O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Um caso "surreal" e mais um caso de tiro

Todos os dias no RIAS são dias diferentes. Os animais chegam pelas mais variadas causas, sendo a grande maioria devido a causas humanas directas ou indirectas.

Na última semana chegaram dois animais cujos casos vale a pena referir.


Águia-d'asa-redonda vítima de disparo

Este é mais um caso de abate ilegal de espécies da nossa fauna. Uma águia-d'asa-redonda ingressou com uma ferida circular na asa e com um hematoma.


Ao realizar-se um raio-x foi possível confirmar a presença de dois chumbos, um na asa e outro no ombro (setas). Confirmou-se ainda uma fractura no cúbito direito (círculo).





Gaivota-de-patas-amarelas com pau espetado 


Sim, leu bem! Uma gaivota chegou-nos com um pau de espetada que lhe entrou pelo abdómen chegando até ao ombro. Felizmente o pau não atingiu nenhum órgão, mas a ferida estava bastante infectada e provocou uma lesão no ombro. Assim, foi necessário imobilizar a asa afectada e iniciar tratamento com anti-inflamatório.




Ambos os animais continuam em recuperação.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Nova sinalética nas câmaras de recuperação exteriores

Com o desgaste do tempo a sinalética nas câmaras de recuperação exteriores foi ficando degradada e actualmente era praticamente inexistente.  
Assim, decidimos "meter mãos à obra" e com apenas algumas madeiras velhas fizemos novas placas de identificação.


 





Apelo :: Precisamos de comida húmida e seca de cão ou gato

Neste momento o RIAS tem em recuperação 16 crias de ouriço-cacheiro. Estes pertencem a diferentes ninhadas e chegaram no final do ano passado com cerca de 80g, sendo que já pesam mais de 250g! No entanto, para que possam ser devolvidos à natureza com capacidade para resistir ao Inverno têm de atingir pelo menos as 500g.

Crias de ouriço quando ingressaram no RIAS

Crias de ouriço actualmente

Neste momento, estes ouriços comem cerca de 4kg todos os dias!

Assim, vimos lançar o apelo a quem possa contribuir com latas de comida húmida para cão ou gato (preferencialmente sabores de carne) e ração seca, pois eles alimentam-se de uma mistura destas rações, fruta e insectos.

As doações podem ser entregues na portaria do Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão, ou directamente no nosso centro.

Obrigado!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Devolução à Natureza de 3 gaivotas-de-patas-amarelas e 2 gaivotas-d'asa-escura

Devolução à Natureza de 3 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e 2 gaivotas-d'asa-escura (Larus fuscus)
Quinta de Marim - Olhão
12 de Janeiro de 2017



Estas cinco gaivotas chegaram ao RIAS de diferentes locais do Algarve: Albufeira, Portimão, Lagos, Olhão e Quarteira.
Quatro delas apresentavam sintomas de doenças, estando bastante debilitadas sem se conseguir manter em pé nem alimentar-se sozinhas. O seu tratamento consistiu em fluido-terapia nos primeiros dias e posterior alimentação assistida.
Outra delas tinha uma luxação na pata pelo que foi necessário imobilizar a mesma colocando uma tala. Foi também administrado anti-inflamatório.


No final da recuperação foram todas submetidas a treinos de voo. 
Foram devolvidas à natureza por clientes da Seahorse Bike Rental, que decidiu aliar-se ao RIAS para proporcionar estes momentos aos seus clientes.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Devolução à Natureza de um mocho-galego

Devolução à Natureza de um mocho-galego (Athene noctua)
Conceição de Faro - Quinta Pedagógica LURA
8 de Janeiro de 2017


 

Um mocho-galego foi encontrado por um particular em Olhão. Verificou-se que tinha duas fracturas na asa esquerda, pelo que o seu tratamento consistiu em administrar antibiótico e imobilizar a asa. Posteriormente realizou treinos de voo e de caça.


Foi devolvido à natureza pelo seu padrinho que o baptizou de "Bico".  
Esta libertação foi realizada no âmbito de uma parceria com a LURA - Aprender Naturalmente


(Fotografias de autoria de LURA)


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Milhafre-real vítima de tiro

No RIAS, o ano de 2017, não começou da melhor maneira. Logo na primeira semana recebemos um milhafre-real vítima de tiro de caçadeira. O milhafre-real é uma espécie protegida com estatuto de conservação bastante desfavorável (População residente - Criticamente em Perigo). O animal não resistiu ao ferimentos.

Como se pode ver no raio-x, o animal tinha 11 chumbos (setas vermelhas) alojados por todo o corpo, e 2 fracturas (setas verdes) na asa direita provocadas pelos mesmos. Na necropsia foi ainda possível observar lesões de um chumbo que atravessou o animal na cabeça, tendo entrado pelo palato e saído pelo crânio. Eram ainda evidentes lesões no coração e no fígado.



Relembramos que o abate a tiro é um crime contra a natureza e destacamos a seguinte notícia:


  


Campanha "Os passarinhos pertencem à Natureza"




A campanha “Os passarinhos pertencem à Natureza”, contra a captura e combate ilegal de aves, é coordenada pela SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves em parceria com a Almargem - Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve , a A ROCHA Portugal, a LPN - Liga para a Protecção da Natureza, e a Associação ALDEIA através do RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, Olhão, e apela à participação de todos os cidadãos na denúncia destes casos.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Devolução à Natureza de um guincho-comum

Devolução à Natureza de um guincho-comum (Chroicocephalus ridibundus)
Quinta de Marim - Olhão
4 de Janeiro de 2017


Um guincho-comum ingressou no RIAS devido a doença. Estava debilitado, com paralisia das patas e diarreia. O seu tratamento consistiu em fluído-terapia e posteriormente alimentação com papa. No final foi submetido a treinos de voo. Foi devolvido à natureza por uma voluntária do RIAS.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Parceria BitRepair - Loja de Computadores e Informática

Em Dezembro o RIAS realizou uma parceria com a loja BitRepair - Computadores e Informática
Esta loja situada no Intermarché de Olhão está a apoiar o nosso centro através da oferta de um computador para o nosso escritório. Para o conseguirmos precisávamos de atingir os 800 Gostos na página de Facebook da loja!

Com a ajuda de todos os nossos seguidores conseguimos chegar aos 732 gostos. Apesar de ainda não termos atingido o objectivo o nosso computador já chegou!



Para além disso, a BitRepair oferece a todos os padrinhos e madrinhas do RIAS um desconto de 15% nas reparações e aquisições de equipamentos na sua loja.


Iniciamos o novo ano com um novo computador!
Muito obrigado Bit Repair! 

Devoluções à Natureza de dia 31 de Dezembro de 2016

Devolução à Natureza de uma gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
Estombar- Lagoa
31 de Dezembro de 2016


Esta gaivota-d'asa-escura ingressou no RIAS devido a doença. Estava muito debilitada e o seu tratamento consistiu em fluido-terapia e alimentação assistida.
Quando recuperou forças foi colocada numa câmara exterior para treinar o voo. 
A gaivota foi apadrinhada e devolvida à natureza pela sua madrinha. 



Devolução à Natureza de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
Estombar - Lagoa
31 de Dezembro de 2016


Uma águia-d'asa-redonda foi encontrada em Vila do Bispo e encaminhada para o RIAS pelos vigilantes da natureza do Parque Natural da Ria Formosa. Verificou-se que o animal tinha estado em cativeiro ilegal. Foi necessário colocá-lo a socializar com outro animal da mesma espécie e foi submetido a treinos de voo e caça. 


Quem o apadrinhou devolveu-o à natureza.



Devolução à Natureza de três mochos-galegos (Athene noctua)
Silves
31 de Dezembro de 2016


Estes três mocho ingressaram no RIAS em diferentes ocasiões e por diversos motivos. Um deles encontrava-se apenas um pouco debilitado, outro tinha caído do ninho e o terceiro foi atropelado.
No caso dos dois primeiros a sua recuperação consistiu apenas em alimentação adequada, treinos de voo e de caça. 
O mocho vítima de atropelamento apresentava um olho hemorrágico e tinha sangue no ouvido. Foi necessário aplicar tratamento oftalmológico no olho afectado, mas acabou por ficar cego do mesmo. Apesar disso foi bem sucedido nos treinos de caça e pode ser devolvido à natureza.