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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2019

Mais um caso de sucesso

No passado fim-de-semana, contámos com 25 fãs de natureza para assistir à devolução de um mocho-galego (Athene noctua).


Este animal apresentava sinais de trauma de origem desconhecida, sendo necessário administrar antibóticos e anti-inflamatórios. Tendo algumas penas danificadas, foi também necessário realizar um enxerto de penas, conhecido por 'Feather Imping', para que o animal conseguisse voltar a ter um voo perfeito.

 Enxerto de penas (ou 'feather imping'). Assinalado a vermelho o local de inserção da nova pena.                     

Pôde contar com a presença da 'madrinha' Lisa, que o devolveu muito carinhosamente ao seu habitat.


Esta ave de rapina noturna é das mais fáceis de observar durante o dia. No entanto, o seu pequeno tamanho e a plumagem castanha com malhas brancas permitem-lhe ficar muito bem camuflado. Será sempre um desafio (e uma satisfação) conseguir ver este animal.


Há Vida nos Pinheiros de Marim, e mais uma garça-boieira na Natureza

No decorrer desta semana visitámos algumas escolas do concelho no âmbito do projeto "Há Vida nos Pinheiros de Marim", que conta com o apoio da Câmara Municipal de Olhão. 



Este projeto tem como objetivo dar a conhecer a estas crianças, e consequentemente às suas famílias, as plantas e os animais que podemos encontrar quando fazemos algum dos 3 circuitos disponíveis neste espaço.

Já saberão, por exemplo, diferenciar as duas espécies de pinheiros ali existentes, o pinheiro-bravo e o pinheiro-manso. 

Irão muito facilmente ver melros, rolas-turcas, e charnecos, e com um olhar mais atento, talvez chapins, toutinegras-de-cabeça-preta ou até mesmo camaleões.



No final, aproveitamos sempre para explicar a estes pequenos o que se deve fazer quando encontram um animal ferido. Mas para ajudar a lembrar toda esta informação, levam para casa um folheto do RIAS, que irão certamente mostrar aos pais enquanto lhes contam o que aprenderam neste dia.


Na Terça-feira, o dia ainda foi preenchido com a devolução à Natureza de uma garça-boieira (Bulbucus ibis). 

Este animal, também conhecido como carraceiro, pôde contar com a amabilidade de dois agentes do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) de Tavira para o libertar de novo no seu habitat.



Agradecemos o compromisso que os agentes do SEPNA/GNR têm para com a Natureza.



Falcão-peregrino vítima de tiro ingressa no RIAS

No início do mês de Fevereiro ingressou no RIAS o animal mais rápido do mundo, o Falcão-peregrino (Falco peregrinus). O seu voo picado pode atingir velocidades na ordem dos 300km/h, geralmente realizado quando está a perseguir outras aves, das quais se alimenta. 





Distribui-se por todos os continentes (com exceção da Antártida), realizando longas migrações para Sul no Inverno. 



Em Portugal pode ser encontrada durante todo o ano, mas é difícil de observar pois evita zonas com muita atividade humana. 


A ave que nos chegou possui uma anilha, permitindo saber que há 12 anos foi anilhada na Lapónia Finlandesa, a uma distância de cerca de 3 600 km de onde foi encontrado, perto de Beja. 


Apesar da grande viagem que fez, no nosso país não teve a melhor receção. Foi encontrado debilitado e trazido até nós por Vigilantes da Natureza do Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG).








Já no RIAS, após realização do Raio-X foi possível observar a existência de um chumbo junto à cauda, o que confirma a tentativa de abate a tiro deste animal protegido.

Apresentava ainda inflamação numa das asas, provavelmente como consequência do disparo.



Esperamos dar novidades daqui a umas semanas.

Aproveitamos para relembrar que é ilegal e punível por lei o abate de espécies protegidas. 

Ajude-nos a conservar a Natureza. 
Denuncie casos suspeitos às autoridades.

RIAS Clipping | Janeiro 2019




Rádio Castrense, 17 de Janeiro de 2019
http://www.radiocastrense.net/?go=programa&id=3





Se tiver conhecimento de outras ocorrências do RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens na comunicação social, por favor informe-nos para rias.aldeia@gmail.com.

O fim-de-semana do RIAS

Sábado Livre foi novamente dia de devoluções à Natureza. 
Pudemos contar com a ajuda de 35 participantes para devolver 6 gaivotas  de duas espécies (gaivota-de-patas-amarelas e gaivota-d'asa-escura) que ingressaram no RIAS com sintomas de intoxicação alimentar.


Foi explicada a diferença entre adultos e juvenis para que os participantes pudessem, no momento da devolução, identificar a fase etária dos indivíduos.


Para além destas, foi devolvida à Natureza, uma garça-boieira que recuperou de 2 fraturas, e é por isso uma sobrevivente. 


Obrigada a todos os que marcaram presença neste dia. 

Como foi a nossa semana

Durante esta semana, o RIAS recebeu vários grupos para conhecer o nosso Centro de Interpretação Ambiental.

Na Terça-feira, vários jovens do Programa ERASMUS+ fizeram um passeio pelo Parque Natural da Ria Formosa, e aproveitaram para terminar o dia no RIAS, e conhecer o trabalho que desenvolvemos com animais selvagens. 


No dia seguinte, Quarta-feira, recebemos a EXISTIR, uma instituição de solidariedade social sem fins lucrativos, que tem como fins desenvolver actividades no âmbito de intervenção de populações deficientes e desfavorecidas. 

Muito interessados no que lhes explicávamos, ficaram surpreendidos quando os informámos de que não é permitido ter em casa cágados autóctones, mas perceberam que são considerados animais selvagens, e por isso, devem estar no seu habitat natural. 

Adoraram tocar em asas e patas de bufo-real, poderosas para apanhar presas durante a noite. No final, aceitámos com muito gosto tirar uma fotografia com  eles para mais tarde recordarem.


Ontem, Quinta-feira, foi dia de nos deslocarmos ao Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro. 

A turma de 5º ano já tinha estado previamente a estudar penas, e por isso, fomos mostrar-lhes mais algumas curiosidades sobre este revestimento das aves. Que são impermeáveis devido a uma gordura que espalham nas penas, e desta forma evitam que águas frias entrem em contacto com a pele.


Tivemos ainda oportunidade de falar e demonstrar o que acontece às penas quando existem substâncias oleosas nos oceanos (seja petróleo, óleo de motor de barcos ou óleos alimentares). Estas aderem às penas das aves, dificultando o voo e a capacidade de se alimentarem, e consequentemente, comprometem a sua sobrevivência.

Para ajudar, devemos sempre colocar óleos usado no contentor apropriado, o oleão.



Para terminar o dia, devolvemos à Natureza algumas gaivotas juvenis, que recuperaram com sucesso de ferimentos associados a colisões.


Obrigada ao Programa ERAMUS+ e à EXISTIR pela vossa visita, e aos alunos do Colégio de Nossa Senhora do Alto por nos terem recebido.











Balanço da Campanha de Recolha de Materiais no Jumbo, Olhão

O Sábado passado foi um dia em cheio. Para além de ser o Dia Mundial do Ouriço e termos devolvido à Natureza três ouriços-cacheiros, fizemos também uma campanha de angariação de material necessário ao funcionamento do RIAS.



Os nossos animais precisam, como esperado, de alimentos. Mas a somar a isto e não menos importante, precisam de recuperar num local limpo.

Grande parte daquilo que recebemos irá ser usado para lavar a loiça usada durante a preparação/distribuição da alimentação, para lavar as mantas que mantêm os animais quentes, para lavar o chão todos os dias, entre muitas outras coisas.


Ao longo deste dia, e graças à amabilidade de muitas pessoas, o centro conseguiu encher 7 carrinhos de compras com os seguintes materiais:

- 242 Kg de ração seca para animais
- 133 latas de comida húmida para animais
- 2 Kg de trica de arroz
- 43 embalagens de saco para o lixo
- 265 sacos de congelação
- 60 L de lixívia
- 42 L de detergente para o chão
- 70L de detergente para a loiça
- 5 embalagens de detergente de roupa
- 5 embalagens de detergente para superfícies
- 154 rolos de papel higiénico
- 12 rolos de papel de cozinha
- 1 par de luvas de cozinha
- 270 pares de luvas de latex
- 2 mantas


Agradecemos novamente a enorme generosidade de todos os que contribuíram para esta campanha através da doação de materiais essenciais para o trabalho do centro!

Obrigado também ao Jumbo-Pão de Açúcar de Olhão que nos permitiu a realização desta campanha.




Alvor devolve uma águia-cobreira

Na passada Sexta-feira, o RIAS deslocou-se a Alvor para comemorar o Dia Mundial das Zonas Húmidas, em conjunto com a Junta de Freguesia de Alvora Protagonist Falcono ICNF e o SEPNA



Juntamente com todas as crianças da EB1/JI de Alvor, devolvemos à Natureza uma águia-cobreira (Circaetus gallicus), relativamente fácil de identificar quando se encontra a voar, pela cor branca na parte inferior das asas. 

Este animal foi encontrado preso em aramo farpado, e após cirurgia a uma das patas, e já recuperada, foi então possível vê-la voar novamente em liberdade.  


Aproveitámos ainda para explicar aos mais novos o que devem fazer quando encontram um animal ferido. Agarrá-lo? Fazer-lhe festinhas? Não. O melhor é ligar para o SEPNA/GNR ou para o ICNF. Estes poderão fazer a recolha do animal, e trazê-lo até nós. 



Obrigada pelo convite.
E obrigada a todos os que estiveram presentes.


Sábado Livre em Dia Mundial do Ouriço

Para festejar em grande o Dia Mundial do Ouriço, devolvemos no passado Sábado Livre, 3 ouriços-cacheiro à Natureza.
Como sempre, recebemos os participantes no nosso Centro de Interpretação Ambiental, onde explicámos brevemente o que fazemos no RIAS, a importância dos vários animais no ecossistema, e o que fazer se encontrarem um animal ferido.


No caso dos ouriços, deve ter-se algum cuidado (ouvimos dizer que podem ter até 5 000 espinhos) ao colocá-los numa caixa para serem transportados até nós.

Depois de recuperados, é hora de os devolver à Natureza: luvas colocadas, sorriso na cara, e deixá-los ir...


Muito obrigada a todos os que vieram. Esperamos por vocês nos próximos Sábados Livres.  



Dia Mundial do Ouriço

Celebra-se hoje, dia 2 de Janeiro, o Dia Mundial do Ouriço.


Este mamífero tem a capacidade, que muitos já conhecem, de se enrolar quando se sente ameaçado, de forma a que os seus cerca de 5 000 espinhos  o protejam de predadores.  

No entanto, a presença de ouriços-cacheiro no RIAS é constante. Atacados por cães, atropelados ou provenientes de cativeiro ilegal, são diversas as razões que os trazem ao nosso centro. Em 2017, foi possível recuperar com sucesso e devolver à Natureza cerca de 60% destes animais.


Isto apenas é possível com a ajuda do ICNF, do SEPNA, mas também dos cidadãos, que preocupados, ligam ou trazem o animal ferido. 

Todos juntos fazemos um trabalho melhor.



Obrigada pelo vosso apoio.

Feliz Dia Mundial do Ouriço!!