O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Programa Final da Festa de Beneficência do RIAS




Todas as informações AQUI

Palestras na Universidade do Algarve

No próximo dia 5 de Dezembro, o NEBUA irá organizar duas palestras no Anfiteatro D do Complexo Pedagógico na Universidade do Algarve.

Na primeira apresentação, um técnico do RIAS irá dar a conhecer o que é o RIAS, como funciona no seu dia-a-dia e os projectos a decorrer no centro. Na segunda, o investigador do CIBIO, responsável pelo trabalho de campo, irá apresentar o projecto de conservação de cágados (LIFE+Trachemys - Página oficial/Facebook), actualmente a decorrer na Península Ibérica e onde o RIAS também participa.

Apareçam!!!

Curso de Iniciação à Anilhagem Científica de Aves

No passado fim-de-semana, dias 19 e 20 de Novembro, o RIAS organizou um Curso de Iniciação à Anilhagem Científica de Aves na sede do Parque Natural da Ria Formosa.

O curso foi ministrado pela Fábia Azevedo e pelo anilhador credenciado Thijs Valkenburg e contou com a presença de 19 participantes.







O curso foi composto por uma componente teórica, onde se enquadrou a anilhagem na história e legislação portuguesa e deu a conhecer técnicas que se utilizam actualmente, e por uma componente prática, com a realização de uma sessão de anilhagem de passeriformes com rede e de uma sessão de anilhagem de gaivotas que foram posteriormente devolvidas à natureza.





No final do curso, os participantes foram presenteados com a libertação de 3 gaivotas-de-asa-escura (Larus fuscus) que deram entrada no RIAS nos dias 27 de Setembro, e 4 e 7 de Outubro por se encontrarem bastante debilitadas. As gaivotas foram recolhidas na Praia de Faro e em Quarteira pelos vigilantes da natureza do Parque Natural da Ria Formosa e pela equipa SEPNA/GNR-Faro.

Visto que ambas as aves apresentavam o mesmo tipo de sinais clínicos, o seu processo de recuperação consistiu em fluidoterapia até recuperarem a sua condição física. Posteriormente foram colocadas em conjunto com outras gaivotas numa jaula com um lago onde além de receberem alimentação puderam treinar o voo.

Após a equipa do centro verificar que as aves estavam em boas condições de serem libertadas, procedeu-se à sua devolução na Quinta de Marim em Olhão, e contou com a presença dos participantes do curso.

domingo, 20 de novembro de 2011

Petróleo, óleos e resinas

Desde a Revolução Industrial que o Mundo funciona com base no petróleo, o que levou ao desenvolvimento de um comércio mundial que transporta milhões de toneladas anualmente, muitas vezes em más condições de manutenção e segurança. O petróleo é actualmente a principal fonte de energia, contudo a que mais polui os ecossistemas marinhos. Apesar das inúmeras espécies que são realmente afectadas, quando se fala nas consequências do afundamento de um super-petroleiro pensa-se imediatamente na imagem de uma ave coberta de petróleo. Esta associação deve-se muito a situações que marcaram a nossa memória social, quer devido à cobertura mediática (Exxon Valdez em 1989) quer à proximidade geográfica (Prestige em 2002).  

As aves são um dos grupos mais ameaçados pela presença de petróleo, óleos, azeites, resinas, cola e outras substâncias nos oceanos devido à própria biologia do grupo. A mortalidade das aves associada a derrames de hidrocarbonetos é descrita desde o final do século XIX, e já em 1926, no Museu de História Natural esteve patente uma exposição sobre este tema e os seus impactos na vida selvagem ao longo da costa britânica.  

As aves são afectadas pelo petróleo através da contaminação corporal, ingestão e contaminação dos ovos. Quando estas substâncias aderem às penas, faz com que a ave perca a sua impermeabilização e isolamento, e a sua capacidade de flutuação e de voo. O animal ao perder a impermeabilização, perde a capacidade de termorregulação entrando em hipotermia o que resulta em morte por choque ou num aumento drástico do metabolismo para manter as condições normais de temperatura. O facto de uma ave estar hipotérmico, leva-o a arrojar nas praias, ficando incapaz de se alimentar e de hidratar, ficando ainda vulnerável ao ataque de predadores. As aves, principalmente as aquáticas e marinhas, ao perderem a sua flutuabilidade pode levá-las ao afogamento quando pousadas na água. 


  Gansos-patolas (Morus bassanus) actualmente em recuperação no RIAS 
conspurcados com nafta/petróleo

Instintivamente, a ave tentaria limpar as suas penas (preening) contudo esta acção pode levar a ingestão de substâncias nocivas à saúde do animal e provocar graves danos nos seus órgãos internos.  

Em termos de contaminação dos ovos, isso pode ocorrer através de material contaminado usado na construção dos ninhos ou pelo contacto das penas sujas com a casca do ovo. Pequenas quantidades de certos tipos de petróleo são suficientes para provocar a morte da cria, principalmente durante as fases iniciais de desenvolvimento embrionário. 

Apesar de, felizmente, nos últimos tempos não ter ocorrido eventos da magnitude dos referidos, o ingresso de aves e mamíferos petroleados em centros de recuperação situados no litoral é relativamente frequente e ocorre ao longo de todo o ano. Esta poluição difusa é ocasionada pelas lavagens ilegais de porões dos navios em alto-mar e outros pequenos derrames ilegais ou acidentais de combustíveis nos barcos. Estimativas adiantam que estas fontes poderão ser responsáveis por 80% da poluição provocada. 


Desde o início da sua actividade em Outubro de 2009 o RIAS, já recebeu sete casos de aves petroleadas: em 2009 deu entrada um papagaio-do-mar (Fratercula artica) petroleado, em 2010 deram entrada dois gansos-patolas (Morus bassanus), e em 2011 três gansos-patola (Morus bassanus) e uma garça-boieira (Bubulcus ibis). 

 Papagaio-do-mar (Fratercula artica) petroleado que ingressou no RIAS em 2009

Quando ingressa um animal petroleado num centro de recuperação os protocolos e técnicas de lavagem e tratamento estão bem definidos de uma forma geral, uma vez que há organizações internacionais especializadas neste tipo de procedimentos, que geram grande quantidade de informação útil. No entanto, torna-se sempre necessário que em cada país existam técnicos com experiência prática e material/equipamento adequados para que o tratamento deste tipo de casos seja efectuado com eficácia, no menor espaço de tempo possível. Assim, torna-se também essencial que os animais petroleados sejam encaminhados para Centros de Recuperação de Fauna o mais rápido possível para tornar os procedimentos mais eficazes e consequentemente aumente o sucesso da sua recuperação.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Libertações: 16 de Novembro de 2011

Devolução à Natureza de 6 Gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis) e 3 Gaivotas-de-asa-escura (Larus fuscus)
Clube Naval de Portimão, Portimão


Estas gaivotas foram recolhidas em Portimão e entregues no RIAS por particulares e pela equipa SEPNA/GNR de Portimão nos meses de Setembro e Outubro de 2011.

Todas apresentavam sintomas compatíveis com doença gastrointestinal pelo que o seu processo de recuperação consistiu numa primeira fase, em fluidoterapia, alimentação cuidada e descanso. Mais tarde foram transferidas para uma câmara de muda exterior onde lhes foi possível exercitar o voo, juntamente com outras aves da mesma espécie.

Após verificar-se que as aves tinham recuperado a sua capacidade de voar, os técnicos procederam à sua libertação. Esta acção foi organizada em colaboração com a Câmara Municipal de Portimão e contou com a presença de um grupo de crianças.






Devolução à Natureza de 2 Mochos-galegos (Athene noctua)
Santa Casa da Misericórdia de Portimão, Portimão


Estes 2 mochos foram encontrados por particulares em Junho de 2011. Um deles foi entregue no RIAS pelo particular que o encontrou e o outro pela equipa SEPNA/GNR de Portimão após terem caído do ninho.

Tratando-se de crias, o seu processo de recuperação consistiu em alimentação adequada e treinos de voo e caça juntamente com outros indivíduos da mesma espécie. O primeiro mocho apresentava ainda uma inflamação ocular pelo que teve de ser medicado com antibiótico e anti-inflamatório.

Esta acção foi organizada em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Portimão que apadrinhou estes dois animais. Antes da devolução destes mochos, foi realizada uma pequena palestra para crianças sobre a ecologia e biologia desta espécie nas instalações da instituição. Os mochos foram baptizados de "Faísca" e "Satélite".




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Festa de Beneficiência do RIAS

No dia 10 de Dezembro o RIAS irá organizar uma festa de beneficência na Casa do Povo de Olhão em Moncarapacho que contará com uma feirinha de Natal durante a tarde e concertos durante a noite (banda e DJ a confirmar).


Esta festa tem como principais objectivos a divulgação do trabalho realizado pelo RIAS e a angariação de fundos para o trabalho do centro de forma a colmatar algumas dificuldades que se vêm sentindo.

Terão ainda lugar durante a tarde algumas actividades de educação ambiental, workshop de danças escocesas, teatro de fantoches, devolução à Natureza de uma coruja-das-torres recuperada no RIAS entre outras surpresas!!

Mais informações aqui!

Venha divertir-se e apoiar o trabalho do RIAS!!!

Nascimento de novas crias de cágado-de-carapaça-estriada

É com muito prazer que anunciamos, mais uma vez, o nascimento de novas crias de cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis).

Ao longo do último mês e meio, nasceram 22 novas crias, eclodidas de quatro diferentes posturas, realizadas nas instalações do RIAS, no âmbito do projecto LIFE + Trachemys.

Estes novos nascimentos são importantes acontecimentos para a conservação desta espécie e, consequentemente, para o êxito do projecto em causa, perfazendo um total de 42 crias nascidas até hoje no nosso centro.

Para mais informações sobre este projecto e as acções realizadas, cliquem aqui (blog do RIAS) ou aqui (página oficial do projecto no Facebook). Comunicado de imprensa aqui.




Libertação: 14 de Novembro de 2011

Devolução à natureza de 1 mocho-galego (Athene noctua)
Santo Estevão, Tavira.


No dia 21 de Agosto a equipa SEPNA/GNR-Tavira entregou no RIAS um mocho-galego juvenil com uma fractura na asa esquerda devido, possivelmente, a atropelamento ou à colisão com algum tipo de estrutura.

Devido aos sinais clínicos qua apresentava, a asa foi estabilizada com a ajuda de uma ligadura e foi-lhe administrado um anti-inflamatório. Após o osso ter sarado, o mocho foi colocado numa jaula com outros elementos da mesma espécie e avaliou-se não só o seu comportamento social como o voo e a caça.

Após ter um parecer positivo da equipa do centro, os técnicos procederam à sua libertação que decorreu na Escola do Malhão em Santo Estevão, na presença de um grupo de crianças da escola e baptizado de "Malhão".



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Campanha de Angariação de Materiais no PÃO DE AÇÚCAR no RIA SHOPPING

No passado sábado, dia 12 de Novembro, o RIAS realizou uma campanha de angariação de bens e materiais no Pão de Açúcar do Ria Shopping em Olhão.



Ao longo de um dia de angariação, o centro conseguiu encher 8 carrinhos de compras com os seguintes materiais:
  • 223,6 Kg de ração seca de animais
  • 81 Kg de ração húmida para animais
  • 8,5 Kg de ração para aves
  • 58 garrafas de álcool
  • 23 frascos de betadine
  • 30 L de água destilada
  • 365 sacos grandes do lixo
  • 1 vassoura
  • 2 esfregonas
  • 2 pás
  • 8 embalagens de película aderente
  • 3 embalagens de papel de alumínio
  • 4 garrafas de água oxigenada
  • 53,5 L de lixívia
  • 71 L de detergente para o chão
  • 53 L de detergente para a loiça
  • 5,5 L de cloro-hexidina
  • 6 frascos de sabão líquido para as mãos
  • 6 esponjas
  • 3 embalagens de algodão
  • 144 rolos de papel higiénico
  • 48 rolos de papel de cozinha
  • 7 pares de luvas de cozinha
  • 1 caixa de luvas de clínica
  • 7 comedouros
  • 8 embalagens de pensos rápidos
  • 1 resma de papel
  • 1 recarga de papel com linhas
  • 1 embalagem de micas
  • 1 embalagem de guardanapos
  • 2 embalagens de toalhitas perfumadas





    O RIAS agradece não só ao PÃO DE AÇÚCAR pela disponibilidade em ser parceiro nesta campanha, como também aos voluntários que estiveram no local e a todas as pessoas que contribuíram com bens e materiais para o centro.


    UM MUITO OBRIGADO A TODOS POR CONTRIBUÍREM PARA A CONTINUAÇÃO DO BOM FUNCIONAMENTO DO RIAS!!!

    Libertação: 9 de Novembro de 2011

    Devolução à natureza de 1 sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii)
    Quinta de Marim, Olhão


    No dia 9 de Novembro deu entrada no RIAS um sapo-parteiro-ibérico após ter sido recolhido de um grupo de crianças que o maltratavam, por particulares na escola do Malhão, em Santo Estevão (Tavira).

    Visto que o animal não apresentava nenhuma lesão o animal foi libertado na Quinta de Marim, um local privilegiado de ocorrência natural da espécie. A libertação contou com a presença dos particulares que o entregaram no centro.


    Libertações: 11 de Novembro de 2011

    Devolução à natureza de 1 camaleão (Chamaeleo chamaeleon) e de 1 mocho-galego (Athene noctua)
    Quinta de Marim, Olhão


    No dia 11 de Novembro deu entrada no RIAS um camaleão após ter sido recolhido na estrada por um particular.

    Visto que o réptil não apresentava nenhum tipo de lesão e encontrava-se em excelentes condições físicas o animal foi imediatamente libertado.

    A libertação contou com a presença da turma técnica de Museografia e Gestão do Património da Escola Profissional do Areal Gordo - IEFP, que visitou o Parque Natural da Ria Formosa numa actividade inserida no módulo de Património Ambiental do curso.



    No dia 18 de Junho deu entrada no RIAS uma cria de mocho-galego após ter caído do ninho no Fórum Algarve de Faro e ter sido recolhido pela equipa SEPNA/GNR-Faro.

    Visto que se tratava de uma cria, o seu processo de recuperação consistiu em alimentação regular a treinos de voo e caça com indivíduos da mesma espécie.

    Após se verificar que o animal voava e caçava naturalmente procedeu-se à sua libertação que contou com a presença do Vice-Presidente do ICNB Dr. Carlos Figueiredo, do Dr. João Alves, Director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas - Sul e do Dr. Nuno Grade, biólogo e supervisor do Parque Natural da Ria Formosa , que visitaram as instalações do centro. O mocho foi baptizado de "Carlos".


    sexta-feira, 11 de novembro de 2011

    Campanha de Angariação de Materiais no PÃO DE AÇÚCAR no RIA SHOPPING

    Amanhã, dia 12 de Novembro, e pelo segundo ano consecutivo, o RIAS irá realizar uma campanha de angariação de bens e materiais no RIA SHOPPING em Olhão, em parceria com o PÃO DE AÇÚCAR.


    A acção terá início às 10h na entrada do Pão de Açúcar e terminará às 22h.

    Apareça e contribua para o trabalho do RIAS!!!

    Libertação: 9 de Novembro de 2011

    Devolução à natureza de 1 camaleão (Chamaeleo chamaeleon)
    Quinta de Marim, Olhão


     
    No dia 8 de Novembro, uma funcionária da instituição "Apoio à Rapariga" de Faro entregou no RIAS um camaleão que estava na posse de um grupo de jovens, que o tinham recolhido no recinto da escola que frequentavam.

    Após ter chegado ao centro, o camaleão foi examinado pela equipa veterinária que verificou que o animal apresentava uma excelente condição física e não se verificou nenhum tipo de lesão. Contudo, decidiu-se manter o animal durante uma noite para determinar se o animal conseguia alimentar-se sozinho.
     
    No dia seguinte os técnicos do centro procederam à sua devolução na Quinta de Marim, local privilegiado para a ocorrência desta espécie, na presença das jovens em questão. A libertação foi precedida de uma pequena visita ao centro de interpretação ambiental, onde se mostrou como funciona o centro e deu a conhecer um pouco mais acerca dos principais grupos de vertebrados que costumam dar entrada no RIAS, como também tentou-se incentivar as jovens a contribuir para a conservação da biodiversidade na nossa região.


    quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    Acções de Educação Ambiental em Portimão e Silves

    No dia 3 de Novembro o RIAS foi convidado a deslocar-se à escola eng. Nuno Mergulhão, em Portimão, e à instituição "Amigos dos Pequeninos", em Silves, para realizar acções de educação ambiental.

    Em ambas as apresentações demonstrou-se como funciona um centro de recuperação de animais selvagens e deu a conhecer um pouco mais sobre os principais grupos de vertebrados que ocorrem no RIAS.


    No final do dia os técnicos do RIAS organizaram a libertação de uma coruja-das-torres (Tyto alba). Esta coruja foi recolhida no dia 16 de Julho pela equipa SEPNA/GNR-Silves em Silves.

    Face aos sinais clínicos que apresentava, lesão no ombro da asa direita e pequena escoriação na pata esquerda, a equipa veterinária do centro suspeitou de traumatismo provocado por colisão com algum tipo de estrutura.

    A sua recuperação consistiu em imobilização da asa direita e limpeza e desinfecção da ferida na pata esquerda, até à recuperação dos dois membros. Após a sua recuperação e confirmação da capacidade de voo e caça procedeu-se então à sua libertação.

    quarta-feira, 9 de novembro de 2011

    Libertação: 4 de Novembro de 2011

    Devolução à natureza de 1 camaleão-comum (Chamaeleo chamaeleon)
    Quinta de Marim, Olhão

     
    No dia 3 de Novembro, um vigilante da natureza do Parque Natural do Vale do Guadiana entregou no RIAS um camaleão após ter sido recolhido em Évora, com suspeitas de cativeiro ilegal. A suspeita deveu-se ao facto de, na Península Ibérica, a área de ocorrência natural desta espécie estar confinada ao sul do território.


    Após ter chegado ao centro, o camaleão foi examinado pela equipa veterinária que verificou que, além de não apresentar nenhum tipo de lesão, apresentava uma excelente condição física.


    Apesar de não ter nenhum tipo de consicionante física à sua libertação, a equipa do centro decidiu manter o camaleão para determinar se o animal conseguia alimentar-se sozinho. No dia seguinte os técnicos do centro procederam à sua devolução na Quinta de Marim, local priviligiado para a ocorrência desta espécie.



    quinta-feira, 3 de novembro de 2011

    A Voz do Voluntário

    Os voluntários que participam, ou participaram, no dia-a-dia do RIAS estão a aceitar o nosso desafio, enviando-nos as suas experiências no centro.

    O Mauro Hilário, a quem desde já agradecemos, enviou-nos o seu testemunho das funções que desempenhou no RIAS.
    ________________________________________________________________
    Olá a todos!

    Embora a minha experiência no RIAS transcenda o voluntariado, tenho 100% de confiança quando afirmo que é uma experiência única. Não só ajudei como também aprendi bastante, o que demonstra que o voluntariado neste centro, além de gratificante, é bastante educativo. Até atingir um nível de experiência mais avançado, não lidei directamente com os animais mais emblemáticos como as águias ou ouriços, mas tive hipóteses de manusear cágados, crias de aves, e ainda para os mais corajosos (como eu), gaivotas!

    Enquanto fui voluntário concentrei-me mais no projecto LIFE cágados. Neste projecto, as minhas funções consistiam no registo das entradas de cágados exóticos e fêmeas grávidas de cágado-de-carapaça-estriada, como também na construção dos seus habitats temporários e manutenção das boas condições ambientais, higiénicas e alimentares. Também passei boas horas no Centro de Interpretação Ambiental, onde em português, inglês ou castelhano eduquei centenas de pessoas sobre os objectivos e o funcionamento de um centro de recuperação de animais selvagens.

    Com isto pretendo somente dizer que o RIAS é mais do que um Centro de Recuperação de Animais Selvagens, é também um mundo de conhecimento, de novas amizades e de Conservação da Natureza. Por isso estou grato por tudo o que vivi com e por este lugar fantástico.

    Mauro Hilário

    _________________________________________________________________________________