O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Acção de Voluntariado Corporativo - Dia GIRO


No passado dia 14 de Outubro, o RIAS fez, mais uma vez, parte da iniciativa de voluntariado corporativo Dia GIRO. Esta iniciativa acontece todos os anos, por todo o país e é desenvolvida pela GRACE.

Este ano o tema foi "O mar é GIRO", tendo sido desenvolvidas na Quinta de Marim, várias actividades promovidas pelo Parque Natural da Ria Formosa e pelo RIAS.

Os cerca de 20 colaboradores das empresas Auchan, Fundação Montepio, Grupo Moneris e Grupo Trivalor iniciaram o dia com a recolha de lixo nas praias da Quinta.

A maior parte do lixo recolhido foi plástico (diversas embalagens), placas de esferovite, fios e cordas e até mesmo dois barcos de borracha!


Ao longo do dia ainda se desenvolveram trabalhos de requalificação de uma câmara de recuperação no RIAS e remoção de plantas invasoras no parque.





Nesta iniciativa contamos ainda com utentes da ACAPO de Faro que, durante a tarde, lixaram a fachada do nosso centro de recuperação.


No final dos trabalhos a  Sailors for the Sea, dinamizou uma acção KELP de sensibilização sobre a sustentabilidade dos oceanos.


Os voluntários tiveram ainda a oportunidade de assistir à devolução à natureza de 11 gaivotas recuperadas no RIAS.




Devolução à Natureza de uma gaivota de Audouin (Larus audouinii), 6 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e 4 gaivotas-d'asa-escura (Larus fuscus)
Quinta de Marim - Olhão
14 de Outubro de 2016


As gaivotas-de-patas-amarelas e as gaivotas-d'asas escura ingressaram no RIAS com sintomas de doença: debilitadas e com parésia nas patas e asas. O seu tratamento consistiu em administrar fluídos e auxiliar na alimentação até que recuperassem forças e autonomia para se alimentarem sozinhas.


A gaivota de Audouin foi encontrada, na zona de Aljezur, presa com fio de pesca e com anzol. Foi necessário remover o anzol que se encontrava preso no esófago e limpar e desinfectar as feridas. Esta espécie de gaivota tem o estatuto de conservação de "Quase ameaçada" e em Portugal nidifica apenas nas ilhas barreira da Ria Formosa (informações sobre a espécie AQUI).


No final do processo de recuperação foram todas submetidas a treinos de voo.
Foram devolvidas à natureza por voluntários do Dia GIRO.










Sem comentários: