O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

O último mês da Catarina

O seu nome é Ana Catarina Sá Alves, mas prefere que a chamem apenas Catarina. É finalista do curso de Veterinária na Universidade de Évora e aguarda apenas data para defender a sua tese intitulada "Vírus da bursite infeciosa: desenvolvimento de testes serológicos e moleculares de diagnóstico". É natural de Vila Nova de Famalicão, mas mudou-se para o Algarve aquando da redacção da sua tese, de modo a conseguir conciliar duas das suas maiores paixões: o bodyboard e o surf, e os animais. 

Realizando as tarefas diárias do RIAS com agilidade e boa disposição.

Escolheu o RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens para pôr em prática alguns dos conhecimentos adquiridos durante o curso e aprender a sua aplicação em animais selvagens. Porém, sempre que pode enfia as pranchas no carro e vai até à Costa Vicentina apanhar algumas das melhores ondas da Europa!

Apoiando o trabalho na clínica durante uma cirurgia.
É a nossa principal voluntária desde Maio, mas no final de Outubro ruma a Lisboa para iniciar-se no INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária numa investigação aplicada que a conduzirá em Fevereiro até à Universidade de Utrecht, na Holanda. Obrigado Catarina pelo teu apoio fiel, excelente motivação (mesmo naquelas tarefas mais rotineiras), e desejamos-te o melhor sucesso futuro!


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Muitos animais ingressados, algumas aves libertadas


Na semana passada, o número de aves que ingressaram no RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens excedeu novamente o número de aves libertadas. Logo no Domingo, enquanto em Sagres um peneireiro-vulgar era devolvido à natureza durante o Festival de Observação de Aves e Actividades de Natureza, na Quinta de Marim cinco animais doentes ou feridos davam entrada nas instalações do RIAS. Ao longo da semana, foram admitidos 63 animais no RIAS, na sua maioria aves mas também quatro mamíferos. Embora 12 destes animais nos tivessem sido entregues sem vida, estes casos são importantes para que no RIAS sejam investigados os factores de risco para a conservação das populações selvagens destas espécies.

Cria de ouriço-cacheiro que ingressou no RIAS no dia 7 de Outubro.


A captura e abate ou cativeiro ilegal constitui uma grave ameaça à conservação de muitos aves, nomeadamente passeriformes. A lei institui a aplicação de coimas para estes casos, e caso tenha conhecimento de alguma situação deve denunciar a ocorrência ao Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA/GNR). As situações em que a lei é aplicada são ainda uma minoria face à realidade nacional e, muitas vezes, quem captura aves continua a fazê-lo pensando que as suas acções ficarão impunes. Em consequência de uma apreensão realizada pelo SEPNA/GNR de Tavira a um particularna sexta-feira foram-nos entregues 17 aves engaioladas. Estas incluíam seis espécies de fringilídeos da avifauna selvagem de Portugal! Alguns pintassilgos, verdilhões, e um pintarroxo foram libertados imediatamente após o diagnóstico clínico, contudo duas milheirinhas, um tentilhão, um lugre, um pintarroxo e alguns pintassilgos e verdilhões permanecem em recuperação no RIAS, uma vez que as suas penas de vôo se apresentavam danificadas.

 Devolução à natureza de algumas aves apreendidas pelo SEPNA/GNR de Tavira.

Várias aves em recuperação no RIAS foram também devolvidas à natureza durante a última semana. Na terça-feira foi realizada a libertação conjunta de três gaivotas-de-patas-amarelas e duas gaivotas-d’asa escura, que ingressaram no RIAS neste final do verão e início de outono. No mesmo dia, um pato-trombeteiro que esteve em recuperação no RIAS durante cerca de um mês e meio, pôde voar para junto de outros patos, incluindo vários conspecíficos que invernam na lagoa da Quinta de Marim.

Devolução à natureza de um pato-trombeteiro junto à lagoa da Quinta de Marim.


Também uma cria de andorinhão-pálido que nos foi entregue após queda do ninho e foi alimentada quase incessantemente durante 15 dias, oferecendo-lhe larvas de insectos numa pinça, foi libertada e na quarta-feira pôde iniciar uma nova grande aventura... a sua primeira migração!

Devolução à natureza de uma cria de andorinhão pálido que esteve 15 em recuperação no RIAS.






sexta-feira, 12 de outubro de 2018

"Alojamento local para aves" entre os vencedores do OPP em 2018!

O projecto "Alojamento local para aves" do RIAS foi um dos vencedores do Orçamento Participativo Portugal (OPP) deste ano! O nosso projecto foi um dos 22 mais votados dentre os 691 projectos da 2ª edição do OPP, na qual se registaram aproximadamente 120 000 votos.


Um grande bem-haja ao Diogo pela disponibilidade em estar presente na cerimónia de entrega dos prémios, e um enorme OBRIGADO a todas as pessoas que votaram para que as aves tenham um lugar mais próximo no nosso quotidiano!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O RIAS esteve no Festival de Observação de Aves & Actividades de Natureza

Em 2010, o RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens recebeu um convite para dinamizar actividades num evento que pretendia reunir centenas de pessoas na península de Sagres sob a temática da observação de aves. Embora houvesse menos de um ano desde que a gestão do centro de recuperação da Ria Formosa pertencia à associação ALDEIA, a organização do evento reconhecera desde logo o mérito do RIAS e a vantagem desta colaboração para o sucesso do evento. E o sucesso foi imenso! O Festival de Observação de Aves e Actividades de Natureza conta agora com nove edições, envolvendo inúmeras entidades, sempre com a organização partilhada entre as associações Almargem - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve e SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, e tendo como promotor a Câmara Municipal de Vila do Bispo.

Neste ano, os aficionados da observação de aves e de bons momentos de convívio em contacto com a natureza tiveram de reservar quatro dias da sua agenda, pois o festival iniciou em 4 de outubro e só terminou no dia 7. O RIAS animou actividades em todos os dias do festival, envolvendo dezenas de adultos e crianças de várias nacionalidades.

Para começar a manhã do primeiro dia de festival, levámos um grupo de 15 pessoas num passeio de observação de aves para que conhecessem melhor as aves da península de Sagres. Foram observadas várias espécies típicas desta região como a gralha-de-bico-vermelho, a cotovia-montesina, a cagarra, a galheta, entre tantas outras. Durante a tarde, ensinámos aos mais pequenos (e não só) que em Portugal existem duas espécies de cegonha, enquanto se divertiam a elaborar as suas próprias máscaras de cegonha. Ainda nesse dia, mas já de noite dados os requisitos da actividade, cerca de oitenta festivaleiros viram três mochos-galegos recuperados no nosso centro serem devolvidos à natureza.

O segundo dia contou com uma actividade exclusiva para adultos: um workshop de primeiros-socorros para aves. Ao longo de três horas, oito participantes bastante entusiastas atenderam aos métods adequados de captura e manuseamento de aves e, numa parte mais prática, aprenderam a fazer ligaduras e a administrar fluídos de forma a hidratar animais feridos antes do transporte para o centro de recuperação.







O terceiro dia de festival foi no sábado, um dia desde cedo mais participado, pois na repetição da saída para observação de aves foi necessário estender o número de participantes. O passeio previsto foi então efectuado com um grupo maior, de vinte pessoas, contudo as aves não se afastaram e conseguiram-se excelentes observações de algumas espécies migradoras como a cegonha-preta, o britango, águia-calçada, bútio-vespeiro, e também várias espécies de passeriformes, com destaque para o cartaxo-nortenho.


No último dia de festival, e como já é habitual, devolvemos à natureza uma ave recuperada pelo RIAS. Esta é, certamente, uma das actividades mais populares do evento e em cada ano verificamos um número maior de participantes! Desta vez estiveram reunidas mais de uma centena de pessoas que puderam ver de perto um peneireiro-vulgar e aprender sobre a sua biologia. A devolução à natureza foi realizada por membros da Associação Clube Xzen, a quem aproveitamos para agradecer os dias de voluntariado que realizaram este ano no RIAS.



Para muitos festivaleiros, estas actividades proporcionaram-lhes uma oportunidade excepcional para aprender mais sobre a biologia e ecologia das aves, enquanto nas devoluções puderam mesmo ver de perto aves de rapina que dificilmente se deixam observar. Foram momentos que certamente ficarão na memória de todos os presentes... pelo menos até à próxima edição!

O RIAS aproveita para congratular a organização deste festival por mais uma excelente edição e deseja o maior sucesso para o próximo ano!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Gaivotas há muitas, mas todas diferentes!


Ao longo do litoral português, existem duas espécies de gaivotas grandes que são comuns durante todo o ano: a gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e a gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus), sendo a última mais abundante no período de Inverno. À semelhança de outras espécies de gaivotas de grande dimensão, estas gaivotas adquirem a plumagem de adulto somente após três anos de idade. Os imaturos de 1º ano são castanhos e de difícil distinção entre as duas espécies, contudo, de um modo geral, a plumagem dos imaturos de gaivota-de-patas-amarelas assume tons mais claros que aquela de gaivota-d'asa-escura. Nos indivíduos de 2º e 3º ano é já visível a coloração do dorso, que assume tons prateados na gaivota-de-patas-amarelas enquanto na gaivota-d'asa-escura é de um cinzento-escuro. Esta é a característica que melhor permite distinguir os adultos das duas espécies, quando estes exibem a plumagem típica de gaivota com cabeça e peito brancos, patas e bico amarelos.

Gaivota-de-patas-amarelas de 3º ano em recuperação no RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens. As abraçadeiras coloridas nas patas representam um código de identificação que permite distinguir com maior brevidade os vários indivíduos internados. 

No RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens existem sempre em recuperação indivíduos de alguma destas duas espécies de gaivota, habitualmente provenientes da costa algarvia. Por isso, está implementado desde 2011 um programa de acompanhamento de gaivotas-de-patas-amarelas e de gaivotas-d'asa-escura recuperadas no RIAS, através de anilhas coloridas com código alfanumérico. Actualmente, o número de gaivotas libertadas com esta marcação ascende a 1500, e quase diariamente são-nos enviados registos da observação de alguma destes indivíduos.












Colocação de anilha plástica colorida com código alfanumérico numa gaivota-d'asa-escura imatura de 1º ano, momentos antes da sua devolução à natureza.

Na passada quarta-feira, foram devolvidas à natureza quinze gaivotas (nove gaivotas-de-patas-amarelas e seis gaivotas-d'asa-escura), incluindo juvenis, imaturos e adultos que ingressaram no RIAS por motivo de doença ou trauma, mas também devido a acidentes com artefactos de pesca (redes, fios ou anzóis). Na sua maioria, estas gaivotas foram-nos entregues durante o último verão, porém uma das gaivotas-de-patas-amarelas encontrava-se connosco desde 11 de julho de 2017, data em que foi internada com uma fractura no metacarpo esquerdo e desprovida de várias penas primárias na asa direita. Foi necessário mais de um ano para que a fractura curasse e novas penas lhe crescessem na asa.

Várias pessoas assistiram e ajudaram na libertação em conjunto destas gaivotas, em frente ao RIAS. Veja o vídeo desta devolução à natureza!








Devolução à Natureza de um noitibó-de-nuca-vermelha

2 de Outubro de 2018 / 2nd October 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Noitibó-de-nuca-vermelha (Red-necked nightjar) Caprimulgus ruficollis
Proveniência (origin): Vila Real de Santo António
Dias em recuperação (days in recovery): Captura acidental (accidental catch)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Bem-vindas, Ana e Sarah! / Welcome, Ana and Sarah!

Integraram a equipa do RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens em Setembro e vão estar connosco, ao abrigo do Serviço de Voluntário Europeu, até Agosto do próximo ano. A Sarah é alemã, a Ana é romena, e ambas estão muito animadas com esta oportunidade!

They incorporated the RIAS - Wildlife Rehabilitation and Research Centre team in September and will stay with us, under the European Voluntary Service, until August 2019. Sarah is german, Ana is romanian, and both are very enthusiastic with this oportunity! 



ANA GHEORGHIU

Nasci na Roménia e vivi parte da minha vida no Canadá. Lá, vi animais selvagens incríveis como grandes aves de rapina, ursos, lobos e baleias. Na Universidade de British Columbia estudei Conservação, trabalhei com tartarugas marinhas no Panamá, e com aves de rapina na Grécia. Decidi candidatar-me para trabalhar no RIAS porque adoro trabalhar com animais, e nada me faz mais feliz do que vê-los libertados de volta à vida selvagem.

I was born in Romania, and have lived part of my life in Canada. There, I saw incredible wildlife, such as birds of prey, bears, wolves and whales. I studied Conservation at the University of British Columbia, and afterwards worked with sea turtles in Panama and with birds of prey in Greece. I became involved with RIAS because I love working with animals, and nothing makes me happier than seeing them released back into the wild. 


SARAH KIRCHMANN

Tenho 23 anos e venho da Alemanha. Desde criança que adoro animais e sempre pensei em trabalhar com eles no futuro. Após a escola primária, ingressei numa escola especializada em biologia e o meu interesse em trabalhar com animais aumentou imenso. Tive conhecimento do projecto do RIAS na página do Serviço de Voluntariado Europeu e imediatamente soube que tinha de concorrer! Estou muito contente desde que cheguei porque este é o género de trabalho que sempre quis realizar! Ajudar animais é uma oportunidade única de agradecer à Natureza e a cada libertação de aves tem sido uma linda experiência.

I am 23 years old and come from Germany. I love animals since I was a child and I wanted to work with them in my future. After primary school, I have been on a school specialized in biology and I got more and more interested in working with animals. I saw the RIAS project on the website of the European Solidarity Corps and I knew I had to go there! Since I am here, I am very happy because it is the kind of work I always wanted to do! Helping animals is a good thing to give something back to nature and every releasing of a bird is a beautiful experience.

9º aniversário do RIAS - Devolução à Natureza de um mocho-galego e quatro guinchos-comuns

Ontem, o RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens comemorou nove anos de existência! Desde que abriu portas em 1 de Outubro de 2009 acolheu quase 11 000 animais, na sua maioria aves, que conseguiram recuperar com sucesso e ser devolvidos à Natureza. Actualmente, o número de animais recebidos é duas vezes superior àquele dos primeiros anos de funcionamento, o que sublinha a importância das nossas campanhas de informação, divulgação e educação ambiental.





Para assinalar a data, e ajudar à celebração da efeméride, procedeu-se à devolução à Natureza de um mocho-galego que nos foi entregue após queda do ninho esteve em recuperação no RIAS durante 28 dias. Com um enorme aplauso, bebés, crianças, jovens e adultos de várias nacionalidades encorajaram o regresso desta ave à Natureza!

Em seguida, todos fomos em passeio até ao moinho de maré da Quinta de Marim para libertar quatro guincho-comuns que estiveram cerca de duas semanas em recuperação no RIAS.

Sem dúvida, foi um agradável culminar de dia de aniversário que ilustrou bem os objectivos do nosso dia-a-dia de trabalho, inalterado em nove anos de actividade... SALVAR ANIMAIS SELVAGENS.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Devolução à Natureza de um andorinhão-pálido

29 de Setembro de 2018 / 29th September 2018
Quinta de Marim, Olhão



Espécie (species): Andorinhão-pálido (Pallid Swift) Apus pallidus
Proveniência (origin): Faro
Dias em recuperação (days in recovery): 15

Devolução à Natureza de dois mochos-galegos

28 de Setembro de 2018 / 28th September 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Mocho-galego (Little owl) Athene noctua
Proveniência (origin): Portimão
Dias em recuperação (days in recovery): 138




Espécie (species): Mocho-galego (Little owl) Athene noctua
Proveniência (origin): Pechão, Olhão
Dias em recuperação (days in recovery): 96

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Até breve, Diogo, e muito obrigado!


Hoje, ao chegar às instalações do RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, o Diogo iniciou o trabalho com a alimentação e a renovação de água de alguns animais, por exemplo passeriformes. Em seguida, esteve na clínica a apoiar os trabalhos veterinários e de tratamento de animais recém-ingressados. Concluída esta rotina matinal, sentou-se no escritório para actualizar a base de dados e preparar alguns artigos de divulgação nas redes sociais. Mesmo antes do meio-dia chegou uma carga com 60 kg de comida para os animais em recuperação, oferecida pela Makro de Faro, que foi necessário categorizar e processar para uma arrumação adequada nas arcas de congelação, ao mesmo tempo que alguma foi separada imediatamente para a alimentação dos animais no fim-de-semana que se aproxima.

Durante a tarde, o Diogo realizou a alimentação das aves nas câmaras de muda, onde, numa delas, capturou dois mochos-galegos que se encontravam já em condições de serem devolvidos à Natureza. Só deu por finalizado o seu dia de trabalho quando abriu as mãos para deixar voar em liberdade um destes mochos entre os pinheiros da Quinta de Marim, no Parque Natural da Ria Formosa.

Este foi o último dia de trabalho do Diogo Amaro, desde sempre com um enorme empenho envergando a "camisola" de técnico do RIAS. Durante o último ano, ele foi responsável pelo programa de educação ambiental e divulgação do RIAS.

Desejamos-te agora a melhor das sortes nos teus novos desafios profissionais. Conta sempre com o RIAS para te acolher. Até breve, Diogo, e muito obrigado!

Devolução à Natureza de uma cobra-rateira

28 de Setembro de 2018 / 28th September 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Cobra-rateira (Montpellier snake) Malpolon monspessulanus
Proveniência (origin): São Brás de Alportel
Dias em recuperação (days in recovery): Captura acidental (accidental catch)

A cobra-rateira é o réptil de maiores dimensões na Europa, sendo que os adultos desta espécie podem atingir mais de dois metros de comprimento. Porém, foi um juvenil com pouco mais de 50 cm, transportado até ao RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens pela equipa de Vigilantes da Natureza do Parque Natural da Ria Formosa, que se encontrava acidentalmente num salão de cabeleireiro em São Brás de Alportel.

Esta é uma das quatro espécies de cobra com dentes inoculadores de veneno que existem em Portugal, contudo, como estes se localizam na parte posterior da mandíbula superior (opistoglifa), esta espécie não consegue injectar o veneno como defesa, usando-o apenas durante a deglutição das presas. A devolução destas cobras à Natureza é de elevada importância uma vez que, fazendo jus ao seu nome, se alimentam sobretudo de roedores, que podem representar pragas e servir como vectores de doenças humanas.

Devolução à Natureza de um ouriço-cacheiro e de uma coruja-das-torres

26 de Setembro de 2018 / 26th September 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Ouriço-cacheiro (European hedgehog) Erinaceus europaeus
Proveniência (origin): Moncarapacho
Dias em recuperação (days in recovery): 7

Espécie (species): Coruja-das-torres (Barn owl) Tyto alba
Proveniência (origin): Olhão
Dias em recuperação (days in recovery): 14

É com alegria que vemos outros dois animais recuperados no RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, desta vez um mamífero e uma ave, serem devolvidos com sucesso à Natureza.

Agrada-nos igualmente o envolvimento dos cidadãos no nosso trabalho, tendo a devolução da coruja-das-torres sido realizada pela respectiva madrinha, que contribuiu para a sua recuperação. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Praxe Solidária no RIAS

No dia 19 de Setembro os alunos do curso de Imagem Médica e Radioterapia da Universidade do Algarve deslocaram-se até ao RIAS para realizarem uma Praxe Solidária. 


O objectivo desta actividade era dar a conhecer aos novos alunos o trabalho do RIAS e, com a ajuda de todos, fazer alguns trabalhos de manutenção no Centro.


Desde a desmatação de alguma áreas verdes à arrumação de materiais de construção, este grupo de alunos foi uma ajuda preciosa para o RIAS.


No final da actividade, e como forma de agradecimento da equipa, foram convidados a assistir à devolução à Natureza de um milhafre-preto.



Devolução à Natureza de um guincho-comum e de um andorinhão-pálido

25 de Setembro de 2018 / 25th September 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Guincho-comum (Black-headed Gull) Chroicocephalus ridibundus
Proveniência (origin): Lagoa
Dias em recuperação (days in recovery): 14



Espécie (species): Andorinhão-pálido (Pallid Swift) Apus pallidus
Proveniência (origin): Lagoa
Dias em recuperação (days in recovery): 14


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Devolução à Natureza de dois guinchos-comuns

24 de Setembro de 2018 / 24th September 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Guincho-comum (Black-headed Gull) Chroicocephalus ridibundus
Proveniência (origin): Almancil
Dias em recuperação (days in recovery): 14

Espécie (species): Guincho-comum (Black-headed Gull) Chroicocephalus ridibundus
Proveniência (origin): Portimão
Dias em recuperação (days in recovery): 8

Devolução à Natureza de cinco gaivotas-de-patas-amarelas e de duas gaivotas-d'asa-escura

21 de Setembro de 2018 / 21st September 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Gaivota-d'asa-escura (Lesser Black-backed Gull) Larus fuscus
Proveniência (origin): Albufeira
Dias em recuperação (days in recovery): 28
Anilha colorida (colour-ring): F66D

Espécie (species): Gaivota-de-patas-amarelas (Yellow-legged Gull) Larus michahellis
Proveniência (origin): Portimão
Dias em recuperação (days in recovery): 68
Anilha colorida (colour-ring): F67D

Espécie (species): Gaivota-d'asa-escura (Lesser Black-backed Gull) Larus fuscus
Proveniência (origin): Albufeira
Dias em recuperação (days in recovery): 33
Anilha colorida (colour-ring): F69D

Espécie (species): Gaivota-de-patas-amarelas (Yellow-legged Gull) Larus michahellis
Proveniência (origin): Montenegro
Dias em recuperação (days in recovery): 13
Anilha colorida (colour-ring): F70D

Espécie (species): Gaivota-de-patas-amarelas (Yellow-legged Gull) Larus michahellis
Proveniência (origin): Alvor
Dias em recuperação (days in recovery): 19
Anilha colorida (colour-ring): F72D

Espécie (species): Gaivota-de-patas-amarelas (Yellow-legged Gull) Larus michahellis
Proveniência (origin): Olhão
Dias em recuperação (days in recovery): 19
Anilha colorida (colour-ring): F73D

Espécie (species): Gaivota-de-patas-amarelas (Yellow-legged Gull) Larus michahellis
Proveniência (origin): Lagos
Dias em recuperação (days in recovery): 19
Anilha colorida (colour-ring): F74D




Devolução à Natureza de um guincho-comum

20 de Setembro de 2018 / 20th September 2018
Quinta de Marim, Olhão


Espécie (species): Guincho-comum (Black-headed Gull) Chroicocephalus ridibundus
Proveniência (origin): ETAR, Faro
Dias em recuperação (days in recovery): 77



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Ciência Viva no Verão - Os camaleões nas dunas da Ria Formosa

No passado dia 12 de Setembro realizou-se mais uma actividade do programa Ciência Viva no Verão, intitulada "Os camaleões nas dunas da Ria Formosa".



Tal como nas anteriores edições, os participantes fizeram um percurso pedestre nocturno na Quinta de Marim, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, com o objectivo de observar o camaleão-comum.


 
Durante o percurso foram abordados temas como a ecologia, ciclo de vida e principais adaptações deste réptil ao seu habitat, bem como as principais ameaças à sua sobrevivência. 


No final os participantes tiveram ainda a oportunidade de visitar o Centro de Interpretação Ambiental do RIAS.


Devolução à Natureza de um milhafre-preto

Devolução à Natureza de um milhafre-preto (Milvus migrans
Pinheiros de Marim - Olhão
19 de Setembro de 2018


Um milhafre-preto foi devolvido à Natureza na Quinta de Marim, Olhão, no dia 18 de Setembro. Esta ave ingressou no RIAS, proveniente de Lagos, bastante debilitada. Por estar anilhado com uma anilha metálica foi possível saber qual a sua origem e, curiosamente, este milhafre tinha sido recuperado no CERVAS há pouco tempo. 


A ave ingressou no dia 22 de Agosto após ter sido encontrada num canal de água bastante suja perto da Mata Nacional do Choupal. Após um curto período de recuperação, em que consistiu principalmente na limpeza das suas penas, o milhafre foi devolvido à Natureza em Coimbra, no dia 29 de Agosto. Passados apenas 5 dias a ave foi então encontrada em Lagos e encaminhada até ao RIAS. Já no nosso Centro, recuperação desta ave teve como principal objectivo garantir que a sua condição física voltava ao normal o mais rapidamente possível. Foram realizados vários treinos de voo e, pouco depois foi, uma vez mais, devolvida à Natureza. Este momento foi feito na companhia de um grupo de estudantes do curso de Imagem Médica e Radioterapia da Universidade do Algarve.












Devolução à Natureza de um papa-moscas-preto

Devolução à Natureza de um papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca)
Pinheiros de Marim - Olhão
19 de Setembro de 2018



Foi devolvido à Natureza um papa-moscas-preto, na Quinta de Marim. Esta ave foi encontrada pouco depois de ter colidido com uma estrutura. A pequena ave apresentava um traumatismo ligeiro que, com algumas sessões de fisioterapia, ficou resolvido. Pouco tempo depois de se iniciarem as treinos de voo verificou-se que o papa-moscas estava a voar perfeitamente e foi assim devolvido à Natureza.




Devolução à Natureza de um andorinhão-pálido

Devolução à Natureza de um andorinhão-pálido (Apus pallidus)
Pinheiros de Marim - Olhão
18 de Setembro de 2018


Foi devolvido à Natureza um andorinhão-pálido no dia 18 de Setembro em Olhão. Esta ave ingressou no RIAS após ter caído do seu ninho. Por se tratar de uma cria teve de ser alimentada regularmente durante o dia, de duas em duas horas, até que começasse a alimentar-se sozinha. 


De seguida iniciaram-se as sessões de treino de voo. Quando se verificou que a ave estava com uma boa condição física e a voar em perfeitas condições, foi devolvida à Natureza. O andorinhão foi baptizado com o nome "Moltres".




quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Devoluções à Natureza de dia 14 de Setembro

Devolução à Natureza de uma garça-real (Ardea cinerea),  de duas cegonhas-brancas (Ciconia ciconia), de duas garças-boieiras (Bubulcus ibis), de dois galeirões-comuns (Fulica atra), de dois guinchos-comuns (Chroicocephalus ridibundus), de uma gaivota-de-cabeça-preta (Ichthyaetus melanocephalus) e de uma frisada (Anas strepera)
Quinta de Marim - Olhão
14 de Setembro de 2018


Uma garça-real foi devolvida à Natureza no dia 14 de Setembro. Esta garça chegou ao RIAS bastante debilitada mas sem lesões aparentes. O processo de recuperação foi rápido e consistiu na disponibilização de alimento adequado e abundante. Antes de ser devolvida à Natureza realizaram-se alguns treinos de voo para se ter a certeza de que a garça estava a voar correctamente.




Foram devolvidas à Natureza duas cegonhas-brancas no mesmo dia. Uma delas foi encontrada após ter caído do seu ninho e a outra apresentava um traumatismo na asa esquerda. No caso da cria foi necessário ensiná-la a voar e a alimentar-se sozinha mas, como ambas as cegonhas foram colocadas juntas na mesma instalação, este processo de aprendizagem foi mais rápido e fácil. Assim que ambas começaram a voar em perfeitas condições foram devolvidas à Natureza.


Duas crias de garça-boieira foram entregues no RIAS pouco depois de terem caído dos seus ninhos. Foi necessário alimentá-las com bastante frequência até que começassem a alimentar-se sozinhas. 



Foram então colocadas numa instalação com mais garças da mesma espécie onde puderam aprender a caçar e a voar. Assim que esta etapa foi concluída com sucesso foram ambas devolvidas à Natureza na Quinta de Marim, em Olhão.

Duas gaivotas-de-cabeça-preta e um guincho-comum foram também devolvidos à Natureza. Uma das gaivotas tinha um traumatismo na asa esquerda, as outras duas aves estavam bastante debilitadas. No caso da gaivota com o traumatismo o processo de recuperação consistiu na realização de várias sessões de fisioterapia, seguidas de treinos de voo até que estivesse apta para ser devolvida à Natureza. 



As outras duas aves tiveram de receber tratamento com recurso a fluido-terapia e alimentação adequada durante os primeiros tempos no RIAS. De seguida iniciaram-se os treinos de voo e, assim que ambas começaram a voar em condições, foram também devolvidas à Natureza.



Foram entregues no RIAS dois galeirões-comuns e uma frisada provenientes de uma estação de tratamento de águas residuais. Estas aves apresentavam sintomas de doença, estando bastante debilitadas. 



Com recurso a fluido-terapia e a uma alimentação cuidada numa primeira fase, as três aves recuperaram a sua condição física. 



Já numa instalação exterior foram iniciados os treinos de voo e, pouco depois, foram finalmente devolvidas à Natureza na Quinta de Marim.