O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Educação Ambiental em Vila do Bispo

Na passada quarta-feira (dia 25), o RIAS esteve presente na escola EB1 de Vila do Bispo onde realizou uma acção de educação ambiental que envolveu 67 alunos.

Durante uma manhã, três turmas do 1º ao 4º ano, assistiram a duas palestras, sendo uma realizada pelo Diogo Amaro, estagiário do centro, e outra realizada pelo Bruno Martins, investigador do CIBIO. 

Na primeira palestra, mostrou-se como funciona um centro de recuperação de animais selvagens e deu a conhecer um pouco mais sobre os os principais grupos de vertebrados que dão entrada no RIAS. Os participantes puderam também ver de perto material biológico como bicos e asas de aves focando nas adaptações de cada espécie na natureza. 

Na segunda palestra, apresentou-se o projecto LIFE+Trachemys, actualmente a decorrer no Algarve, dando principal foco às espécies abrangidas como o Cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis) e às medidas de controlo de espécies exóticas como a Tartaruga-de-orelhas-vermelhas (Trachemys scripta).

Uma das turmas que esteve presente nas apresentações tem um blog chamado de "Xistos e Grauvaques" onde colocaram as opiniões de alguns alunos. 





 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Libertação: 22 de Janeiro de 2011

Devolução à natureza de 1 falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Quinta de Marim, Olhão

Esta ave deu entrada no RIAS no dia 16 de Março de 2011, tendo sido recolhida por um particular, com suspeitas de ter sido vítima de tiro ilegal.

Após ter sido examinada pela equipa medico-veterinária do centro, verificou-se que o falcão-peregrino apresentava uma fractura no carpo-metacarpo (pulso) da asa esquerda. Deste modo, o seu plano de recuperação no RIAS consistiu na imobilização da asa até à total recuperação da fractura. Posteriormente, foi transferida para um câmara exterior de grande dimensão onde, na presença de indivíduos da mesma espécie, treinou o voo e a caça. 

Quando se verificou que a ave apresentava todos os comportamentos naturais, os técnicos do centro organizaram a sua devolução à natureza e contaram com a presença dos seus padrinhos que a baptizaram de "Milagre".


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Saída de Campo: Observação de Aves




No dia 26 de Fevereiro de 2011 o RIAS irá organizar uma saída de campo nas salinas de Tavira para observação de aves.

A participação é gratuita para sócios da ALDEIA (saiba como se tornar sócio aqui) e o ponto de encontro será no parque de estacionamento do Hotel Vila Galé Albacora em Tavira (localização) às 08:00h.

Serão realizados vários percursos de carro e a pé, com paragem em pontos de observação e escuta de aves.

O RIAS recomenda que os participantes tragam, se possível: binóculos, telescópio, guia de aves, roupa e calçado confortável, protector solar, chapéu e água.

A visita será organizada e guiada por técnicos e colaboradores da ALDEIA.

Por motivos logísticos agradecemos que os interessados confirmem a sua presença para o seguinte email: rias.aldeia@gmail.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Libertações: 17 de Janeiro de 2011

Devolução à natureza de 1 pintassilgo (Carduelis carduelis) e 1 verdilhão (Carduelis chloris)
Quinta de Marim, Olhão


Estas duas aves deram entrada no dia 13 de Janeiro de 2011 após terem sido apreendidas por uma equipa SEPNA/GNR-Albufeira de um particular que as mantinha em cativeiro ilegal.

Uma vez que os animais não apresentavam nenhum tipo de lesão permaneceram no centro onde receberam água e alimento até estarem prontos para serem libertados.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Entrevista da Coordenadora do RIAS Fábia Azevedo no programa "Os Dias do Futuro"


No passado dia 14 (sábado) passou no programa de rádio "Os Dias do Futuro" a entrevista de Edgar Canelas à coordenadora do RIAS Fábia Azevedo.

Um programa da Antena 1 onde dão a conhecer o trabalho, a inovação e os projectos em desenvolvimento de investigadores portugueses.

A entrevista encontra-se disponível na página oficial do programa contudo podem fazer o download aqui!

A Voz do Voluntário

Mais uma vez os voluntários que participam, ou participaram, no dia-a-dia do RIAS estão a aceitar o nosso desafio, enviando-nos as suas experiências no centro.

Chegou-nos o testemunho de Sofia Costa que realizou um estágio curricular na área do Ecoturismo e que teve um papel fundamental na remodelação do nosso Cento de Interpretação Ambiental.
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Olá a todos!

Começo logo por revelar que a minha experiência de voluntariado no RIAS foi fantástica.

Conheci o RIAS ainda no seu início, num dos primeiros workshops organizados na Quinta de Marim e a admiração pelo trabalho que eles desenvolvem foi imediata. O potencial do centro é imenso e a força de vontade e trabalho da equipa é contagiante, pelo que optei por colaborar com eles e contribuir com um pouco do meu trabalho. A minha colaboração teve a forma de estágio curricular e durou 6 semanas. As melhores coisas que levei destas 6 curtas semanas, foram o companheirismo e boa disposição da equipa, a possibilidade de fazer um pouco de tudo (desde a construção e manutenção de câmaras de voo, alimentação dos animais e, o mais gratificante, a sua libertação) e ainda poder desenvolver diversas estratégias de interpretação e educação ambiental.

Admiro imenso o trabalho que aqui desenvolvem e sempre que posso continuo a colaborar voluntariamente.

A ideia que quero passar é a de que projectos como o do RIAS são essenciais para a natureza e para a comunidade e só podem continuar a desenvolver o seu trabalho com a ajuda de voluntários. Por isso pessoal, saiam de casa e venham até ao RIAS! =)

Um beijo a toda a equipa

Sofia Costa

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Um muito obrigado à Sofia!

Deixamos mais uma vez o repto a todos os que realizaram estágios/voluntários no nosso centro de nos enviarem os vossos testemunhos para assim podermos publicá-los no nosso blog! :)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 14ª edição


A Associação ALDEIA/RIAS está a organizar a 14ª edição do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, a realizar no Parque Natural da Ria Formosa, de 20 a 22 de Janeiro de 2012.

O crescimento do interesse pela recuperação de animais silvestres em Portugal tem sido evidente nos últimos tempos. Por isso, a necessidade de formação que tem sido manifestada por técnicos, colaboradores e voluntários que trabalham ou pretendem trabalhar em recuperação de fauna silvestre em Portugal tem-se materializado numa grande adesão a diversos eventos relacionados com este tema que têm vindo a ser organizados no nosso país por diversas entidades.

O objectivo é continuar a dinamizar iniciativas que contribuam para dar resposta às exigências do trabalho que é desenvolvido nos centros de recuperação, que cada vez tem sido mais divulgado e que começa a ser considerado como uma importante ferramenta ao serviço da conservação da fauna silvestre portuguesa.
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PROGRAMA:
Sexta-feira, 20 de Janeiro
(Local: Quinta de Marim - Sede do Parque Natural da Ria Formosa)

17:00 – Abertura do secretariado e recepção dos participantes
18:00 – Abertura, apresentação do curso e das entidades organizadoras

18:30 – Módulo 1 – Tertúlia sobre Centros de Recuperação de Animais Silvestres
- Identificação de espécies mais frequentes em centros de recuperação
- Determinação de idade e sexo em espécies que ingressam mais frequentemente
- Causas de ingresso mais comuns para cada espécie
- Particularidades e características relevantes para os procedimentos de recuperação

20:30 – Final da sessão.


Sábado, 21 de Janeiro

09:00 – Módulo 2 – Introdução e Princípios Básicos
- Centros de Recuperação de Fauna Silvestre em Portugal
- Conceitos gerais básicos sobre a Recuperação de Fauna silvestre
- Aspectos relacionados com a Gestão e Funcionamento de um Centro de Recuperação
- Potencialidades e Responsabilidades de um Centro de Recuperação
- Estratégias e ferramentas de Educação Ambiental
- Recursos Bibliográficos, Internet e Oportunidades de Formação

11:00 – Intervalo

11:15 – Módulo 3 - Desenho e Estruturação de Instalações
- Espaços, material e equipamento necessário
- Enriquecimento ambiental
- Pontos críticos

13:00 – Pausa para Almoço

15:00 – Módulo 3 – Visita guiada às instalações do RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens no Parque Natural da Ria Formosa em Olhão
- Apresentação dos diferentes espaços de trabalho
- Discussão sobre trabalho desenvolvido e potencialidades futuras
- Identificação de pontos críticos

17:00 – Intervalo

17:30 – Módulo 4 – Manipulação de Animais Silvestres
- Captura, contenção e manuseamento de animais selvagens
- Aspectos relacionados com a Segurança e Protecção de animais e pessoas
- Particularidades relevantes de cada espécie que condicionam as técnicas utilizadas

18:30 – Módulo 5 - Exame Físico
- Aspectos anatómicos
- Aspectos fisiológicos
- Protocolos e sistematização de procedimentos

19:30 – Discussão e esclarecimentos de dúvidas
20:00 – Fim dos trabalhos


Domingo, 22 de Janeiro

10:00 – Módulos 4 e 5 (cont.) – Treino de Técnicas de Manipulação e Exame Físico

12:30 – Pausa para Almoço

14:30 – Módulo 6 - Ligaduras
- Tipos de ligaduras e indicações para diferentes casos clínicos e espécies
- Treino das diferentes técnicas de aplicação de ligaduras
- Problemas e dificuldades mais frequentes

16:30 – Pausa para Café

17:00 – Módulo 7 – Fluidoterapia e Administração de Medicamentos e Alimentos
- A importância da avaliação de grau de desidratação e administração de fluidos
- Cálculo de doses
- Técnicas e vias de administração
- Alimentação em função da espécie e caso clínico
- Conceitos e técnicas de disponibilização de alimento
- Riscos e problemas mais frequentes

18:30 – Esclarecimento de dúvidas
19:00 – Encerramento do curso
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Todas as informações encontram-se disponíveis no site da ALDEIA.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Libertações: 31 de Dezembro de 2011

Devolução à natureza de 1 peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) e de 1 coruja-das-torres (Tyto alba)
Arrochela, Silves



Este peneireiro deu entrada no RIAS no dia 27 de Julho de 2011 após ter sido recolhido em Beja por elementos da equipa GNR/SEPNA-Beja e entregue pelos vigilantes da natureza do Parque Natural de Vale do Guadiana.

A equipa veterinária verificou que apesar de não apresentar nenhum tipo de lesão física, a ave apresentava as penas da asa direita e da cauda queimadas por razões desconhecidas. Deste modo o seu processo de recuperação consistiu em alimentação regular até ao crescimento das penas lesadas e no final treinos de voo e caça. 

A ave durante o processo esteve sempre em contacto com outros indivíduos da mesma espécie até ao momento da sua libertação sendo baptizada de "Raf" no momento da libertação.


A coruja-das-torres foi recolhida na Luz (freguesia de Lagos) pela equipa SEPNA/GNR-Silves no dia 12 de Junho de 2011 e entregue no RIAS com suspeita de ter sofrido trauma.

Ao chegar ao centro foi examinada e verificou-se que apresentava uma fractura no úmero direito. Face aos sinais clínicos que apresentava a equipa medico-veterinária realizou uma cirurgia de forma a corrigir a fractura. Após a cirurgia a asa foi imobilizada e administrou-se um anti-inflamatório durante o período de convalescença. Quando se verificou a recuperação do membro lesado, transferiu-se o animal para um câmara exterior de grande dimensão onde pode treinar o voo e a caça com outros indivíduos da mesma espécie.

Quando se verificaram todos os comportamentos naturais da espécie os técnicos do centro procederam à sua libertação sendo baptizada de "Mira" no momento da libertação.


Libertação: 30 de Dezembro de 2011

Devolução à natureza de 1 mocho-galego (Athene noctua)
Quinta de Marim, Olhão


Este mocho deu entrada no RIAS no dia 28 de Novembro de 2011 após ter sido recolhido por um particular em São Brás de Alportel.

Após chegar ao centro e ser examinado pela equipa medico-veterinária verificou-se que a ave apresentava sinais clínicos de trauma no membro posterior direito contudo já tinha sido previamente tratado por um veterinário exterior. Visto que a ave se encontrava em boas condições, manteve-se o mocho numa jaula de pequenas dimensões onde recebeu alimento regular e posteriormente passou-se para uma jaula de maiores dimensões onde pode treinar voo e caça com outros indivíduos da mesma espécie.

Após se verificar a completa recuperação do trauma os técnicos do centro procederam à sua libertação que contou com a presença dos particulares que a encontraram baptizando-a de "Olhinhos".