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Mais um pato-branco devolvido à Natureza, em Sábado Livre

Como estava previsto, no Sábado Livre que passou, o RIAS devolveu à Natureza um pato-branco (Tadorna tadorna).

Como a maioria dos patos que tem ingressado no nosso centro, também este apresentava sintomas compatíveis com botulismo, doença que os deixa paralisados, impedindo-os de se alimentarem, e conduzindo consequentemente à sua morte. 

Estes casos exigem que sejam administrados fluídos sub-cutâneos para hidratar, e mais tarde, uma alimentação apropriada. Geralmente, levam cerca de um mês a recuperar, altura em que são libertados novamente no seu habitat.









Três aves ingressadas recentemente no RIAS, alvo de abate a tiro!!

Desde o final de Setembro, ingressaram no RIAS três aves vítimas de abate a tiro. Infelizmente, duas destas aves, uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo) e uma águia-calçada (Aquila pennata) já chegaram ao nosso centro sem vida.

Raio-X da águia-d'asa-redonda.

Raio-X da águia-calçada.

Estas aves são predadores de topo, e têm um papel importante na teia alimentar. A águia-calçada é uma ave com estatuto de conservação em Portugal como 'Quase ameaçada', e protegia por diversos decretos de lei. 


Estes atos não são aceitáveis, e são mesmo puníveis por lei.
Não compactue com estes crimes. Denuncie.


A terceira ave, uma garça-real (Ardea cinerea), a maior garça que ocorre em Portugal, ingressou dia 8 de Outubro com três chumbos visíveis no corpo, e uma fratura na asa direita, na qual foi colocada uma ligadura.  

Raio-X da garça-real.

Neste momento, está numa das nossas câmaras de recuperação, onde foram colocadas estruturas para enriquecer o espaço, de forma a simular o seu habitat natural o melhor possível.




Participámos mais uma vez no Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres

A comemorar 10 anos de existência, o Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres, contou este ano mais uma vez com a participação de dezenas de parceiros, incluíndo o RIAS.

Este festival começou dia 10, e o nosso centro contribuiu com várias atividades de iniciação à observação de aves, todas elas esgotadas, refletindo o interesse dos participantes nesta temática. 


O fim-de-semana da nossa veterinária começou com o Workshop de Primeiros Socorros a Aves, onde foram explicadas as técnicas usadas para capturar e transportar em segurança um animal selvagem até chegar ao RIAS.



No último dia do festival, e como tem sido habitual, o RIAS realizou a devolução à Natureza de animais recuperados. Este ano, os participantes puderam observar de perto dois peneireiros-vulgares (Falco tinnunculus). 



Um deles foi encontrado e encaminhado para o nosso centro pela Associação Ambiental e Cultural Protagonist Falcon, e apenas se encontrava desidratado, e sem lesões aparentes, tendo tido uma recuperação rápida. 

O segundo peneireiro foi um caso mais delicado, pois chegou-nos há mais de dois meses com a pata direita inchada e sem dois dedos, algo causado possivelmente por um fio. No entanto, este contratempo não afetou a sobrevivência da ave, tornando possível a sua devolução à Natureza.



Para este momento, tivemos a ajuda da vice-presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, e da Presidente da Direção Nacional da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).





Sabe 'O que são egagrópilas?'. 
Foi com esta atividade que terminou a nossa participação na 10ª edição do Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres.


Os participantes descobriram que aquilo que não é digerido por algumas aves, é expelido na forma de uma massa (composta por ossos, pêlos, penas, e até mesmo dentes) que permite conhecer a dieta da ave em questão, neste caso rapinas noturnas, e eventualmente ajudar na sua conservação.


Um muito obrigado a todos os que participaram na 10ª edição deste festival, e Parabéns às entidades organizadoras (Município de Vila do Bispo, SPEA e Almargem).

A primeira íbis-preta recuperada e devolvida à Natureza pelo RIAS

Ao longo dos 10 anos que o RIAS está em funcionamento, e até ao final de Agosto, recebemos apenas 4 íbis-pretas (Plegadis falcinellus) com sinais de trauma. Infelizmente, nenhuma destas sobreviveu.

Mas no dia 6 de Setembro, ingressou no RIAS mais um indivíduo, desta vez com sintomas compatíveis com intoxicação gastrointestinal. Foram administrados fluídos sub-cutâneos para hidratar, e alimentada com papa nos primeiros dias. 
Apesar da dificuldade e tempo dispendido para que aceitasse o alimento sólido, aos poucos foi ganhando forças, aumentando de peso, e mais tarde começou a comer de forma autónoma.

Felizmente, no passado Sábado Livre, pudemos finalmente devolver esta íbis-preta ao seu habitat natural, para grande orgulho de toda a equipa. 




Esta espécie pode ser observada em Portugal durante todo o ano mas é mais abundante no Inverno, entre Setembro e Março, podendo juntar-se em bandos de várias dezenas de indivíduos.



Para além desta ave, foram também devolvidos à Natureza três patos de espécies diferentes. Um pato-branco (Tadorna tadorna), uma frisada (Anas strepera) e um pato-real (Anas platyrhynchos) que ingressaram no RIAS com sintomas compatíveis com botulismo. 

Após algumas semanas em recuperação, puderam ser libertados de novo na Natureza.






Fomos até ao Sítio da Fontes, devolver duas frisadas com uma curiosa turma de 2ºano

No início deste mês, deslocámo-nos até ao Sítio das Fontes, em Lagoa, para devolver à Natureza duas frisadas (Anas strepera) recuperadas no nosso centro.

Contámos com a presença de uma turma de 2º ano para nos ajudar, mas também com a Vice-presidente da Câmara Municipal de Lagoa.







Para além deste incrível momento, aproveitámos para explicar a estas crianças, a importância do RIAS na conservação da Natureza, e na recuperação de animais selvagens.

A curiosidade e entusiasmo desta turma durante toda a atividade foi fascinante, e todos saímos de lá com a sensação de dever cumprido. 



Esta foi apenas a primeira de várias atividades que temos programadas em parceria com o Município de Lagoa, a realizar neste local fantástico que é o Sítio das Fontes.



Para além de recebemos a visita do núcleo de mergulho da FCUL e de vários jovens do programa ERAMUS+, realizámos um Workshop de Primeiros socorros a aves selvagens

No final do mês de Setembro recebemos a visita de dois membros do Núcleo de Mergulho Científico da FCUL (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) para conhecerem o RIAS, a organização a quem entregaram um donativo como forma de ajudar animais selvagens.

Agradecemos imenso a vossa visita e o apoio ao nosso centro.


Nesse mesmo dia, recebemos ainda um grupo de jovens da escola EB 2/3 Paula Nogueira, integrado no programa ERASMUS+. 

Estes 50 visitantes sabem puderam observar algumas dos animais que temos em recuperação, através das câmaras de vigilância que temos no nosso Centro de Interpretação Ambiental. Para além das frisadas, galeirões e gaivotas a recuperar, puderam ver a águia-pesqueira que deu entrada com fio emaranhado  numa das asas (publicação no blog: https://rias-aldeia.blogspot.com/2019/10/aguia-pesqueira-ave-considerada.html).



No final desta visita, ajudaram-nos a devolver à Natureza um camaleão-comum (Chamaeleon chamaeleon), animal difícil de observar durante o dia devido à sua camuflagem. Por isso, este foi um momento bastante entusiasmante para os nossos visitantes.


No dia seguinte, o RIAS realizou um mini-workshop de 'Iniciação à identificação de aves aquáticas e marinhas' e 'Primeiros Socorros para aves selvagens', que contou com a presença de várias entidades, com o objetivo de saber como prestar auxílio aquando o encontro com um animal selvagem ferido.



Neste Sábado Livre, para além de devolver à Natureza cágados-mediterrânicos, libertámos ainda um tartaranhão-ruivo-dos-pauis!

No fim-de-semana que passou, o RIAS devolveu à Natureza, dois cágados-mediterrânicos (Mauremys leprosa).


Por serem espécies autóctones e selvagens, estes animais não podem ser mantidos em cativeiro. No entanto, foi nessa situação que deram entrada no nosso centro. Alimentados de uma forma incorreta ou mantidos em instalações que não são as adequadas, podem apresentar sinais de má nutrição e problemas na formação da carapaça, ou mesmo ferimentos. 

Estes animais, felizmente, foram entregues ao RIAS, e após algumas semanas em recuperação, estavam preparados para voltar ao seu habitat natural.


Para além desta espécie, chegou a altura de devolver à Natureza, um tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus), que ingressou no RIAS muito débil.



Esta ave, juntamente com a águia-pesqueira que está ainda em recuperação (veja aqui a publicação), foi marcada com um transmissor (GPS/GSM logger) em conjunto com Ivan Literák (Departamento de Biologia e Doenças da Vida Selvagem, da Universidade de Ciências Veterinárias e Farmacêuticas, na República Checa) para poder ser localizada, e desta forma, estudar o sucesso de aves libertadas por centros de recuperação.

Este é o projeto de Doutoramento de Lenka
Rozsypalova (aluna de Ivan Literák), que esteve connosco durante um mês. Terminado este estágio, irá agora monitorizar diariamente as aves marcadas, e estudar as suas atividades espacio-temporais (http://www.birdtelemetry.cz/en/).

Devolução à Natureza do tartaranhão em questão, pela Lenka.

Cerimónia Comemorativa do 10º aniversário do RIAS

Depois do fim-de-semana agitado que a equipa do RIAS teve, chegou o dia para apresentar oficialmente o trabalho feito nestes 10 anos de existência.

Foi em 2009 que o RIAS abriu portas para receber animais selvagens de todo o Algarve e Baixo Alentejo. Desde aves, a répteis, a mamíferos, e por vezes, até anfíbios, foram cerca de 14 000 os animais recebidos (dos quais 11 305 ingressaram vivos), e mais de 5 500 animais devolvidos à Natureza.




No final desta cerimónia, convidámos a nossa plateia para a devolução à Natureza de um peneireiro-comum (Falco tinnunculus) que ingressou no RIAS com sinais de atropelamento. 




Após a libertação, cantou-se os Parabéns ao RIAS e houve bolo para toda a gente!







Muito obrigada a todos os que conseguiram estar presentes.

Como celebrámos os 10 anos do RIAS...

Os dias que antecederam a celebração do 10º aniversário do RIAS foram uma correria. Certificar-nos de que todos sabiam onde estar, de que não faltava material ou comida para os participantes, não foi uma tarefa fácil. Mas iria valer a pena.

A todos os que contribuíram para a realização deste fim-de-semana, um muito obrigado.


O dia de Sábado foi dedicado ao BioBlitz, um evento cujo objetivo é identificar o maior número de espécies em 24 horas, neste caso, da Quinta de Marim. 

Nesta altura do ano, foram encontradas:
- Insetos: 127 espécies
- Aves: 87 espécies
- Macroinvertebrados marinhos: 12 espécies
- Répteis: 5 espécies
- Plantas: 113 espécies
- Moluscos: 30 espécies
- Mamíferos: 7 espécies (dos quais 5 espécies de Morcegos)

Para enriquecer ainda mais este dia, quem nos visitou teve a oportunidade de assistir a devoluções à Natureza de animais recuperados, e no final do dia, pôde contar com danças do mundo e os concertos dos GALOPIM e dos Terra Livre.


BioBlitz: Répteis e anfíbios

BioBlitz: Macroinvertebrados marinhos

Devolução à Natureza de uma cegonha-branca (Ciconia ciconia)


BioBlitz: Aves

Devolução à Natureza de um mocho-galego recuperado no RIAS, e libertado por elementos do GALOPIM e dos Terra Livre

Concerto dos Terra Livre

BioBlitz: Insetos Noturnos

No Domingo dedicámos o dia ao nosso centro. Foram realizadas oficinas para famílias onde se construíram hotéis para insetos, apitos e chamarizes para pássaros, ou mesmo poleiros para as nossas instalações. 

Para além disto, quisemos mostrar ao público como funciona o RIAS. E não há forma melhor de o fazer, que permitir a entrada e participação nas tarefas do dia-a-dia da nossa equipa. 

Estava também disponível um Peddy Paper pela Quinta de Marim, para conhecer este espaço e os animais que aqui existem. 41 pessoas realizaram esta atividade.

Entre tudo isto, tivemos momentos musicais com o João Violão, para divertimento de todas as pessoas, miúdos ou graúdos, ali presentes.


Tratamento e alimentação de animais internados

Grupo que acompanhou o nosso técnico durante a alimentação dos animais que estão nas instalações exteriores 

Construção de caixas-ninho para aves

Necrópsia demonstrativa

Oficina: hotéis para insetos

O divertido momento da Música para crianças com o João Violão

Oficina: apitos e chamarizes


Devolução à Natureza de vários ouriços-cacheiros 

No total, cerca de 400 pessoas celebraram connosco estes 10 anos de existência durante todo o fim-de-semana.

Veja todas as fotografias aqui: https://www.facebook.com/rias.olhao/photos/?tab=album&album_id=10156322015375964


Um grande obrigado a todos os que têm apoiado o RIAS, e que nos ajudam a ajudar os animais. 

1,2,3 .. RIIIIAAAAAAS




Esta festa não seria possível sem o apoio das seguintes entidades:

- Câmara Municipal de Olhão
- Parque Natural da Ria Formosa / ICNF
- Junta de Freguesia de Pechão
- CR20
- Kodis
- Auchan
- Niobo
- Associação Vita Nativa
- Associação Clube XZen
- Grupo Danças do Mundo ao Sul
- Sociedade Portuguesa de Botânica
- Henrique Keys

Muito obrigado mais uma vez!!