O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Um post dedicado às nossas gaivotas

Com a chegada do Verão e o aumento do número de pessoas nas praias do Algarve o RIAS começa a receber mais gaivotas.
Estas vêm principalmente do barlavento algarvio onde é comum uma doença que debilita estes animais deixando-os sem forças para voarem ou até mesmo para se alimentarem sozinhos. Outras causas de ingresso frequentes nas espécies de gaivota são traumas de diversos tipos e feridas provocadas por anzóis ou redes.
Gaivota que ingressou por doença a ser alimentada com pinça

Por vezes as gaivotas não são muito bem vistas devido à sua grande abundância em certas zonas do país, mas nem todas são muito comuns! Existem diversas espécies em Portugal e a sua distribuição e abundância é muito variada.
No Verão as mais comuns são: gaivota-de-patas-amarelas e gaivota de Audouin. 
No Inverno é possível observar: gaivota-d'asa-escura, gaivotas-de-cabeça-preta, guincho-comum e gaivotas-de-bico-fino, entre outras.

Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
É a espécie mais comum em Portugal e o estatuto de conservação é Pouco Preocupante.



Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
É possível observar durante todo o ano, sendo mais comum no Inverno devido à chegada de populações invernantes. Os indivíduos nidificantes na nossa costa apresentam um estatuto de conservação Vulnerável, sendo por isso importante a sua conservação.



Gaivota de Audouin (Larus audouinii)
Esta espécie é estival no Algarve nidificando apenas nas ilhas barreira da Ria Formosa. Outrora foi considerada a espécie de gaivota mais ameaçada do mundo, apresentando actualmente um estatuto de conservação de Vulnerável.



No ano passado, cerca de 28% dos animais que ingressaram no RIAS foram gaivotas e estas representam também uma grande parte no número de animais devolvidos à natureza.

Assim o RIAS quer ressalvar que está disponível para receber estes animais (e todos os animais selvagens da nossa fauna!) sem fazer distinção se são muito ou pouco frequentes. 
Ressalvamos ainda que nos primeiros anos os juvenis destas espécies são muito semelhantes sendo extremamente difícil distingui-los, pelo que é importante que todas as gaivotas feridas sejam reencaminhadas para o RIAS, pois podemos estar perante uma espécie ameaçada.

Gaivota-d'asa-escura juvenil

Gaivota de Audouin juvenil

Gaivota-de-patas-amarelas juvenil

Mais informações sobre o que fazer se encontrar um animal selvagem: http://rias-aldeia.blogspot.pt/p/o-que-fazer-se-encontrar-um-animal.html



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