O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Libertações: 31 de Dezembro de 2011

Devolução à natureza de 1 peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) e de 1 coruja-das-torres (Tyto alba)
Arrochela, Silves



Este peneireiro deu entrada no RIAS no dia 27 de Julho de 2011 após ter sido recolhido em Beja por elementos da equipa GNR/SEPNA-Beja e entregue pelos vigilantes da natureza do Parque Natural de Vale do Guadiana.

A equipa veterinária verificou que apesar de não apresentar nenhum tipo de lesão física, a ave apresentava as penas da asa direita e da cauda queimadas por razões desconhecidas. Deste modo o seu processo de recuperação consistiu em alimentação regular até ao crescimento das penas lesadas e no final treinos de voo e caça. 

A ave durante o processo esteve sempre em contacto com outros indivíduos da mesma espécie até ao momento da sua libertação sendo baptizada de "Raf" no momento da libertação.


A coruja-das-torres foi recolhida na Luz (freguesia de Lagos) pela equipa SEPNA/GNR-Silves no dia 12 de Junho de 2011 e entregue no RIAS com suspeita de ter sofrido trauma.

Ao chegar ao centro foi examinada e verificou-se que apresentava uma fractura no úmero direito. Face aos sinais clínicos que apresentava a equipa medico-veterinária realizou uma cirurgia de forma a corrigir a fractura. Após a cirurgia a asa foi imobilizada e administrou-se um anti-inflamatório durante o período de convalescença. Quando se verificou a recuperação do membro lesado, transferiu-se o animal para um câmara exterior de grande dimensão onde pode treinar o voo e a caça com outros indivíduos da mesma espécie.

Quando se verificaram todos os comportamentos naturais da espécie os técnicos do centro procederam à sua libertação sendo baptizada de "Mira" no momento da libertação.


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