O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Devoluções à Natureza de dia 18 de Agosto de 2016

Devolução à Natureza de duas cegonhas-brancas (Ciconia ciconia)
Quinta de Marim - Olhão
18 de Agosto de 2016



Uma destas cegonhas chegou-nos devido a queda de ninho. Era uma juvenil que ainda não tinha capacidade de voar nem de sobreviver sozinha. Assim, a sua recuperação consistiu em alimentação adequada e treinos de voo.

A outra ingressou devido a ferimentos provocados por anzol e fio de pesca. A cegonha tinha um anzol preso no pescoço e uma ferida na asa direita. O anzol foi removido e a ferida foi desinfectada. A ferida da asa estava bastante infectada e afectou os tendões pelo que foi necessário fazer uma ligadura.



Foram devolvidas à natureza por voluntárias do RIAS.





Devolução à Natureza de 5 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Quinta de Marim - Olhão
18 de Agosto de 2016



Três destas gaivotas-de-patas-amarelas ingressaram devido a queda de ninho. Ainda não eram capazes de voar, mas não tinham qualquer ferimento. A sua recuperação consistiu apenas em alimentá-las até que todas as penas necessárias ao voo se desenvolvessem.
As restantes duas ingressaram devido a traumas. Uma apresentava a asa esquerda descaída e a outra tinha uma luxação antiga numa pata. À primeira foi necessário fazer uma ligadura para que a asa retomasse a posição certa. No caso da segunda não foi possível corrigir a luxação, que no entanto, em nada afectava o seu comportamento (alimentação, voo, etc).


Foram devolvidas à natureza por visitantes do Parque Natural da Ria Formosa.






Devolução à Natureza de dois mochos-galegos (Athene noctua)
Quinta de Marim - Olhão
18 de Agosto de 2016



Estes mochos-galegos foram encontrados por particulares, em Faro e em Castro Marim, respectivamente. Um deles era um juvenil que caiu do ninho e não apresentava lesões. 
O outro foi atropelado e tinha vários ferimentos: uma fractura no rádio-cúbito esquerdo, luxação no fémur e um dos olhos sem reflexo pupilar. Neste caso foi necessário administrar antibiótico e imobilizar as zonas afectadas por trauma. Quando recuperou da fractura e da luxação, a preocupação principal foi se seria capaz de caçar.

Ambos foram submetidos a treinos de voo e de caça que completaram com sucesso.

Foram devolvidos à Natureza por quem os encontrou e que os baptizaram de "Viriato" e "Camões".


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