O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Devolução à Natureza de 3 andorinhas-dos-beirais

Devolução à Natureza de 3 andorinhas-dos-beirais (Delichon urbicum)
Quinta de Marim - Olhão
17 de Julho de 2018


Três andorinhas-dos-beirais foram devolvidas à Natureza na Quinta de Marim, em Olhão. Estas aves ingressaram no RIAS após terem sido encontradas no chão, por terem caído dos seus ninhos. O processo de recuperação destas crias consistiu numa alimentação cuidada com bastante frequência até atingirem um peso aconselhável. Assim que começaram a alimentar-se sozinhas iniciaram os treinos de voo. Quando se verificou que voavam em perfeitas condições, as três andorinhas foram devolvidas à Natureza.


terça-feira, 17 de julho de 2018

Devolução à Natureza de uma perdiz-vermelha

Devolução à Natureza de uma perdiz-vermelha (Alectoris rufa
Quinta de Marim - Olhão
14 de Julho de 2018



Foi devolvida à Natureza uma perdiz-vermelha na Quinta de Marim, em Olhão. Esta perdiz ingressou no RIAS após ter sido encontrada ainda cria sozinha junto a uma estrada. As perdizes quando saem dos ovos já conseguem andar sozinha e alimentar-se mas necessitam sempre de um progenitor para cuidar delas durante os primeiros tempos de vida. Assim, esta ave necessitou de alguns cuidados até começar a alimentar-se sozinha e a voar em condições. Assim que estes dois requisitos foram cumpridos a jovem perdiz foi devolvida à Natureza.



Devoluções à Natureza de dia 13 de Julho de 2018

Devolução à Natureza de uma toutinegra-de-cabeça-preta (Sylvia melanocephala), de um andorinhão-pálido (Apus pallidus) e de um alcaravão (Burhinus oedicnemus)
Quinta de Marim - Olhão
13 de Julho de 2018



 No passado dia 13 de Julho foram devolvidos à Natureza uma toutinegra-de-cabeça-preta, de um andorinhão-pálido e um alcaravão. Estas três aves ingressaram no RIAS após terem sido encontradas, ainda crias, fora dos seus ninhos. 



O processo de recuperação destes animais órfãos consiste na disponibilização de alimento adequada com bastante frequência até que comecem a alimentar-se sozinhos. Depois, o processo passa por iniciar treinos de voo e de caça, no caso dos animais predadores. 




Assim que estes animais se tornam totalmente independentes são rapidamente devolvidos à Natureza.




Devolução à Natureza de um chapim-real (Parus major) e de um cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa
Quinta de Marim - Olhão
13 de Julho de 2018






Um chapim-real e um cágado-mediterrânico foram também devolvidos à Natureza no mesmo dia. Estes dois animais encontravam-se em situação de cativeiro ilegal antes de ingressarem no RIAS. No caso do cágado, como não apresentava quaisquer tipo de lesões causadas pelo período de cativeiro, foi devolvido à Natureza pouco depois. 


No caso do chapim, como esteve algum tempo fechado numa gaiola, foi necessário esperar algum tempo até que algumas das penas crescessem e que a ave voltasse também a alimentar-se sozinha. Assim que estava a voar correctamente, foi devolvida à Natureza.





sexta-feira, 13 de julho de 2018

Devolução à Natureza de um melro-preto

Devolução à Natureza de um melro-preto (Turdus merula
Quinta de Marim - Olhão
12 de Julho de 2018






Um melro-preto foi devolvido à Natureza na Quinta de Marim, em Olhão. Esta ave foi encontrada quando era uma cria depois de ter caído do seu ninho. Como ainda era bastante pequena teve de ser alimentada com alguma frequência durante os primeiros tempos aqui no RIAS. Assim que começou a alimentar-se sozinha, foi colocado juntamente com outros melros numa instalação maior onde iniciou os seus primeiros voos. Quando este melro começou a voar em perfeitas condições foi devolvido à Natureza, na presença de um grupo de crianças do ATL da ACASO. Estes jovens tiveram a oportunidade de visitar o Centro de Interpretação Ambiental do RIAS e uma palestra sobre a fauna Algarvia e o funcionamento de um Centro de Recuperação de Animais Selvagens.





Devolução à Natureza de um estorninho-preto

Devolução à Natureza de um estorninho-preto (Sturnus unicolor
Quinta de Marim - Olhão
11 de Julho de 2018




Foi devolvido à Natureza um estorninho-preto na Quinta de Marim em Olhão. Esta ave foi encontrada após ter caído do seu ninho. Como ingressou no RIAS ainda cria, o processo de recuperação consistiu em alimentação regular e treinos de voo. Assim que a a ave começou a voar e a alimentar-se sozinha, foi devolvida à Natureza.



Devolução à Natureza de um andorinhão-preto

Devolução à Natureza de um andorinhão-preto (Apus apus)
Quinta de Marim - Olhão
10 de Julho de 2018




Foi devolvido à Natureza um andorinhão-preto na Quinta de Marim, em Olhão. Esta ave Esta ave foi encontrada no chão após ter colidido com uma estrutura enquanto voava. Após o exame físico na clínica do Centro verificou-se que a ave não apresentava nenhum tipo de lesão. Os andorinhões, por terem patas muito curtas e asas muito compridas, quando caem no chão não conseguem mais levantar-se pois necessitam de levantar voo de um local elevado. Assim, como o andorinhão estava a voar bem e sem lesões aparentes, foi devolvido à Natureza.

Devolução à Natureza de 2 andorinhas-dos-beirais

Devolução à Natureza de 2 andorinhas-dos-beirais (Delichon urbicum)
Quinta de Marim - Olhão
7 de Julho de 2018




Duas andorinhas-dos-beirais foram devolvidas à Natureza no passado dia 7 de Julho. Estas andorinhas foram encontradas após terem caído dos seus ninhos. Por se tratarem de crias a sua recuperação consistiu em alimentar ambas as aves com bastante frequência até se alimentarem sozinhas. Depois de alguns treinos de voo as duas andorinhas foram devolvidas à Natureza na Quinta de Marim, Olhão. 



sexta-feira, 6 de julho de 2018

Devolução à Natureza de uma coruja-das-torres

Devolução à Natureza de uma coruja-das-torres (Tyto alba
Quinta de Marim - Olhão
6 de Julho de 2018




Uma coruja-das-torres recuperada no RIAS foi devolvida à Natureza. Esta coruja foi encontrada em Olhão após ter caído do seu ninho. Esta espécie é comum em meio urbano pois gosta de fazer os seus ninhos em casas abandonadas ou torres de igrejas. Como a coruja não apresentava nenhuma lesão provocada pela queda do ninho o processo de recuperação consistiu em alimentação adequada e treinos de voo. Assim que se verificou que a coruja caçava sozinha e voava em perfeitas condições, foi prontamente devolvida à Natureza na Quinta de Marim, em Olhão.





Devoluções à Natureza de dia 5 de Julho de 2018

Devolução à Natureza de 3 cegonhas-brancas (Ciconia ciconia
Quinta de Marim - Olhão
5 de Julho de 2018
 

Foram devolvidas à Natureza 3 cegonhas-brancas recuperadas no RIAS. Estas 3 cegonhas foram encontradas após terem caído dos seus ninhos na tentativa de realizarem os primeiros voos. Como não apresentavam lesões graves provocadas pela queda, o processo de recuperação foi rápido. Uma destas cegonhas vomitou plásticos e pedaços de borracha quando ingressou no RIAS, pelo que foi necessário induzir o vómito de forma a garantir que tinha expelido todo o conteúdo perigoso (ver post sobre esta situação AQUI). 


Assim que começaram a voar e a alimentarem-se sozinhas foram devolvidas à Natureza.








Devolução à Natureza de 4 ouriços-cacheiros (Erinaceus europeus
Quinta de Marim - Olhão
5 de Julho de 2018



No mesmo dia foram também devolvidos à Natureza 4 ouriços-cacheiros. Estes ouriços foram também encontrados quando eram crias e necessitavam rapidamente de cuidados parentais. Nestes casos os animais têm de ser alimentados com bastante frequência até começarem a alimentar-se sozinhos. Assim que ficaram completamente independentes e com um peso mínimo aceitável, foram devolvidos à Natureza.  



Devolução à Natureza de 2 pegas-rabudas

Devolução à Natureza de 2 pegas-rabudas (Pica pica
Quinta de Marim - Olhão
4 de Julho de 2018


Duas pegas-rabudas foram devolvidas à Natureza no dia 4 de Julho na Quinta de Marim, Olhão. Ambas as aves foram encontradas quando eram crias, após terem caído do ninho. Uma delas tinha uma fractura na pata direita, provocada pela própria queda. Assim que as duas aves começaram a alimentar-se sozinhas e a voar foram devolvidas à Natureza.


quarta-feira, 4 de julho de 2018

Devoluções à Natureza de dia 3 de Julho de 2018

Devolução à Natureza de 2 andorinhões-pretos (Apus apus) e 1 andorinhão-pálido (Apus pallidus)
Quinta de Marim - Olhão
3 de Julho de 2018



No dia 3 de Julho foram devolvidos à Natureza três andorinhões. Estas três aves foram encontradas após terem caído dos seus ninhos. Por ainda serem crias, estes andorinhões necessitaram de ser alimentados com bastante frequência nos primeiros tempos da sua estadia no Centro. Nas últimas semanas antes de serem devolvidos à Natureza realizaram alguns treinos de voo. 








Devolução à Natureza de 10 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Quinta de Marim - Olhão
3 de Julho de 2018


Foram devolvidas à Natureza 10 gaivotas-de-patas-amarelas recuperadas no RIAS. Apenas uma destas gaivotas ingressou no Centro devido a um traumatismo numa das asas. As restantes gaivotas apresentavam sintomas de doença (sindrome parético) aquando da sua entrada no RIAS. Foram tratadas com fluído-terapia e disponibilizou-se alimento adequado durante toda a sua estadia. Na fase final do processo de recuperação foram realizados treinos de voo. Assim que estas aves começaram a voar em perfeitas condições e a alimentar-se sozinhas, foram devolvidas à Natureza na Quinta de Marim, em Olhão.





Devolução à Natureza de 4 andorinhas-dos-beirais

Devolução à Natureza de 4 andorinhas-dos-beirais (Delichon urbica)
Quinta de Marim - Olhão
2 de Julho de 2018



Foram devolvidas à Natureza 4 andorinhas-dos-beirais na Quinta de Marim, Olhão. Estas andorinhas foram encontradas após terem caído do ninho. Durante a sua estadia no Centro tiveram de ser alimentadas com bastante frequência e, numa fase final, foi necessário realizar vários treinos de voo. Assim que começaram a alimentar-se sozinhas e a voar em perfeitas condições foram devolvidas à Natureza.



terça-feira, 3 de julho de 2018

O plástico e as aves aquáticas

O plástico é um problema ambiental que afecta o nosso planeta de forma negativa a vários níveis. Para além de ser amplamente utilizado, este material é de grande durabilidade persistindo na natureza por milhares de anos. Muitos dos detritos plásticos acabam por se acumular ao longo das costas, águas superficiais, ao longo da coluna de agua e sedimentos. Os detritos plásticos representam cerca de 90% dos detritos marinhos e a vida selvagem é gravemente afectada pelos mesmos.

Num estudo intitulado “The use os stranded aquatic-associated bird surveys for plastic litter monitoring in Portugal”, Marta Basto analisou os estômagos de indivíduos de diferentes espécies aquáticas de vários centros de recuperação de Portugal, nomeadamente o RIAS. Dos 310 exemplares analisados, 15,48% tinham ingerido plástico.




Das espécies analisadas, a cegonha-branca (Ciconia ciconia) foi a que apresentou com maior frequência a presença plásticos. Foram encontradas com frequência, tiras de borracha uma vez que se assemelham a minhocas e poderão ser, por isso confundidas com alimento.

Na semana passada, ingressou no RIAS uma cegonha-branca juvenil debilitada que vomitou uma grande quantidade de plástico, nomeadamente tiras de borracha de cor castanha.



Este é mais um exemplo concreto do influência negativa da poluição na fauna selvagem. É nosso dever como cidadãos tomarmos cada vez mais medidas que reduzam o consumo excessivo de plásticos, bem como de reduzir o seu desperdício. Relembramos, uma vez mais, a importância na aposta em programas de Educação Ambiental de forma a podermos ser uma sociedade informada e mais sensível para as questões ambientais.   

Devoluções à Natureza de dia 26 de Junho de 2018

Devolução à Natureza de um andorinhão-pálido (Apus pallidus)
Quinta de Marim - Olhão
26 de Junho de 2018



Foi devolvido à Natureza um andorinhão-pálido recuperado no RIAS. Esta ave ingressou no Centro após ter sido encontrado no chão. Estas aves, por terem asas bastante grandes e patas muito reduzidas, quando caem no chão não conseguem voltar a voar. Nestes casos, quando não apresentam lesões aparentes, é necessário apenas dar-lhes um pequeno impulso para que consigam voltar a voar e seguir o seu caminho.




Devolução à Natureza de um coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus)
Quinta de Marim - Olhão
26 de Junho de 2018



Este coelho-bravo foi entregue no RIAS após ter sido encontrado no quintal de uma casa. Por haver cães nesse local, o mais seguro foi capturar o coelho e encaminhá-lo para o RIAS. Após o exame físico verificou-se que o animal não apresentava quaisquer lesões e por isso foi imediatamente devolvido à Natureza.






Devolução à Natureza de um cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa)
Quinta de Marim - Olhão
26 de Junho de 2018




Foi devolvido à Natureza um cágado-mediterrânico na Quinta de Marim, em Olhão. Este réptil foi encontrado junto a uma estrada e, por não ser um local seguro para estes animais, foi recolhido e entregue no RIAS. Como não apresentava nenhuma lesão ou sinal de doença foi prontamente devolvido à Natureza.


Saída de campo para Observação da Fauna da Quinta de Marim


No dia 23 de Junho o RIAS realizou uma actividade de Observação de Fauna na Quinta de Marim, no âmbito da parceria com a Câmara Municipal de Olhão. 


Os participantes tiveram a oportunidade de fazer um passeio guiado pela quinta onde puderam observar várias espécies de aves, répteis e de invertebrados mais comuns de serem encontrados neste local. O percurso atravessou vários tipos de ecossistema, tais como o sapal ou o pinhal e teve uma duração aproximada de 2 horas.