O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Libertações: 4 de Outubro de 2011

Devolução à natureza de 1 pintassilgo (Carduelis carduelis), 1 pardal-comum (Passer domesticus), 1 verdilhão (Carduelis chloris), 1 andorinha-dáurica (Cecropis daurica) e 1 mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis)
Quinta de Marim, Olhão


Deram entrada no RIAS uma cria de pardal-comum no dia 16 de Julho, um pintassilgo e um verdilhão no dia 11 de Agosto,  uma cria de andorinha-dáurica no dia 8 de Setembro e um mergulhão-pequeno no dia 4 de Outubro.

A cria de pardal foi recolhida na Sé de Faro por um particular e entregue no centro devido a queda do ninho. Visto que ainda era cria o seu processo de recuperação consistiu em alimentação regular e, após o desenvolvimento das penas, treinos de voo.

O pintassilgo e o verdilhão foram apreendidos pelos vigilantes do Parque Natural do Vale do Guadiana em Beja por se apresentarem sob cativeiro ilegal. Apesar de não apresentarem nenhum tipo de lesões verificou-se que, devido ao tempo em que permaneceram em cativeiro e ao tamanho das jaulas onde foram mantidos, não conseguiam voar. Deste modo além de receberem alimentação regular foram mantidos numa câmara especial para passeriformes de médio tamanho para poderem readquirir a capacidade de voo.

Duas crias de andorinha-dáurica foram recolhidas por um particular após o seu ninho ter sido destruído por uma construção. Visto que as duas ainda não tinham as penas desenvolvidas receberam alimentação regular e, após o desenvolvimento das mesmas, realizaram-se treinos de voo. Infelizmente,  durante o processo uma das crias acabou por não resistir.

Após ter sido capturado acidentalmente por um particular, o mergulhão-pequeno foi encaminhado para o centro. Contudo, a equipa veterinária verificou que o animal não apresentava nenhum tipo de lesões. Visto que o animal se encontrava em boas condições, recebeu alimentação adequada à espécie e foi imediatamente libertado.


 
Após se verificar que todas estas aves apresentavam as condições favoráveis à sua libertação, os técnicos e voluntários do RIAS procederam à sua devolução à natureza, na Quinta de Marim.



2 comentários:

Anónimo disse...

Olá a todos!
Meu nome é Edson Estanagel de Barros,funcionário público na cidade de Itapetininga, interior de SP. Faço curso de Técnico en Meio Ambiente na ETEC do meu município e licenciatura em Biologia pela UAB-EAD.
Quero com muito orgulho e satisfação por meio deste, parabenizá-los por este importantíssimo e raríssimo trabalho que vocês da RIAS vêm desenvolvendo em prol da nossa avifauna. Temos aqui em nossa região o Instituto florestal e Estação Esperimental onde minha namorada trabalha com a educação ambiental como monitora, sempre a acompanho nas trilhas com as crianças. E é o local onde a Polícia Militar Ambiental executa a soltura de aves apreendidas, porém várias delas foram encontadas mortas. Encontrei vocês, porque procuro exemplos que realmente funcionem e tenho a absoluta certeza de que deveríamos ter um Centro de Reabilitação. Não adianta fazer bonito para a população e devolver à natureza aves debilitadas, nenhum porcento do povo sabe o que realmente acontece com as mesmas.
quero reforçar meus cumprimentos e meus parabéns a todos. um forte abraço.

RIAS disse...

Muito obrigado pelo comentário!

Quando recebemos animais que estiveram sujeitos a cativeiro ilegal só são libertados quando a equipa veterinária verifica o seu estado clínico! É muito importante verificar se os animais se encontram em condições de serem libertados, principalmente em casos de domesticação.

A nossa equipa deseja muita sorte na sua formação e no seu futuro (e da sua namorada também)!

Cumprimentos!
RIAS