Na devolução à Natureza realizada no Sábado Livre passado, foi possível identificar as diferenças entre duas espécies de rolas. Uma mais conhecida e facilmente observável, a rola-turca (Streptotelia decaocto) que existe durante todo o ano no nosso país. Outra menos reconhecida, a rola-brava (Streptotelia turtur), é uma espécie migradora que chega a Portugal geralmente com o início da Primavera, e fica até Setembro.
Possivelmente por ter caído do ninho ou ficado sem os progenitores, a rola-turca ingressou no RIAS enquanto cria. Com a nossa ajuda, em menos de 2 meses conseguiu recuperar e aprender a sobreviver de forma autónoma.
A rola-brava, por sua vez, deu entrada no nosso centro por estar a ser mantida em cativeiro, apresentando lesões resultantes de viver numa gaiola. Apesar de ser uma espécie cinegética, é ilegal e punível por lei manter estes animais em cativeiro. Agora recuperada, poderá ir ao encontro de indivíduos da sua espécie, que estarão nesta altura a chegar ao nosso país.
Todos os dias, o RIAS recebe telefonemas de pessoas que encontram animais e querem saber como ajudar.
A melhor forma de ajudar qualquer animal selvagem ferido é fazê-lo chegar até nós o mais rapidamente possível. Mantê-lo em casa ou tentar alimentá-lo, pode pôr em causa a sobrevivência do animal, para além de ser ilegal. O caso mais insólito que nos chegou recentemente é relativo a uma cegonha-branca (Ciconia ciconia) com uma fratura na pata.
Sabendo que não é permitido qualquer tipo de procedimento cirúrgico a um animal selvagem sem autorização do ICNF, a veterinária que a encontrou decidiu operar a ave.
A cegonha ficou então 10 dias nesta clínica, até que, não vendo melhorias, a veterinária decidiu trazê-la até nós.
As cavilhas vistas na fotografia são geralmente utilizadas em ortopedia de pequenos animais domésticos, e por isso, não são apropriadas para aves devido ao peso e grossura das mesmas.
Já no RIAS, a nossa directora clínica decidiu que a melhor opção seria retirar duas destas …
Como já referimos em publicações anteriores, a chegada da Primavera significa também um maior número de ingressos de crias de aves no nosso centro.
Posto isto, e aproveitando o facto de ser hoje Dia do Pai, queremos explicar-lhe o que fazer se encontrar uma cria, porque nem sempre o ideal é levar a pequena ave para um centro de recuperação.
Geralmente, as crias podem cair do ninho na primeira tentativa de voo, e poderão
estar fisicamente bem, podendo mesmo continuar a ser alimentadas pelos
progenitores. Nestes casos, deve verificar se os progenitores se
encontram na zona e se esta é segura (longe de estradas ou de possíveis
predadores, inclusive animais domésticos, por exemplo).
No
entanto se a cria apresentar ferimentos ou estiver debilitada, deve, se
possível, recolher o animal para entregar às autoridades, registando
bem o local onde foi encontrada pois pode ser possível devolvê-la ao ninho, uma vez avaliada e tratada.
No
entanto, há espécies de animais às quais esta situaçã…
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