O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Gaivotas recuperadas no RIAS observadas em Cascais e na Holanda

Três gaivotas recuperadas no RIAS foram avistadas recentemente graças ao projecto de Marcação e Seguimento de Aves a decorrer no centro. Estas gaivotas foram marcadas com anilhas antes da sua devolução à Natureza, o que permitiu a identificação individual por diferentes observadores.


Uma gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) foi devolvida à natureza no dia 29 de Março de 2011 em Olhão após um período de recuperação de dois meses no RIAS. Quando chegou ao centro apresentava sinais clínicos compatíveis com doença gastrointestinal pelo que o seu processo de recuperação consistiu em fluidoterapia, alimentação adequada e treinos de voo.

A ave foi anilhada com uma anilha metálica e uma anilha de PVC preta (F021). Passados 15 dias a gaivota foi observada em Cascais por um observador de aves na zona da Baía de Cascais. Em linha recta esta ave voou cerca de 230km, mas na realidade foram muitos mais os quilómetros percorridos.



Duas gaivotas-d´asa-escura (Larus fuscus) devolvidas à Natureza em Olhão foram observadas na Holanda.

Uma delas foi libertada no dia 15 de Dezembro de 2009 e marcada com uma anilha metálica após o seu processo de recuperação. Passados 140 dias (4 de Maio de 2010) foi observada por um ornitólogo holandês em Tilburg no sul da Holanda, no ano seguinte foi avistada novamente no mesmo local pelo mesmo ornitólogo, no dia 15 de Junho de 2011 (547 dias após a sua libertação).

A outra gaivota foi devolvida à natureza no dia 19 de Outubro de 2010, marcada também com uma anilha metálica. Foi observada em Barneveld no dia 12 de Agosto 2011, 297 dias após a sua libertação.

Estas aves percorreram cerca de 2300km em linha recta, mas a distância que realmente percorreram certamente ultrapassa este valor.




Com estas três recapturas visuais, podemos perceber melhor as suas rotas de migração e o sucesso da recuperação destes animais.

Gostariamos de agradecer às pessoas que observaram esta gaivotas anilhadas e nos enviaram os respectivos dados.

 

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