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Uma andorinha-das-chaminés e várias gaivotas devolvidas em Sábado Livre integrado no MOSTRA-TE!

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Este Sábado começou com a devolução à Natureza de uma andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) pela família que a encontrou. Provavelmente por ter embatido contra algo, apresentava ferimentos no bico, dos quais recuperou rapidamente. 
Agradecemos imenso por terem trazido esta pequena ave até nós.

Se quiser saber como diferenciar espécies de andorinhas em Portugal, siga este link da Wilder: https://www.wilder.pt/seja-um-naturalista/conheca-as-cinco-especies-de-andorinhas-de-portugal/

Como acontece regularmente nos Sábados Livres que o RIAS organiza, é apresentado o nosso Centro de Interpretação Ambiental e a importância do trabalho que fazemos.
Este é o único espaço que é possível visitar. O RIAS é um centro de recuperação, o que significa que temos animais doentes e debilitados.É por esta razão, que apesar da constante curiosidade de quem nos visita, evitamos qualquer factor que possa causar stress a estes animais, o que implica não permitir visitas aos locais de recuperação.

Apesar da mai…

Equipas do SEPNA e do ICNF receberam formação, e foram devolvidos à Natureza vários cágados-mediterrânicos e uma cegonha-branca com GPS

Como já referimos diversas vezes nas nossas publicações, os animais chegam ao RIAS pelas mãos de pessoas singulares que encontram os animais, mas também pelas equipas do SEPNA/GNR e pelos Vigilantes da Natureza do ICNF.

Esta responsabilidade faz com que seja muito importante uma boa formação no sentido de saber quais os procedimentos a tomar, como capturar os animais em segurança ou mesmo identificar as espécies em questão. 

Por esta razão, na Terça-feira foi realizada uma Ação de Formação direcionada a estas equipas. 



Mais tarde, alguns vigilantes tiveram a oportunidade de devolver à Natureza um andorinhão-preto (Apus apus).


A Quarta-feira foi marcada por 2 libertações muito especiais.

Vários cágados-mediterrânicos (Mauremys leprosa) ingressados no RIAS foram devolvidos à Natureza num lago existente aqui no Parque Natural da Ria Formosa. 

Alguns destes animais foram trazidos por estarem em situação de cativeiro ilegal. Esta é uma espécie autóctone, e por isso, não pode ser mantida como um animal doméstico.





A segunda libertação deste dia foi de uma cegonha-branca (Ciconia ciconia). Esta ave ingressou no RIAS há cerca de 1 mês atrás, e agora recuperada, foi marcada com GPS/GSM (Global System for Mobile Communications). Esta medida está integrada no programa 'Birds on the Move' do CIBIO, que pretende estudar o comportamento migratório das cegonhas em resposta às alterações climáticas.






A maior ave marinha em Portugal ingressou com um fio preso no bico, e demos uma nova oportunidade a uma águia-calçada

Na semana passada recebemos no RIAS a maior ave marinha em águas portuguesas, um ganso-patola (Morus bassanus).

Esta ave ingressou com um fio preso no bico. Sem conseguir visualizar a origem, foi realizado um Raio-X que nos mostrou a existência, e por sua vez, localização, de um anzol no estômago do animal.

Apesar da sua situação, o ganso-patola está a recuperar bem, e já está nas instalações exteriores do RIAS.





Também na semana passada, ingressou no nosso centro uma águia-calçada (Aquila pennata) com uma fratura exposta na asa esquerda.

Após realizado o Raio-X, foi visível a gravidade da fratura. Desta forma, a melhor opção, que permitisse à ave voltar a voar, seria a intervenção cirúrgica.





Durante a cirurgia, a nossa veterinária inseriu cavilhas intramedulares no interior dos ossos para fazer o alinhamento destes. Mais tarde, estas cavilhas serão retiradas para permitir um uso normal da asa afetada.


Por agora, a águia está a ser alimentada e a recuperar.