O RIAS é o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa e está localizado em Olhão. Desde meados de 2009 a sua gestão está a cargo da Associação ALDEIA, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANA-Aeroportos de Portugal, através do Aeroporto de Faro.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011


Libertação: 31 de Dezembro de 2010

Libertação de 1 Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Sítio das Fontes, Lagoa

O RIAS realizou esta manhã a última libertação de 2010 ao devolver à Natureza uma Cegonha-branca que se encontrava em recuperação no centro desde o mês de Julho.

Este animal ingressou devido a uma queda do ninho, tendo ficado presa numa das patas por uma corda que levou a uma lesão músculo-esquelética. Após a sua completa recuperação foi devolvida à Natureza baptizada de Isabel!

Esta acção marca também a 400ª libertação de 2010.




quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

RIAS inicia projecto de seguimento de Gaivotas recuperadas


No dia 30 de Dezembro de 2010, o RIAS deu início ao seu primeiro projecto de seguimento de aves recuperadas.


Este projecto consiste na marcação de todas as Gaivotas-de-patas-amarelas (
Larus michahellis) e Gaivotas-d´asa-escura (Larus fuscus) que são recuperadas e devolvidas ao seu meio natural pelo RIAS.

Para além da anilha metálica com que marcamos todas aves recuperadas, neste projecto, a marcação é feita também com uma anilha PVC de cor preta com uma inscrição branca. Os códigos utilizados consistem em 4 letras/números, começando sempre com a letra F seguida por um código de 3 números. Por exemplo: F000, F001, F007 até ao F999.




Os objectivos principais deste projecto são, entre outros:

  • Estudo do sucesso de recuperação de cada indivíduo
  • Re-adaptação dos indivíduos ao meio natural, após a devolução
  • Movimentos das populações após a devolução
  • Determinação da origem de cada indivíduo
  • Estudo da longevidade das diferentes espécies


Para realizar este estudo, vamos monitorizar regularmente alguns locais frequentados por estas aves. Com esta marcação colorida, as aves são facilmente identificadas com binóculos ou telescópio pelo que qualquer pessoa nos pode ajudar!

O RIAS apela para que, no caso de alguém observar uma anilha colorida deste projecto, nos informe para o seguinte email: rias.aldeia@gmail.com indicando o local da observação e o código da anilha.

Desde já agradecemos o seu contributo para este projecto!!

Libertação: 29 de Dezembro de 2010

Libertação de 8 Grifos (Gyps fulvus)
Serra de Alcaria Ruiva, Mértola

Um dos grifos que foi devolvido hoje à natureza estava em recuperação no RIAS há mais de um ano. Deu entrada neste centro após embater num aerogerador de um parque eólico na zona de Sagres. Por apresentar uma fractura numa das asas o seu processo de recuperação foi bastante demorado e consistiu em imobilização da asa numa primeira fase, seguido de fisioterapia, treinos de voo e alimentação adequada. Foi baptizado de Zé Carcaças.

Os restantes 7 grifos foram recolhidas por equipas SEPNA da GNR e por Vigilantes da Natureza das áreas protegidas, por se apresentarem debilitados e desnutridos. Foram encontradas por particulares em Lagos, Olhão, Silves, Loulé, Faro, Monchique e no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e encaminhadas pelas referidas entidades para o RIAS.
Neste centro, sofreram um processo de recuperação que consistiu em alimentação e hidratação, contacto com aves da mesma espécie e treinos de voo (no túnel de voo deste centro). Por se encontrarem aptos foram hoje devolvidos ao seu habitat natural, num local adequado à espécie.

Todos os grifos foram marcados com anilhas metálicas e anilhas PVC de cor vermelha com letras brancas, para que mais tarde seja possível identificá-los caso sejam avistados. Caso aviste algum animal marcado, por favor, envie-nos essa informação para rias.aldeia@gmail.com


(Fotografia cedida por: Marta Santos)




Libertação de 1 Milhafre-real (Milvus milvus)
Serra de Alcaria Ruiva, Mértola

O Milhafre-real (Milvus milvus) foi recolhido em Novembro na zona de Mértola por um Vigilante da Natureza do Parque Natural do Vale do Guadiana e encaminhada por este para o RIAS. Apresentava uma infecção oral que o impedia de se alimentar adequadamente e como tal estava bastante debilitado quando ingressou no RIAS.
O seu processo de recuperação consistiu em alimentação de modo a alcançar o peso adequado para a espécie e em treinos de voo. Foi baptizado de "Rápido" no momento da devolução à natureza.


(Fotografia cedida por: Marta Santos)



Estas libertações contaram com a colaboração do Parque Natural do Vale do Guadiana (ICNB), e com o apoio logístico da Câmara Municipal de Tavira, que providenciou o transporte destes animais, a quem desde já agradecemos.



Gostariamos também de agradecer à equipa SEPNA-GNR de Silves que nos forneceu caixas de transporte para as aves.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Campanha de Natal 2010


CERVAS & RIAS
Sob gestão da Associação ALDEIA
Apresentam

CAMPANHA DE NATAL 2010

NESTA ÉPOCA FESTIVA,
APOIE ESTA INICIATIVA!


e apadrinhe um animal selvagem em recuperação.


OU

OFEREÇA UM PRESENTE DIFERENTE!
OFEREÇA O APADRINHAMENTO DE UM ANIMAL SELVAGEM EM RECUPERAÇÃO!

COLABORE COM O CERVAS E COM O RIAS PARTICIPANDO NESTA CAMPANHA OU CONTRIBUINDO PARA A SUA DIVULGAÇÃO, ENCAMINHANDO ESTA MENSAGEM.

Esta Campanha de Natal conjunta entre o CERVAS e o RIAS pretende ser um meio de angariação de fundos para a manutenção e gestão dos dois centros, geridos pela Associação ALDEIA desde Abril e Outubro de 2009 respectivamente, em parceria com o ICNB e a ANA - Aeroportos de Portugal. Visa também ser uma forma de divulgação e aproximação da população em geral ao trabalho desenvolvido por estes centros de recuperação de fauna selvagem.
Neste momento, os animais selvagens em recuperação nestes centros, que podem ser apadrinhados, são os seguintes.

Com uma contribuição mínima de 15€ cada:
Águia-calçada (Aquila pennata)
Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Gaivota-de-asas-escuras (Larus fuscus)
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Garça-boieira (Bubulcus ibis)
Gavião (Accipiter nisus)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Mocho-de-orelhas (Otus scops)
Mocho-galego (Athene noctua)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Tartaranhão-ruivo-dos-paúis (Circus aeruginosus)

Com uma contribuição mínima de 25€ cada:
Abutre-preto (Aegypius monachus)
Britango (Neophron percnopterus)
Bufo-real (Bubo bubo)
Cágado-comum (Mauremys leprosa)
Falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Gaivota de Audoin (Larus audoinii)
Garça-vermelha (Ardea purpurea)
Grifo (Gyps fulvus)
Raposa (Vulpes vulpes)

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição/empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua libertação (se tal for possível no final do processo de recuperação, e se assim o desejar) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá solicitar dados e fotos do animal apadrinhado e o seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS e do RIAS para que possa obter informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal. A visita aos centros também será possível quando solicitada atempadamente e adequadamente combinada com os respectivos técnicos e colaboradores.

Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviando juntamente a ficha de apadrinhamento para:
Associação ALDEIA, Apartado 29, 5230-314 Vimioso

- TRANSFERÊNCIA*:
NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)
*Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para aldeiamail@gmail.com

DESCARREGAR A FICHA DE APADRINHAMENTO - AQUI


Para além da campanha de apadrinhamento de animais selvagens os centros de recuperação dispõem de alguns produtos para venda, como o espumante do CERVAS e as t-shirts do RIAS e do Projecto BARN. Para mais informações sobre estes produtos consulte os blogs dos centro: RIAS e CERVAS (T-shirt e Espumante).


Consulte também:
ALDEIA
CERVAS



Para qualquer esclarecimento adicional contactar:
Associação ALDEIA
Tel. 962255827 ou E-mail: aldeiamail@gmail.com


domingo, 12 de dezembro de 2010

Libertação: 12 de Dezembro de 2010

Libertação de 1 Gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus)
Quinta do Marim, Olhão

Este animal foi encontrado e recolhido por um particular que posteriormente a reencaminhou para o centro.

A ave encontrava-se muito debilitada e sem força para se manter de pé. O processo de recuperação consistiu em fluidoterapia numa primeira fase e posteriormente alimento sólido.
Após alguns dias o animal já apresentava força nos membros e foi tranferido para uma câmara de muda exterior para exercitar o voo.
Foi libertada na Quinta do Marim pelos mesmos particulares que a encontraram baptizando-a de Heiki.

Libertação: 11 de Dezembro de 2010

Libertação de 1 Gaivota-de-asa-escura (Larus fuscus)
Quinta do Marim, Olhão

Esta ave foi encontrada na Quinta do Lago em Faro por um particular que posteriormente a reencaminhou para o centro.
No exame clínico não foi detectado nenhum problema músculo-esquelético, no entanto o animal encontrava-se muito debilitada e sem força para se manter de pé. O processo de recuperação consistiu em fluidoterapia numa primeira fase e posteriormente alimento sólido.
Após alguns dias o animal já apresentava força nos membros e foi tranferido para uma câmara de muda exterior para exercitar o voo.

Foi libertada na Quinta do Marim pelos mesmos particulares que a encontraram baptizando-a de Heni.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Libertação: 10 de Dezembro de 2010

Libertação de 4 Gaivotas-de-asa-escura (Larus fuscus) e 4 Gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Quinta do Marim, Olhão


Estas gaivotas deram entrada no RIAS durante o mês de Novembro todas com sintomas de doença, provavelmente devido a má alimentação.


Foram libertadas na Quinta do Marim, com a ajuda de 3 voluntárias do RIAS que aprenderam um pouco da sua biologia e identificação bem como a manusear e conter estes animais.



Obrigada Daniela, Vanessa e Cristiana pela ajuda!!

Obras no túnel de voo finalizadas!!

Após longos meses de trabalho e com a preciosa ajuda de muitos voluntários, acabaram ontem as obras no maior túnel de voo do RIAS.



Hoje transferimos todos os grifos e abutres-pretos que se encontram em recuperação para este novo espaço, onde poderão treinar o voo e muscular antes de serem devolvidos à natureza.


Uma vez que estas obras representaram um enorme investimento financeiro pela parte do RIAS, convidámo-lo a apadrinhar um destes animais e assim contribuir para a sua recuperação! Saiba mais informações sobre a campanha de apadrinhamentos de Natal AQUI.

Um muito obrigado a todos os voluntários que nos ajudaram!

Libertação: 9 de Dezembro de 2010

Libertação de um Camaleão (Chamaeleo chamaeleon)
Quinta do Marim, Olhão


Este animal foi encontrado e recolhido por um particular em Vila Real de Santo António. Foi encaminhado para o RIAS por um vigilante da natureza da Reserva Natural de Castro Marim e VRSA. Aqui no centro, foi sujeito a um exame clínico e uma vez que não apresentava lesões foi devidamente alimentado e devolvido à natureza após um dia de internamento. Este camaleão tratava-se de uma fêmea.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Libertação: 03 de Dezembro de 2010

Libertação de 1 Garça-boieira (Bubulcus ibis)
Quinta do Marim, Olhão

Esta ave encontrada em Olhão por um particular que recolheu a ave e a entregou na portaria do Parque Natura da Ria Formosa, com a indicação de que possivelmente teria embatido numa vedação. Após o exame clínico, verificou-se que a ave não apresentava nenhuma lesão músculo-esquelética e que apenas se encontrava debilitada.

Após algumas semanas de alimentação cuidada e numa fase final treinos de voo, a ave estava pronta para a sua libertação.

Dado que o particular que a recolheu não deixou qualquer contacto, a equipa do RIAS decidiu libertar esta ave com um dos seguranças do Parque e alguns colaboradores do centro.



Libertação: 01 de Dezembro de 2010

Libertação de 1 Maçarico-real (Numenius arquata)
Quinta do Marim, Olhão

No passado dia 01 de Dezembro o RIAS devolveu à Natureza um Maçarico-real (Numenius arquata) que se encontrava em recuperação no centro. Esta ave foi encontrada, recolhida e entregue por particulares que informaram a equipa do RIAS de que o animal encontrava-se prostrado no chão sem forças.

Após o exame clínico, conclui-se que a ave encontrava-se muito debilitada e desnutrida. Desta forma, o seu processo de recuperação consistiu em alimentação cuidada e após algumas semanas foi transferida para uma câmara de muda exterior onde lhe foi possivel exercitar o voo.

Para a sua libertação foram contactados os particulares que a encontraram que a devolveram à Natureza baptizando-a Pássaro Alado.



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Reportagem Localvisão TV

A Localvisão TV divulgou recentemente uma reportagem sobre o RIAS. Este trabalho tem como objectivo dar a conhecer à população em geral o trabalho e a importância de um centro de recuperação da fauna silvestre.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Libertação: 13 de Novembro de 2010

Libertação de 4 pintassilgos (Carduelis carduelis) e 1 chamariz (Serinus serinus)
Ecoteca de Olhão


Estas 5 aves foram apreendidas em Olhão, por se encontrarem em cativiero ilegal. No RIAS foram alimentadas e sujeitas a treinos de voo.

Foram devolvidas à natureza durante um evento da Ecoteca de Olhão.




quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ouriço-cacheiro em recuperação

Nome científico:
Erinaceus europaeus

Comprimento: 22,5 a 27,5cm
Cauda: 2 cm

Peso: 400 a 1200 g
Longevidade: 5 anos
Estatuto: Não ameaçada

Actualmente em recuperação no RIAS, encontra-se um Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus). Desde o início deste mês o centro já conta com dois ingressos desta espécie. Na maioria dos casos, estes animais ingressam debilitados e hipotérmicos, pelo que o rápido encaminhamento para o centro de recuperação se torna fundamental.

O Ouriço-cacheiro é o único mamífero que apresenta o corpo protegido com espinhos e trata-se de um dos maiores insectívoros da nossa fauna silvestre.
É um animal com comportamentos crepusculares, isto é, encontra-se mais activo no final da tarde ou amanhecer. Alimenta-se maioritariamente de: insectos, minhocas, caracóis, anfíbios, frutos e sementes.


A maior causa de mortalidade desta espécie são os atropelamentos na estrada, porém os pesticidas e herbicidas utilizados em campos e/ou jardins contribuem para o declínio da espécie.

Libertação: 17 de Novembro de 2010

Libertação de uma Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Quinta do Marim, Olhão


Esta ave foi encontrada por particulares, na Ilha de Faro, que a recolheram e a encaminharam até ao nosso centro.

Na altura da entrega o animal apresentava parésia dos membros, dispenia e alguma magreza. O processo de recuperação consistiu numa primeira fase em fluidoterapia e posteriormente em alimentação cuidada e descanso.

Após alguns dias a ave foi transferida para uma câmara de voo exterior onde lhe foi permitido realizar algum exercício.

Ontem foi devolvida à Natureza pelas mesmas pessoas que a recolheram!

Campanha de Apadrinhamentos RIAS - 2010


DESCARREGAR FICHA DE APADRINHAMENTO AQUI

Até ao dia de hoje, o RIAS atingiu já o nº de ingresso 1043, sendo que actualmente se encontram em recuperação 102 animais de diversas espécies. Deste modo, e atendendo às várias necessidades deste centro, renovamos a nossa Campanha de Apadrinhamentos, apresentando uma listagem actualizada das espécies que se encontram em recuperação actualmente e que poderão ser apadrinhadas.

Mocho-galego (Athene noctua)

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá também solicitar informações e fotos do animal apadrinhado. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do RIAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)



Espécies de animais actualmente em recuperação no RIAS:

Com uma contribuição mínima de 15€ cada:
Mocho-galego (Athene noctua)
Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Águia-calçada (Aquila pennata)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Gaivota-de-asas-escuras (Larus fuscus)
Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Garça-boieira (Bubulcus ibis)
Noitibó-cinzento (Caprimulgus europeus)

Com uma contribuição mínima de 25€ cada:
Maçarico-real (Numenius arquata)
Grifo (Gyps fulvus)
Abutre-preto (Aegypius monachus)
Raposa (Vulpes vulpes)
Falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Bufo-real (Bubo bubo)
Cágado-comum (Mauremys leprosa)
Gaivota de Audouin (Larus audouinii)

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).


Esta campanha pretende ser assim um meio de angariação de fundos para a manutenção e gestão deste centro. Visa também ser uma forma de divulgação e aproximação da população em geral ao trabalho desenvolvido pelos centros de recuperação de fauna selvagem.

Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de apadrinhamento para: RIAS/ALDEIA — EN 125 Sítio dos Murtais cx postal 57 Z Moncarapacho 8700-120 Olhão
- TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003505550004877083028 (Caixa Geral de Depósitos de Olhão)
* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para rias.aldeia@gmail.com, juntamente com a ficha de apadrinhamento.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Libertação: 11 de Novembro de 2010

Libertação de 1 Águia-calçada (Aquila pennata)
Olhão

No passado dia 11 de Novembro o RIAS devolveu à Natureza uma Águia-calçada (Aquilla pennata) que se encontrava em recuperação no centro.

Esta ave foi transferida do Centro de Recuperação LPN - Évora para o RIAS. Por apresentar uma lesão num dos olhos foi necessário averiguar a sua capacidade de caça e voo. Após alguns dias foi considerado que este animal reunia as condições para ser devolvido à Natureza.

Esta libertação foi inserida no evento "Conversas sobre a Ria Formosa - Avifauna e Valorização da Ria Formosa" organizado pela Polis Litoral, que contou com a participação do Secretário de Estado do Ambiente Humberto Rosa, que procedeu à libertação desta ave.

Durante a parte da tarde foi efectuada uma apresentação aos participantes deste evento, acerca do trabalho do centro de recuperação e a sua contribuição na recuperação da fauna silvestre.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

T-Shirts para venda no CIA-RIAS

Já se encontram disponíveis T-Shirts para venda no Centro de Interpretação Ambiental do RIAS. Este projecto nasce de uma parceria com a designer Rita Medeiros - A côr do Camaleão em que parte das vendas, reverte a favor do centro de recuperação.

Cada T-Shirt é acompanhada de um pequeno livro explicativo acerca da espécie representada na T-Shirt.


O preço é de 12 € (para sócios da ALDEIA) e 16 € (para não sócios).
Os tamanhos disponíveis são S, L e XL com as seguintes espécies:
  • Alfaite (Recurvirostra avosetta)
  • Camaleão (Chamaeleo chamaeleon)
  • Lontra (Lutra lutra)
  • Texugo (Meles meles)

Para mais informações contacte-nos para o email: rias-aldeia@gmail.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Libertação: 27 de Outubro de 2010

Libertação de 2 Corujas-das-torres (Tyto alba)
Escola EB 2,3 Engº Duarte Pacheco - Loulé

No dia 27 de Outubro de 2010 foram libertadas 2 corujas-das-torres (Tyto alba) que se encontravam em recuperação no RIAS. Estes dois animais ingressaram ainda muito jovens no centro tendo o seu processo de recuperação consistido em alimentação adequada, treinos de voo e caça e contacto com outros indivíduos da mesma espécie.


(Fotografia de Duarte Pacheco)

(Fotografia de Miguel Rodrigues)

(Fotografia de Duarte Pacheco)

Esta acção foi desenvolvida em parceria com a escola EB 2,3 Engº Duarte Pacheco em Loulé onde se realizou uma palestra sobre a ecologia e biologia desta espécie e sobre o trabalho do RIAS.


Workshop Práctico de Recuperação de Fauna Silvestre, 11ª edição

Nos dias 22 a 24 de Outubro de 2010 decorreu na Quinta do Marim (Olhão - PNRF) a 11ª edição do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres organizado pela ALDEIA / RIAS.



Nesta actividade estiveram presentes cerca de 20 participantes aos quais agradecemos a boa disposição e interesse.




Os participantes tiveram ainda a oportunidade de assistir à devolução à natureza de 4 gaivotas-de-asa-escura (Larus fuscus), 4 gaivotas-de-patas-amarelas (Larus michahellis), 1 chamariz (Serinus serinus). 1 pintassilgo (Carduelis carduelis) e 2 pintaroxos (Carduelis cannabina). Estas gaivotas encontravam-se em recuperação no centro devido a doença e eram provenientes do concelho de Portimão, tendo sido libertadas em Olhão para evitar a reincidência da doença. Os 4 passeriformes libertados foram apreendidos pela equipa SEPNA de Tavira a um particular que ilegalmente procedia a capturas com armadilhas.




Agradecemos o apoio das seguintes entidades sem as quais não seria possível organizar logisticamente este evento:

Libertação: 18 de Outubro 2010

Libertação de 2 Texugos (Meles meles)
Minas de Neves-Corvo, Almodôvar

No passado dia 18 de Outubro de 2010, o RIAS procedeu à libertação de dois texugos que se encontravam em recuperação neste centro.

Estes animais foram encontrados na propriedade das Minas de Neves-Corvo (SOMINCOR) durante trabalhos de construção. Foi avistada a fuga da progenitora com duas crias, ficando outras duas para trás. O departamento de ambiente da SOMINCOR tratou destes animais durante um curto período de tempo, após o qual as entregou ao cuidado dos técnicos do Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG). As crias permaneceram nestas instalações durante alguns dias, sendo alimentados de 2 em 2 horas.


No dia 8 de Fevereiro foram encaminhados para o RIAS, para a continuação do processo de recuperação. Inicialmente, uma vez que se tratavam de crias, foram alimentados a biberão de 4 em 4 horas, tentando-se sempre minimizar o contacto com os tratadores.



Ao longo do tempo, foi-se aumentando o intervalo entre as refeições e fornecendo papas de fruta para lhes permitir ganhar uma maior independência. A partir do momento em que já se alimentavam sozinhos, foi feito um enriquecimento alimentar que passou por fruta, queijo fresco, ovo e ração humedecida.


Sendo os texugos animais que vivem em comunidade, o facto de serem dois animais foi importante para o sucesso de todo este processo, uma vez que interagiam constantemente um com o outro.
Em Abril foram transferidos para as instalações exteriores do RIAS, de forma a eliminar o contacto directo com pessoas. Nestas instalações, puderam desenvolver os seus instintos naturais, escavando, procurando alimento e explorando o ambiente que os rodeava.




Nesta fase, a alimentação foi novamente ajustada e enriquecida, passando a ser fornecida uma dieta semelhante à que estes animais encontram na natureza: fruta, hortaliça, tubérculos, ratinhos mortos e cogumelos, entre outros.
Deste o seu ingresso, o peso dos animais foi monitorizado frequentemente, tendo evoluído normalmente. Os seus comportamentos foram também avaliados recorrendo ao auxílio de câmaras de videovigilância instaladas na jaula.

Dado que se tratava de um caso inédito em Portugal, contamos com o imprescindível apoio de Pauline Kidner (Secret World Wildlife Rescue), que graças à sua grande experiência na recuperação destes animais, nos recomendou algumas técnicas de manuseamento e alimentação. Agradecemos desde já todo o apoio prestado - Thank you Pauline!

Com a aproximação da data da sua devolução à natureza, o RIAS contactou o departamento de ambiente da SOMINCOR, que se mostrou totalmente disponível para preparar um local que acolheria estes animais. Uma vez que se tratavam de crias, recorreu-se a uma técnica de libertação suave, para que a sua devolução à natureza fosse feita de uma forma gradual.



Esta técnica consiste numa instalação adequada à espécie, que foi construída no local da libertação. Este equipamento deve permitir que o animal observe o mundo exterior e interaja com outros animais. O animal é alimentado inicialmente por um tratador, sem que o consiga ver. Quando o animal se encontra suficientemente adaptado para ser capaz de se alimentar sozinho, é-lhe permitido que saia para o exterior, sendo que o alimento continuará a ser fornecido nas proximidades do local, mas diminuindo periodicamente a frequência com que este é disponibilizado. A alimentação deverá ser mantida até que o animal se torne independente de forma natural. Quando alcançar esta fase, a alimentação deverá ser interrompida.
Neste caso em concreto, foi construída uma toca (sett) vedada, que inclui um sistema subterrâneo de tubos, galerias, uma charca e locais de abrigo exteriores.



A alimentação dos animais está a ser garantida por técnicos do departamento de ambiente da SOMINCOR e a vedação será aberta definitivamente após o final da época de caça. Estes dois animais foram marcados com microchip, para na eventualidade de serem recapturados ser possível a sua identificação.

O RIAS agradece a todos os envolvidos neste caso de sucesso, nomeadamente: SOMINCOR, Secret World Wildlife Rescue, Técnicos do PNVG/ICNB, Padrinhos e Madrinhas destes animais, MAKRO de Faro (Iolanda), Helena Rio Maior, Dr.ª Filipa Costa, Filipe Moniz e FCUL.