O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Abate a tiro de espécies protegidas




Infelizmente continuam a chegar ao RIAS animais vitimas de tiro. Desde o início do ano o RIAS já recebeu águias-d'asa-redonda, corujas, peneireiros-comuns e até uma águia de Bonnelli. Não só o abate destas espécies é ilegal como é ilegal a caça fora da época permitida. 
A recuperação deste tipo de lesões é bastante difícil, porque apresentam múltiplas fracturas pela dispersão dos chumbos.

Os últimos casos foram duas águias-cobreiras, uma espécie com estatuto de conservação de "quase ameaçada", o que significa que é estimado que existam menos de 1000 indivíduos maduros em Portugal. Uma desta morreu devido aos ferimentos, sendo que a outra continua em recuperação mas com prognóstico muito reservado.


O RIAS faz suas as palavras do CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, de Gouveia) que também conhece de perto este problema: 

"Apelamos a todos os (verdadeiros) caçadores, e aos restantes cidadãos, para que denunciem ao SEPNA/GNR (SOS Ambiente: 808200520) todas as situações de abate ilegal de espécies protegidas que presenciem ou de que tenham conhecimento.

Já é suficientemente negativo que continue a ser permitida a caça a espécies que estão em declínio evidente, como é o caso da rola-brava (Streptopelia turtur). Não permitamos que se continuem a abater também as espécies protegidas."

Num esforço conjunto entre o RIAS e o SEPNA de Moura este último caso já está em tribunal.

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