O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Participação na Comemoração do Dia Mundial das Zonas Húmidas


O RIAS foi convidado para se juntar às comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas, organizadas pela Câmara Municipal e pelo Centro de Ciência Viva de Tavira. Nos dias 4 e 5 de Fevereiro estaremos presentes em escolas do 1ºciclo pelas 9h a dinamizar a actividade "A Hora do Conto" com a história "Mauro e Emília" de Ana Mafalda Alves e com alguns jogos interactivos sobre o mesmo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Calendários

O RIAS quer agradecer aos alunos da professora Guiomar da EB 2,3 de Santo António das turmas 5ºA, 5ºC, 5ºE e 6ºC pela oferta de 6 calendários originais desenhados pelos próprios.


As aves da nossa Ria Formosa ficaram muito bem representadas!

Devolução à Natureza de uma gaivota-de-patas-amarelas

Devolução à Natureza de uma gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Quinta de Marim - Olhão
17 de Janeiro de 2015



Esta gaivota-de-patas-amarelas foi encontrada em Armação de Pêra por um particular, que a encaminhou para o RIAS. O animal aparentava ter sinais de uma doença muito comum nas gaivotas, da qual são sintomas a ausência/dificuldade de movimento dos membros posteriores, diarreia e desidratação. Apresentava também inflamação em ambos os olhos, tendo sido necessário recorrer a tratamento oftalmológico para além da administração de fluídos e alimentação assistida com pinça.
No final da recuperação foi submetida a treinos de voo, tendo sido devolvida à natureza por quem a encontrou, que lhe deu o nome de "Lara".


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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Devolução à Natureza de 3 gaivotas-d'asa-escura e 1 gaivota-de-patas-amarelas

Devolução à Natureza de 3 gaivotas-d'asa-escura (Larus fuscus) e 1 gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Quinta de Marim - Olhão
15 de Janeiro de 2015



Três gaivotas-d'asa-escura ingressaram no RIAS com um síndrome que as debilita fazendo com que não consigam colocar-se de pé nem alimentar-se. Apesar de apresentarem os mesmo sintomas foram encontradas em partes distintas do Algarve - Faro, Portimão e Loulé. A sua recuperação passou por fluido-terapia e alimentação assistida.

Uma gaivota-de-patas-amarelas chegou-nos de Albufeira com uma fractura de cúbito. Foi necessário imobilizar a zona afectada até que esta cicatrizasse e posteriormente foi realizada fisioterapia para garantir que todos os movimentos da asa eram restabelecidos. 

As quatro gaivotas foram submetidas a treinos de voo e foram posteriormente devolvidas à natureza por técnicos e voluntários do RIAS.





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Devolução à Natureza de uma toutinegra-de-barrete-preto

Devolução à Natureza de uma toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
Quinta de Marim - Olhão
14 de Janeiro de 2014



Uma toutinegra-de-barrete-preto foi entregue no RIAS por um voluntário que a encontrou presa numa rede. Após exame físico e observação verificou-se que o animal não apresentava lesões pelo que foi prontamente devolvido à natureza por quem o encontrou, tendo sido baptizado de "Barrete".


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Devolução à Natureza de 3 gaivotas-d'asa-escura e 1 gaivota-de-patas-amarelas

Devolução à Natureza de 3 gaivotas-d'asa-escura (Larus fuscus) e 1 gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Quinta de Marim - Olhão
10 de Janeiro de 2014



Uma gaivota-d'asa-escura ingressou no RIAS vinda de Portimão com uma ferida no bico. O ferimento não era de grande gravidade, sendo que o tratamento consistiu na sua desinfecção.
Outras duas gaivotas-d'asa-escura e uma gaivota-de-patas-amarelas ingressaram devido a doença. Foram reencaminhadas para o RIAS por particulares que as encontraram em Faro, Lagos e Portimão respectivamente. Nestes três casos, os sintomas eram debilidade extrema, falta de autonomia para se colocar em pé ou se alimentar sozinhas. Foi necessário aplicar fluídos subcutâneos para hidratar e restaurar forças e posteriormente foram alimentadas com o auxilio de pinça.
Na fase final do tratamento foram todas submetidas a treinos de voo, tendo sido devolvidas à natureza por técnicos do RIAS.



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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Devolução à Natureza de dois peneireiros-vulgares

Devolução à Natureza de dois peneireiros-vulgares (Falco tinnunculus)
Quinta de Marim - Olhão
31 de Dezembro de 2014



Dois peneireiros-vulgares foram encontrados por particulares, em Faro e Albufeira, e encaminhados para o RIAS pela GNR-SEPNA de Faro e pelos vigilantes do Parque Natural da Ria Formosa.

O primeiro apresentava uma das asas com fractura sobreposta pelo que foi necessário proceder a uma cirurgia de forma a alinhar o osso. Os tratamentos pós-cirúrgicos incluíram limpeza da cavilha e suturas e administração de antibiótico e anti-inflamatório. Após a remoção dos pontos foi sujeito a exercícios de fisioterapia até a postura da asa normalizar.

O segundo peneireiro ingressou no RIAS vítima de cativeiro ilegal. A sua recuperação consistiu em reavivar os seus instintos naturais de forma a que este pudesse voltar a ser independente na natureza.

Ambos os peneireiros foram submetidos a treinos de voo e caça, tendo sido devolvidos à natureza por técnicos do RIAS.


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Devoluções à Natureza de dia 22 de Dezembro

Devolução à Natureza de 3 Grifos (Gyps fulvus)
Alcaria Ruiva - Mértola
22 de Dezembro de 2014




Três grifos foram encontrados por particulares, em Monchique e Faro, que os encaminharam para o RIAS através da GNR-SEPNA e dos vigilantes do Parque Natural da Ria Formosa. 
Dois destes abutres ingressaram no centro com debilidade, tendo a sua recuperação sido baseada na administração de fluídos e disponibilização de comida até restabelecerem as forças.
O último grifo deu entrada no RIAS com ferimentos bastante grandes e infectados na zona da barriga. Pela forma das lesões pensamos que terá sido vítima de disparo. Inicialmente foi necessário proceder à limpeza profunda e colocação de pensos nas feridas. Depois de controlada a infecção foi preciso suturar as feridas tendo-se procedido a uma intervenção cirurgica, e manteve-se a tomar anti-inflamatório e antibiótico até que as feridas sarassem completamente.
Na última etapa da recuperação todos os grifos foram submetidos a treinos de voo, tendo sido devolvidos à natureza pelos vigilantes do Parque Natural da Ria Formosa.


Devolução à Natureza de 2 milheirinhas (Serinus serinus), 1 verdilhão (Carduelis chloris) e 1 pintassilgo (Carduelis carduelis)
Quinta de Marim - Olhão
22 de Dezembro de 2014




Estes passeriformes foram encaminhados para o RIAS pela GNR-SEPNA de Faro, após terem sido confiscados no âmbito de uma apreensão. Como não apresentavam lesões nem comportamentos estranhos às espécies foram imediatamente libertados pelos GNR's que os entregaram.
Mais uma vez aproveitamos esta apreensão para reforçar que é ilegal apanhar e/ou manter em cativeiro qualquer animal da nossa fauna selvagem. Para mais informações sobre a campanha "Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato" clique aqui.


Devolução à Natureza de um ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus)
Quinta de Marim - Olhão
22 de Dezembro de 2014



Uma cria de ouriço-cacheiro foi encaminhada para o RIAS após ter sido encontrada por um particular na zona do Ludo. A sua recuperação consistiu na disponibilização de comida e água, bem como controlo de peso. Após ter atingido um peso razoável para a espécie foi devolvido à natureza por quem o encontrou que o baptizou de "Tommy".

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Devolução à Natureza de dois mochos-galegos (Athene noctua)
Quinta de Marim - Olhão
22 de Dezembro de 2014



Estes mochos-galegos foram encontrados em Beja e Mértola, e encaminhados para o RIAS pelos vigilantes do Parque Natural do Vale do Guadiana e SEPNA de Beja.
Um deles aparentava estar ligeiramente deprimido e com reacção nas pupilas muito lenta, pelo que suspeitamos que teria um traumatismo craniano. A sua recuperação consistiu na administração de antibiótico e anti-inflamatório e disponibilização de comida.
O outro mocho apresentava uma fractura exposta numa das patas pelo que foi necessário proceder à sua imobilização, administração de anti-inflamatório e antibiótico até que a fractura sarasse. Posteriormente foi submetido a exercícios de fisioterapia até que o movimento nos dedos se mostrasse normal.
Na última fase da recuperação foram ambos submetidos a treinos de voo e caça, tendo sido devolvidos à natureza por um técnico do RIAS.