O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Devoluções à Natureza de dia 31 de Março de 2015

Devolução à Natureza de uma toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
Quinta de Marim - Olhão
31 de Março de 2015



Esta toutinegra-de-barrete-preto foi encaminhada para o RIAS após ter sido encontrada na estrada por um particular. Pensa-se que tenha sido atropelada, pois apresentava um leve traumatismo. Assim, a sua recuperação consistiu na administração de antibiótico e anti-inflamatório até que a lesão sarasse. Foi então devolvida à natureza por um técnico do RIAS.



Devolução à Natureza de 10 passeriformes
Quinta de Marim - Olhão
31 de Março de 2015



No passado dia 31 de Março a GNR - SEPNA de Faro entregou no RIAS passeriformes provenientes de uma apreensão. Os animais encontravam-se em cativeiro ilegal e dos 14 entregues apenas 10 puderam ser devolvidos à natureza: 5 verdilhões (Chloris chloris), 1 tentilhão-comum (Fringilla coelebs), 2 pintassilgos (Carduelis carduelis), 1 cia (Emberiza cia) e 1 pega-azul (Cyanopica cyanus).
Os 4 animais que não sobreviveram apresentavam múltiplos traumas e também doenças associadas ao cativeiro, com suspeita de varíola.










Campanha "Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato"

Aproveitamos esta apreensão para reforçar que é ilegal apanhar e/ou manter em cativeiro ilegal qualquer animais da nossa fauna.

A SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lançou, em parceria com a ALDEIA (particularmente através dos centro de recuperação de fauna selvagem CERVAS e RIAS), A Rocha, a LPN e a Quercus, a campanha "Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato" com o objectivo de colocar na ordem do dia o tema da captura e venda ilegal de aves. O estudo foi realizada pela SPEA com o apoio da Birdlife International e de várias entidades nacionais, revelou que a toutinegra-de-barrete, o pisco-de-peito-ruivo, o pintassilgo e o tentilhão são as aves mais afectadas, e que os distritos de Faro, Porto e Lisboa são as regiões onde se registam mais casos de captura e abate ilegal.




1 comentário:

Aquifolivm disse...

Quem gosta de aves, de facto, não pode gostar de as ver aprisionadas em gaiolas.