ingressou também uma gaivota já sem vida, cujas narinas estavam cobertas por uma ligadura. 

Poderá ter sido feito para evitar que a gaivota abrisse o bico e magoasse alguém, mas esta medida comprometeu as vias respiratórias da ave, impedindo-a de respirar.

Caso tenha dúvidas em como agir perante um encontro com um animal selvagem ferido, pode ligar-nos (927659313), que teremos todo o gosto em ajudar.





Dois estorninhos-pretos, um melro e um cuco devolvidos à Natureza em dia de Sábado Livre

Como publicámos na Sexta-feira, foram devolvidos à Natureza dois estorninhos-pretos (Sturnus unicolor) no nosso evento de Sábado Livre

Estas aves chegaram ao RIAS ainda enquanto crias e sem penas. Apesar disto, cresceram rapidamente e 3 semanas depois estavam prontos a embarcar numa nova aventura.



Por termos mais animais recuperados à hora do Sábado Livre, decidimos surpreender os nossos visitantes com mais duas espécies.

Uma delas, bastante comum e fácil de observar: o melro-preto (Turdus merula). Esta ave ingressou no próprio Sábado porque embateu contra uma janela. No entanto, quando chegou ao RIAS já não apresentava sinais de trauma, e foi então libertado.

É importante destacar que, com este ingresso, alcançámos os 1 000 animais recebidos no RIAS para o ano de 2019. 


O terceiro animal não é tão facilmente observado. O cuco-rabilongo (Clamator glandarius) é uma ave ligeiramente maior do que um charneco (ou pêga-azul) que se distribui por todo o país. Por ser estival, apenas passa alguns meses no nosso país, podendo chegar em Fevereiro e partir em Julho. 

Esta foi com certeza uma surpresa para quem nunca tinha visto um cuco. 


Pode ver a outra espécie de cuco que existe em Portugal, aqui.

Corujas, rola, gaio, pêga e camaleão, a semana do RIAS foi cheia de devoluções à Natureza

Em Fevereiro, escuteiros da Vidigueira encontraram crias de coruja-do-mato (Strix aluco) com 1 dia de vida, que foram trazidas até nós pelos Vigilantes da Natureza do Vale do Guadiana. Em baixo pode relembrar a foto que publicámos aquando da chegada das corujas.

Após uma recuperação incrível, estas aves viajaram até Cuba para que pudessem ser devolvidas à Natureza pelo grupo de crianças que as encontrou.




Em dia de feriado nacional, deslocámo-nos até à Lura, um espaço de educação ambiental aliado a festas para crianças, perto de Estoi. Fomos surpreender a Inês, que recebeu o apadrinhamento de uma coruja-do-mato, e pôde então devolvê-la à Natureza.  


Na Terça-feira, estava pronta a voar em liberdade uma rola-turca (Streptopelia decaocto), uma pêga-rabuda (Pica pica) e um gaio-comum (Garrulus glandarius).   



Finalmente, este pequeno camaleão regressou ao seu habitat natural depois de uma curta estadia no nosso centro, onde pôde descansar e recuperar do ataque de um gato.




Gaivotas devolvidas à Natureza pelo RIAS a viajar mundo fora...

O nosso centro recebe geralmente duas espécies de gaivotas, gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus). A primeira é residente, e por isso, nidifica em Portugal. A segunda, apesar de um pequeno número também ser residente, é geralmente invernante, ou seja, visita o nosso país apenas durante o Inverno e nidifica no norte da Europa.

Sempre que o RIAS devolve aves à Natureza, estas são anilhadas. Desta forma, sempre que alguém observa uma ave com anilha, poderá obter informação sobre o local onde a mesma foi anilhada.

Esta semana recebemos novidades sobre duas gaivotas-d'asa-escura que gostaríamos de partilhar com vocês.


Uma delas encontra-se neste momento em Edimburgo, no Reino Unido, a visitar o jardim de um habitante à procura de comida, como poderá ver no vídeo abaixo.




A segunda gaivota foi um pouco mais longe, e neste momento encontra-se na Islândia. 

Esta ave foi devolvida à Natureza em 2016, e todos os anos recebemos informação que visita esta ilha. Certamente já terá percorrido milhares de km durante as suas migrações nestes 3 anos.



Sempre que observar uma gaivota anilhada, poderá enviar-nos um email com a data, local, número de anilha e uma foto da ave para que possamos registar essa informação. 

Estará desta forma a contribuir para um maior conhecimento dos movimentos geográficos destes animais.