O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Libertações: 30 de Dezembro de 2011

Devolução à natureza de 2 gaivotas-de-asa-escura (Larus fuscus) e de 1 falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Quinta de Marim, Olhão



As duas gaivotas deram entrada no centro em Outubro e Novembro de 2011 após serem recolhidas em em Almancil e Portimão por particulares por se encontrarem bastante debilitadas.

Após serem entregues, a equipa veterinária verificou que as gaivotas apresentavam sinais clínicos compatíveis com intoxicação. Deste modo, o seu plano de recuperação consistiu em fluidoterapia subcutânea e oral até apresentarem força suficiente para se manterem de pé e posteriormente alimentação regular na presença de outros indivíduos da mesma espécie.

Finalmente as gaivotas foram devolvidas à natureza após se verificar a presença de todos os comportamentos naturais. Devido aos sinais clínicos apresentados (intoxicação), decidiu-se não libertar estas aves no local onde foram recolhidas, de forma a se evitar a reincidência do problema, que poderia estar relacionado com a ingestão de alimentos contaminados.



O falcão-peregrino deu entrada no RIAS no dia 19 de Dezembro de 2010 após ter sido encontrado  recolhido em Aljezur pelos vigilantes da natureza do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina com suspeitas de ter sido atingido a tiro.

Após chegar ao centro verificou-se que ainda apresentava fragmentos do disparo contudo, visto que não representavam risco para a saúde e bem-estar do animal, procedeu-se à limpeza das feridas e administração de um anti-inflamatório até à cicatrização das mesmas. O processo de recuperação deste animal foi mais longo que o previsto uma vez que apresentava também as penas de voo danificadas sendo necessário aguardar a sua muda completa. Durante este período, a ave esteve sempre em contacto com outros indivíduos da mesmas espécie de forma a não perder os seus comportamentos naturais.

Após ter recuperado das lesões, os técnicos do centro procederam à sua libertação na Quinta de Marim em Olhão. Este animal foi libertado pelo tratador do RIAS Carlos Guerreiro como forma de agradecimento ao seu trabalho que o baptizou de "Kaká".



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