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A mostrar mensagens de Março, 2019

Uma semana recheada de devoluções à Natureza e Educação Ambiental

Para o RIAS, a semana começou Domingo, quando participámos na festa de aniversário da Lara para devolver à Natureza uma rola-turca (Streptotelia decaocto). Esta aniversariante e os seus convidados tiveram a oportunidade de conhecer melhor os vários animais que vivem na Quinta da LURA, na Conceição de Faro. 


Na Terça-feira deslocámo-nos até à EB1 de Vale de Silves, onde em conjunto com a EB Cónego Dr. Clementino, devolvemos à Natureza mais uma rola-turca que ingressou no nosso centro ainda enquanto cria. Esta foi a 2ª atividade realizada este ano com estas escolas, em conjunto com a Almargem e o Centro Ambiental de Loulé



Na Quarta-feira demos início à 2ª fase do projeto "Há Vida nos Pinheiros de Marim", elaborado em conjunto com a Câmara Municipal de Olhão, e que se irá estender até Sexta-feira, dia 5 de Abril. 

Algumas turmas de 4º ano do concelho já puderam admirar os painéis educativos existentes em todo o Circuito Verde. Nestes, é possível aprender mais sobre a nossa flora autóctone e a ameaça das plantas invasoras em Portugal, mas também sobre a diversidade animal que existe neste espaço. 

Ficámos contentes por perceber que na memória destes alunos ainda estavam os nomes das aves que aprendemos em sala, e que aqui puderam ver e ouvir pessoalmente. Houve até quem elaborasse o seu próprio Guia de Aves para esta saída de campo.



A semana continuou com a devolução à Natureza de uma coruja-do-mato (Strix aluco) realizada no Vila Vita Parc, em Porches, local onde esta ave foi encontrada quando era uma pequena cria.

Tivemos connosco um grupo de pequenotes do Infantário A Colmeia ansioso por ver de perto uma coruja e ajudar na sua devolução.






Obrigada a todos por uma semana recheada de devoluções de animais ao local a que pertencem, a Natureza.

Pela primeira vez em Portugal, é possível seguir uma águia-cobreira após recuperação.

Em Agosto de 2018, ingressou no RIAS uma águia-cobreira (Circaetus gallicus) proveniente da região de Beja. Durante o diagnóstico, a equipa veterinária identificou uma luxação no coracóide esquerdo que estaria a impedir esta ave de voar.


Foi então colocada uma ligadura na asa, assegurada uma boa alimentação e hidratação, e um mês após o seu ingresso, pôde finalmente ser devolvida à Natureza, no local onde foi encontrada.



Para que pudéssemos ter informação das rotas migratórias desta águia, foi-lhe colocado um emissor de GMS (Geographical Mobile System) pelo ICNF.

E este mês tivemos excelentes notícias. Os dados recebidos mostram o resultado do trabalho e dedicação da nossa equipa, que possibilitou a esta águia viajar milhares de km.

Desde que foi libertada, percorreu cerca de 3500 km até ao Mali em África, e já regressou ao distrito de Beja onde irá ficar até Setembro/Outubro. Nessa altura, irá novamente rumar a Sul.

Este é um resultado marcante para o trabalho dos centros de recuperação nacionais, e serve de incentivo para que trabalhemos todos com um objectivo comum: a conservação da nossa fauna.


A águia-cobreira é uma espécie ameaçada por diversas razões, mas é de destacar a redução de áreas florestais (devido a corte ou fogos florestais), a poda intensiva de montado e a intensificação da agricultura, assim como electrocussão com linhas eléctricas e o abate a tiro.


Para saber mais sobre esta ave, veja o site do ICNF ou vá a Aves de Portugal.

Workshop de Ilustração Científica - Nivel 2 :: MOSTRA-TE 2019



O RIAS vai realizar nos próximos dias 4 e 5 de Maio a 1ª edição do Workshop de Ilustração Científica - Nível 2. Este workshop destina-se a todos os interessados nesta temática.   





Horário:
Manhã - 10h às 13h
Tarde - 14h às 18h

Programa:
19 de Maio
Lápis de Cor:
. Noções-base e introdução à técnica;
. Desenho preliminar e ilustração final.

20 de Maio
Aguarela:
. Noções-base e introdução à técnica;
. Demonstração dos métodos utilizados;
. Desenho preliminar e ilustração final.

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PREÇOS:
Até dia 25 de Abril
Sócios ALDEIA: 40€
Novos Sócios ALDEIA: 50€


Após dia 25 de Abril
Sócios ALDEIA: 50€
Novos Sócios ALDEIA: 60€

Todas as inscrições incluem:

            - Participação no curso
            - Certificado de participação
            - Coffee-breaks durante o curso
       
Nota: Os participantes deverão levar o seu próprio material. A lista será enviada por email após inscrição. 


Contactos:
Tel. 927659313
Email. rias.aldeia@gmail.com

Este workshop está inserido no MOSTRA-TE 2019, a Mostra de Juventude de Olhão.




Uma Sábado repleto de devoluções à Natureza

Se tem por hábito acompanhar o trabalho do RIAS, por certo viu que desde o início do ano, ingressaram no nosso centro 2 falcões-peregrino, vítimas de tentativa de abate por tiro. 

Lamentavelmente, a primeira ave recebida não sobreviveu aos ferimentos. 

No entanto, e porque nem tudo podem ser más notícias, o segundo falcão conseguiu recuperar e pôde ser devolvido à Natureza no Sábado Livre.


Esta ave é conhecida por ser o animal mais rápido do planeta, atingindo velocidades de cerca de 300 km/h em voo picado na busca por presas. 




Relembramos que é crime o abate de espécies protegidas, ou que não sejam classificadas como cinegéticas.



Para além do falcão-peregrino, Sábado foi também o dia em que cinco gaivotas-d'asa-escura, uma gaivota-de-patas-amarelas e três ouriços-cacheiros regressaram à natureza.
As gaivotas estiveram ao nosso cuidado durante cerca de um mês devido a intoxicação. 



Relativamente aos ouriços, dois foram encontrados quando eram pequenas crias órfãos. O outro foi encontrado perto de uma estrada e tinha sangue no focinho, pelo que suspeitamos que tenha sido atropelado.







Na semana em que a Primavera começou ...

Recebemos Paulo SáDeputado do PCP, no nosso centro para conhecer o trabalho do RIAS, e a importância daquilo que fazemos.


Durante a visita às instalações, falou-se sobre os cerca de 1700 animais ingressados anualmente neste centro, a investigação aqui realizada, mas também o trabalho de educação ambiental que fazemos. 


Lembra-se das crias de corujas-do-mato que nos chegaram com 1 dia de vida? Estão a crescer rapidamente e são cada vez mais independentes. Por esta razão, já foram transferidas para instalações maiores, onde terão mais espaço para começar a explorar e a praticar o voo.



Finalmente, a chegada da Primavera e o Dia Mundial das Florestas foram o pretexto perfeito para realizar a Cerimónia de Inauguração do Percurso do Circuito de Manutenção dos Pinheiros de Marim. 

Em conjunto com o RIAS, a Câmara Municipal de Olhão desenvolveu painéis educativos/informativos ao longo do percurso verde, para dar a conhecer aos visitantes a biodiversidade que existe neste espaço.




Para além disto, tem ainda acesso a um parque infantil, uma zona de exercício físico, um campo de futebol/basquetebol, um parque de merendas e um parque para cães. 


Para tornar este momento ainda mais especial, foi possível realizar a devolução à Natureza de uma Águia-d'asa-redonda (Buteo buteo) que estava em recuperação no nosso centro desde Dezembro. Nestes 3 meses ganhou peso, treinou o voo, e ficou finalmente apta a sobreviver na Natureza.







Para finalizar a semana, um peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) foi devolvido à natureza no local onde tinha sido encontrado. Este peneireiro provavelmente colidiu com uma estrutura, motivo pelo qual se encontrava atordoado, mas sem lesões. Com a colaboração do ICNF foi libertado na Fortaleza de Sagres com quem o encontrou. 






Dia Mundial das Florestas

A 28 de Novembro de 2012, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que todos os anos, haveria um dia em que se daria especial atenção à importância que as florestas têm nas nossas vidas.


Apesar de não nos darmos conta, utilizamos diariamente recursos provenientes destes ecossistemas: o bloco de notas, os pneus do carro, ou mesmo o café da manhã. 

A tudo isto acresce obviamente, a importância ecológica de uma floresta. A purificação da água, a estabilização do solo, e a retenção de carbono, que é aqui grandemente absorvido.  

No entanto, a gestão sustentável das florestas e o uso dos seus recursos tem atualmente uma margem demasiado grande para melhoria. É por isso essencial fazer mais e melhor.


Para ter acesso a informação educativa e informativa: http://www2.icnf.pt/portal/agir/sab-mais/florest


Vamos ajudar a preservar o Ambiente!

Dia Mundial do Pardal

Comemora-se hoje o Dia Mundial do Pardal

Em todo o mundo, existem dezenas de espécies de pardais classificados  como Pardais do Velho Mundo (Família Passeridae) e Pardais do Novo Mundo (Família Emberizidae). Destes, apenas 4 espécies podem ser observadas facilmente em Portugal: 

  • Pardal-comum (Passer domesticus)
  • Pardal-espanhol (Passer hispaniolensis
  • Pardal-francês (Petronia petronia)
  • Pardal-montês (Passer montanus

O mais conhecido por todos nós é o Pardal-comum ou Pardal-dos-telhados (Passer domesticus) por ser muito abundante em quase todos os continentes (não existe na Antárctida). 

São aves pequenas com cerca de 15 cm, penas acastanhadas (com diferenças entre os machos e as fêmeas) e cujo bico, curto e largo, é especializado em abrir sementes. Apesar disto, pode alimentar-se também de insetos durante a época de nidificação. 

Pardal-comum (Passer domesticus) - macho.


Pardal-comum (Passer domesticus) - fêmea

"Desde as últimas décadas do século XX, as populações de pardal-comum têm vindo a diminuir ano após ano, especialmente nas principais capitais europeias, como Berlim, Paris, Praga ou Londres.

Estima-se que nos últimos 30 anos, a Europa tenha perdido 60% dos seus pardais-comuns, segundo a SEO/Birdlife." - Wilder, 19 de março de 2019

No âmbito de proteger esta e outras espécies selvagens, Espanha lançou ontem a campanha "Aves de Barrio". Para saber mais siga este link

O que fazer se encontrar uma cria?

Como já referimos em publicações anteriores, a chegada da Primavera significa também um maior número de ingressos de crias de aves no nosso centro. 

Posto isto, e aproveitando o facto de ser hoje Dia do Pai, queremos explicar-lhe o que fazer se encontrar uma cria, porque nem sempre o ideal é levar a pequena ave para um centro de recuperação.


Geralmente, as crias podem cair do ninho na primeira tentativa de voo, e poderão estar fisicamente bem, podendo mesmo continuar a ser alimentadas pelos progenitores. Nestes casos, deve verificar se os progenitores se encontram na zona e se esta é segura (longe de estradas ou de possíveis predadores, inclusive animais domésticos, por exemplo).

Cria de pintassilgo (Carduelis carduelis)

No entanto se a cria apresentar ferimentos ou estiver debilitada, deve, se possível, recolher o animal para entregar às autoridades, registando bem o local onde foi encontrada pois pode ser possível devolvê-la ao ninho, uma vez avaliada e tratada. 

No entanto, há espécies de animais às quais esta situação não é aplicável, e portanto não poderão ser recolocadas no ninho, como é o caso de andorinhões ou aves de rapina diurnas e nocturnas.

Relembramos ainda, de que, apesar da ave precisar de ajuda, não deve mantê-la em casa. A sobrevivência do animal depende da rapidez com que o leva até um centro de recuperação, onde receberá os cuidados apropriados. 

Crias de andorinha-dos-beirais (Delichon urbica). À esquerda, cria mantida em casa na tentativa de tratamento. À direita, cria ingressada no RIAS.

Contamos com a sua ajuda.
Em caso de dúvida, pode sempre contactar-nos.


E lembre-se...

A melhor hipótese de sobrevivência da cria será com os progenitores.

5 gaivotas devolvidas à Natureza

No passado fim-de-semana devolvemos à Natureza 5 gaivotas de duas espécies: gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus). 


Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)

Aproveitando este dia de sol, várias famílias vieram assistir a este momento, onde 3 pequenas participantes puderam ajudar na devolução destes animais.

Para além disso, e por haver gaivotas em diferentes fases etárias, foi importante explicar (e observar) como distinguir as adultas de juvenis. 



Obrigada pela vossa presença.

Esperemos ter tornado o vosso dia um pouco melhor.

Alunos de Vila do Bispo apadrinham um ouriço-cacheiro

Durante esta semana, o RIAS deslocou-se até ao concelho de Vila do Bispo para dar a conhecer às crianças das escolas de Budens, Vila do Bispo e Sagres o seu novo afilhado: um ouriço-cacheiro. 


Estes padrinhos e madrinhas descobriram várias curiosidades sobre a espécie. O número de espinhos, os sons que fazem para comunicar, a sua alimentação, e as razões pelas quais ingressam no nosso centro. 

Desde que chegou ao RIAS, acompanhámos esta cria de ouriço através de fotografias e alguns vídeos, para que pudéssemos mostrar às crianças o processo de recuperação. Desde a papa, à comida sólida. Desde o isolamento inicial, até à socialização com outros ouriços aqui ingressados.



Para compreenderem todo o trabalho envolvido na recuperação de um animal, também apresentámos a equipa do RIAS. A veterinária, o responsável de reabilitação, as voluntárias, os biólogos responsáveis pela monitorização ambiental, e as responsáveis pela gestão, educação ambiental e coordenação do centro. Todos temos que trabalhar em conjunto para o bem-estar dos animais.

















No final, puseram mãos à obra para encontrar palavras escondidas numa sopa de letras, e ainda ajudaram um ouriço a encontrar a sua comida favorita, insetos.

Em Maio, voltaremos para a 2ª fase deste projeto: a construção de um ouriço-cacheiro.


4ª Edição da Semana da Ria Formosa

De 1 a 7 de Abril irá realizar-se a 4ª edição da Semana da Ria Formosa, por várias regiões do Algarve.

Aproveite para desfrutar das várias atividades com a sua família.





Aprender a diferença entre rola-brava e rola-turca em Sábado Livre

Na devolução à Natureza realizada no Sábado Livre passado, foi possível identificar as diferenças entre duas espécies de rolas. Uma mais conhecida e facilmente observável, a rola-turca (Streptotelia decaocto) que existe durante todo o ano no nosso país. Outra menos reconhecida, a rola-brava (Streptotelia turtur), é uma espécie migradora que chega a Portugal geralmente com o início da Primavera, e fica até Setembro. 

Rola-turca

Possivelmente por ter caído do ninho ou ficado sem os progenitores, a rola-turca ingressou no RIAS enquanto cria. Com a nossa ajuda, em menos de 2 meses conseguiu recuperar e aprender a sobreviver de forma autónoma.

Rola-brava ou Rola-comum

A rola-brava, por sua vez, deu entrada no nosso centro por estar a ser mantida em cativeiro, apresentando lesões resultantes de viver numa gaiola. Apesar de ser uma espécie cinegética, é ilegal e punível por lei manter estes animais em cativeiro. Agora recuperada, poderá ir ao encontro de indivíduos da sua espécie, que estarão nesta altura a chegar ao nosso país.

Mais um falcão-peregrino atingido a tiro, e um prémio de Flashtalk no congresso da SPEA

Este mês começou com o ingresso infeliz de mais um falcão-peregrino (Falco peregrinus) vítima de tiro. Atualmente temos duas aves desta espécie em recuperação no nosso centro, impossibilitadas de voar devido às lesões.

Relembramos que as aves de rapina ocupam um lugar importante no topo da cadeia alimentar, alimentado-se de animais mais fracos/vulneráveis, e consequentemente controlando estas populações.  

O disparo sobre espécies protegidas é um ato ilegal. Caso assista ou suspeite de algo, denuncie às autoridades (SEPNA/GNR).


Esta semana também estivemos presentes no X Congresso de Ornitologia da SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) em Peniche.


"Objetivos, estatísticas e projetos do único centro de recuperação de animais selvagens na região Sul de Portugal" apresentada pelo Diogo.

Fomos distinguidos com a Melhor Flashtalk deste Congresso, com a apresentação sobre o "Ingresso de animais abatidos a tiro em centros de recuperação de fauna selvagem da Península Ibérica". 
Parabéns e obrigada Bruno!


Na Segunda-feira o RIAS visitou a Residência Sénior Sol e Mar em Tavira. Fomos recebidos por uma equipa incrível e dedicada que preparou esta surpresa para os seus utentes. 

Esperavam sentados na sala enquanto preparávamos a nossa apresentação, sempre a tentar adivinhar o que iríamos fazer.


No decorrer da atividade, foram várias as histórias que tinham para nos contar, sobre animais que viram quando estavam nas suas casas, no Alentejo, ou até mesmo em Lisboa. No final, agradeceram-nos pelo trabalho que fazemos com estes animais, deixando-nos com vontade de voltar. 


Para a Associação Verdades Escondidas, as férias de Carnaval não terminaram sem visitarem o nosso centro, para ajudar a devolver à Natureza uma rola-brava (Streptotelia turtur) que nos foi trazida por estar em cativeiro ilegal.




Bom fim-de-semana a todos.

Um guincho lutador, em Sábado Livre

Com 30 participantes, pudemos no Sábado passado devolver à Natureza um guincho-comum (Chroicocephalus ridibundus). Esta pequena gaivota é bastante abundante em Portugal, mas passa geralmente despercebida. No entanto, a partir de Fevereiro/Março pode ser observado um capuz negro em toda a cabeça (ainda não visível neste indivíduo).


Este animal ingressou no RIAS com sintomas de intoxicação alimentar, que o deixou paralisado. Quando isto acontece, o animal deixa de conseguir procurar alimento, e fica por isso muito debilitado e desidratado.



No entanto, este guincho foi de facto um sobrevivente. Apesar da sua condição bastante debilitada, no intervalo de um mês conseguiu recuperar para voar novamente em liberdade.


Obrigada a todos os que vieram apoiar mais uma devolução.