O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Devolução à Natureza de uma gaivota-d'asa-escura

Devolução à Natureza de uma gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus
Quinta de Marim - Olhão
26 de Janeiro de 2016


Local de origem - Ilha da Culatra, Faro 
Causa de ingresso - Doença
Sintomas - Paralisia, debilidade, diarreia
Tempo de recuperação - Aproximadamente um mês



Devolução à Natureza de gaivota-d'asa-escura

Devolução à Natureza de gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
Quinta de Marim - Olhão
24 de Janeiro de 2016




Uma gaivota foi encontrada em Quarteira e foi encaminhada para o RIAS pelos vigilantes do  Parque Natural da Ria Formosa. Tinha paralisia das patas e asas não se conseguindo mover nem alimentar sozinha. Nos primeiros dias foi necessário realizar fluido-terapia e alimentá-la com sonda. Posteriormente começou a comer sozinha e foi submetida a treinos de voo. 


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Devolução à Natureza de duas gaivotas-d'asa-escura

Devolução à Natureza de duas gaivotas-d'asa-escura (Larus fuscus)
Quinta de Marim - Olhão
23 de Janeiro de 2016





Duas gaivotas-d'asa-escura foram encontradas por particulares, uma em Faro e outra em Portimão, que as reencaminharam para o RIAS. Como muitas outras dezenas de gaivotas que já recebemos este ano, apresentavam sintomas de doença: paralisia das asas e patas e diarreia. O seu tratamento consistiu em fluido-terapia e alimentação assistida. Quando recuperaram forças foram colocadas numa instalação exterior para treinarem o voo. Foram devolvidas à natureza por quem encontrou uma destas gaivotas.









Devolução à Natureza de um cágado-mediterrânico

Devolução à Natureza de um cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa)
Quinta de Marim - Olhão
22 de Janeiro de 2016




Uma cria de cágado-mediterrânico foi encontrada por um dos nossos técnicos, numa estrada. Apesar de ser ainda bastante pequeno, estes indivíduos já têm capacidade para sobreviver sozinhos. Assim, verificando-se que não apresentava qualquer lesão, foi prontamente devolvido à natureza.



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Devolução à Natureza de 6 gaivotas-d'asa-escura e 4 gaivotas-de-patas-amarelas

Devolução à Natureza de 6 gaivotas-d'asa-escura (Larus fuscus) e 4 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis
Quinta de Marim - Olhão
21 de Janeiro de 2015


Seis gaivotas-d'asa-escura e quatro gaivotas-de-patas-amarelas foram encontradas em vários locais do Algarve ( Olhão, Faro, Portimão e Lagoa) todas com sintomas de doença. Mais informações sobre esta doença que afecta as gaivotas consulte aqui.
No final da recuperação foram submetidas a treinos de voo. Foram devolvidas à natureza por técnicos do RIAS.




Devolução à natureza de dois guinchos-comuns

Devolução  à natureza de dois guinchos-comuns (Chroicocephalus ridibundus)
Quinta de Marim - Olhão
20 de Janeiro de 2016


Dois guinchos-comuns foram encontrados em Portimão e em Vilamoura. Ambos apresentavam os mesmo sintomas de doença: paresia nas asas e patas e diarreia.  Nos primeiros dias foi necessário administrar fluídos e alimentar com papa. Aos poucos recomeçaram a conseguir alimentar-se sozinhas. Quando recuperaram as suas forças foram submetidas a treinos de voo. 
Foram devolvidas à natureza por técnicos do ICNF do Parque Natural da Ria Formosa.






Devolução à Natureza de um mocho-galego

Devolução à Natureza de um mocho-galego (Athene noctua)
Quinta de Marim - Olhão
16 de Janeiro de 2016


Um mocho-galego foi entregue no RIAS por particulares que o atropelaram e, não ficando indiferentes, voltaram atrás para o recolher. Apesar do choque o mocho não apresentava fracturas nem lesões internas, encontrando-se apenas atordoado. Quando foi efectuado o exame clínico pensou-se que poderia ter uma lesão na vista e tivesse falta ou diminuição de visão na mesma, mas posteriormente verificou-se que era apenas uma característica peculiar deste individuo: um olho de cada cor. 
No final da recuperação foi submetido a treinos de caça e voo.
Foi devolvido à natureza por familiar de quem o encontrou e por visitantes do parque.




Devolução à Natureza de um ouriço-cacheiro

Devolução à Natureza de um ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus)
Quinta de Marim - Olhão
14 de Janeiro de 2016




Um ouriço-cacheiro foi encontrado orfão. Era um juvenil ainda pouco desenvolvido para sobreviver sozinho ao Inverno. Assim ficou no nosso centro aproximadamente um mês e meio para ganhar o peso necessário à sua sobrevivência. Para facilitar a sua adaptação à natureza foi libertado perto de um abrigo artificial com água e comida e seguirá o seu caminho assim que se sinta preparado.



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Causa de ingresso: Gaivotas com doença

O inicio de 2016 tem sido de muito trabalho no RIAS. Ao contrário dos outros anos em que o mês de Janeiro costuma ser bastante calmo em relação ao número de animais ingressados no centro, este ano a dia 18 de Janeiro já recebemos mais de 120 animais.

Este elevado número deve-se a um surto de doença que está a afectar gaivotas em todo o Algarve. Os sintomas são debilidade e diarreia, que em casos extremos levam à perda de mobilidade o que impede o animal de se mover e de se alimentar. Podem também apresentar anorexia, dispneia e paralisia das pálpebras. Estes são sintomas característicos de intoxicação por biotoxinas e não são novos (todos os anos o RIAS recebe centenas de gaivotas com este diagnóstico). No entanto, um número tão elevado de animais afectados nesta época do ano  não é normal. 


Já foram realizados vários estudos para averiguar o que provoca este síndrome, no entanto foram inconclusivos. As hipóteses mais prováveis são intoxicação causada por algas ou botulismo. 

Neste momento o RIAS tem mais de 60 animais com estes sintomas, 20 dos quais em internamento, que necessitam de cuidados pelo menos duas vezes por dia. No internamento estes indivíduos passam em média entre 2 e 5 dias e estão tão debilitados que não conseguem comer, pelo que é necessário alimentá-los com papa administrada através de sonda. Eles ficam acondicionados em pequenos compartimentos ou transportadoras onde, para facilitar a limpeza diária do espaço, são usados jornais para forrar as instalações.






Como ajudar?

Neste sentido apelamos a quem possa doar jornais e latas de ração húmida de peixe para cão/gato (usada na papa para gaivotas) que as entregue na portaria do Parque Natural da Ria Formosa ou nas nossas instalações.

Pode também contribuir com donativos para a compra de alimento e medicação através do NIB: 0035 0555 00048770830 28 (ALDEIA)  




Se encontrar um gaivota como deve proceder?

- Apanhe o animal com o auxilio de um pano ou toalha de forma a cobrir-lhe a cabeça (evita estímulos visuais, acalmando-o);


- Coloque-o numa caixa de cartão adequada ao seu tamanho, como pequenos furos para que possa respirar;


- Entregue o animal no posto da GNR mais próximo, onde os vigilantes da natureza do Parque Natural da Ria Formosa o irão recolher e entregar no RIAS. Em alternativa, pode entregar o animal directamente nas nossas instalações.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Última devolução à Natureza de 2015 !

Devolução à Natureza de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
Hotel Vila Vita Parc - Porches
31 de Dezembro de 2015



Uma águia-d'asa-redonda foi encontrada em Estoi por um particular. O animal tinha sido vitima de abate ilegal e através de raio-x foi possível contar 10 chumbos alojados em várias partes do corpo. Um dos chumbos estava alojado no cotovelo esquerdo causando alguma falta de mobilidade nessa asa. O tratamento consistiu em administração de antibiótico e vitaminas. Posteriormente foi colocado numa câmara exterior para treinar o voo e a caça e recuperar a mobilidade na asa mais afectada.



Esta foi a última devolução à natureza de 2015, tendo sido uma libertação especial por dois motivos: foi uma recuperação bem sucedida de tiro e foi em colaboração com o Hotel Vila Vita Parc. 
Este alojamento tem apoiado o RIAS em várias devoluções à natureza contribuindo com generosos donativos muito importantes para o nosso trabalho.


O buteo foi devolvido à natureza pelo director Kurt Gilling, nos jandins do hotel e na presença de cerca de 45 hospedes.







Importante:
A captura ou abate de aves, ou qualquer animal da nossa fauna, para manter em cativeiro ou para alimentação é proibida!**

Se tiver conhecimento de alguma situação denuncie ao SEPNA (GNR) mais próximo ou à Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).

A SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lançou em parceria com a ALDEIA (particularmente através dos centros de recuperação de fauna selvagem CERVAS e RIAS), A Rocha, a LPN e a Quercus, a campanha “Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato” com o objetivo de colocar na ordem do dia o tema da captura e venda ilegal de aves.

Mais informações sobre esta campanha em: 


** Excepto espécies cinegéticas.

Devoluções à Natureza de dia 30 de Dezembro de 2015

Devolução à Natureza de um alcaravão (Burhinus oedicnemus)
Quinta de Marim - Olhão
30 de Dezembro de 2015



Um alcaravão foi encontrado na ETAR de Faro por trabalhadores da empresa SISAQUA que o encaminharam para o nosso centro. O animal apresentava uma fractura na asa esquerda, pelo que foi necessário imobilizar essa asa para que cicatrizasse correctamente. Como esta é uma espécie muito stressada é difícil que coma sozinha em cativeiro pelo que durante algumas semanas foi necessário força comida, administrar antibióticos e vitaminas.
Foi devolvido à natureza por uma técnica do RIAS.







Devolução à Natureza de um garça-boieira (Bubulcus ibis)
Quinta de Marim - Olhão
30 de Dezembro de 2015



Uma garça-boieira foi encontrada em Albufeira por um particular. Não apresentava lesões físicas, mas apresentava paralisia das patas e falta de equilíbrio pelo que se suspeita de traumatismo craniano. O seu tratamento consistiu em administração de antibiótico, vitaminas e medicação especifica para lesões neurológicas. Ao fim de uma semana começou a pôr-se de pé a ganhar a equilíbrio. No final da recuperação foi submetida a treinos de voo.
Foi devolvida à natureza por um técnico do RIAS. 






Devolução à Natureza de um gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
Quinta de Marim - Olhão
30 de Dezembro de 2015



Uma gaivota-d'asa-escura foi encontrada em Portimão por um particular. Apresentava sintomas de uma doença: paralisia e diarreia. O seu tratamento consistiu em fluido-terapia e posteriormente foi alimentada por sonda. Quando ganhou forças e começou a comer sozinha foi submetida a treinos de voo. Foi devolvida à natureza por quem a encontrou.



Devolução à Natureza de 5 gaivotas-de-patas-amarelas e 3 gaivotas-d'asa-escura

Devolução à Natureza de 5 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e 3 gaivotas-d'asa-escura (Larus fuscus)
Quinta de Marim - Olhão
29 de Dezembro de 2015



Quatro destas gaivotas ingressaram devido a doença. Apresentavam sintomas de debilidade, diarreia e paralisia. O seu tratamento consistiu em administração de fluídos e alimentação assistida até recuperarem forças.
Outra das gaivotas foi encontrada em Lagoa por um particular. Tinha uma asa fracturada e foi necessário imobilizar a asa afectada para que cicatriza-se correctamente. Quando a ligadura foi retirada foram realizadas sessões de fisioterapia.
As restantes três gaivotas foram encontradas ainda juvenis após terem caído do ninho. Ainda não tinham autonomia para se alimentar sozinhas nem penas para voar. Assim foi necessário alimentá-las e ficaram no nosso centro por vários meses até serem autónomas. 

Foram devolvidas à natureza por voluntários e técnicos do RIAS.