O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Gaivota libertada pelo RIAS regressa ao local de origem

No dia 14 de Outubro de 2010, o serviço SEPNA/GNR de Portimão efectuou a entrega desta Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) no RIAS.



Este animal apresentava uma fractura numa das asas, pelo que o seu processo de recuperação consistiu na imobilização da lesão e condicionamento do exercício. A ave foi colocada no internamento do centro durante algumas semanas, onde lhe foi proporcionada alimentação adequada e descanço.
Após cerca de 3 semanas, foi transferida para uma câmara de recuperação interior, de modo a que, aos poucos, fosse exercitando os músculos. Algumas semanas mais tarde foi colocada numa câmara de muda exterior, juntamente com outros indivíduos da mesma espécie, para que realizasse treinos de voo. Depois de 3 meses de recuperação, no dia 10 de Dezembro de 2010, a equipa do RIAS procedeu à sua libertação na Quinta de Marim em Olhão.
No dia 5 de Janeiro de 2011, através do número de anilha que fora colocada pelos técnicos do centro de recuperação, um particular observou este mesmo animal novamente em Portimão. Uma viagem que, em linha recta, corresponde a cerca de 65km!


Este é um caso de sucesso que alegrou todos os que colaboram com o RIAS na recuperação da fauna silvestre.

2 comentários:

Anónimo disse...

penso que se lerem o vosso post dá para perceberem um erro que estao a fectuar.. que tal efectuar a libertacao dos animais no territorio de onde foi recolhido..
não levem a mal mas é uma opiniao de quem pouco sabe mas gosta de ajudar....

RIAS disse...

Bom dia,

Todos os comentários e sugestões são sempre benvindos!

Tentamos sempre que é possivel devolver os animais no local onde foram recolhidos mas há algumas excepções, no caso de os animais terem ingressado no centro devido a alguma doença, evitamos fazer a devolução no mesmo local de forma a evitar a reinfecção. Há outros casos em que não nos é possível devolver no mesmo local por questões logísticas e orçamentais. Quando tal acontece, libertamos os animais num local garantidamente adequado à espécie, com habitat adequado e onde ela possa encontrar alimento e sobreviver.

Caso tenha alguma dúvida não hesite em contactar-nos novamente.

Até breve!