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Cobra de ferradura devolvida à Natureza após ter sido resgatada de uma vedação

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Como centro de animais selvagens, o RIAS pode receber qualquer espécie selvagem da fauna portuguesa. Sejam aves, mamíferos anfíbios ou répteis.

No ano passado, ingressaram 102 animais pertencentes a este último grupo. Tartarugas, lagartixas e camaleões, mas também serpentes.

Este ano já recebemos quatro serpentes.
A mais recente, uma cobra de ferradura (Hemorrhois hippocrepis), ingressou no dia 10 de Março, após ter sido encontrada presa numa vedação.  Contactado o ICNF em Olhão (289 700 210), o réptil foi então recolhido e transportado até ao RIAS.
Após a realização do exame físico, verificou-se que tinha apenas um pequeno corte por abrasão.


Sem necessidade de ficar sob vigilância, foi devolvida à Natureza no mesmo dia.

Esta espécie pode ser encontrada numa grande diversidade de habitats secos e rochosos, onde procuram abrigo, mas também alimento, que inclui micromamíferos, répteis e aves que caçam activamente. 

Duas cegonhas, com sinais de colisão com estruturas, foram devolvidas à Natureza

Na semana passada, foi-nos possível devolver à Natureza duas cegonhas-brancas (Ciconia ciconia), que ingressaram no RIAS com sinais de terem embatido com algum tipo de estrutura. 

Uma delas chegou em Janeiro com uma fratura de coracóide e clavícula. Feita a ligadura para imobilizar esta zona, ficou a recuperar durante algumas semanas nas câmaras exteriores. 

Após esta fase, e já sem ligadura, precisou de mais tempo para realizar fisioterapia e praticar o voo, de forma a recuperar novamente a condição física.





O tempo de recuperação da segunda cegonha foi menor, pois não apresentava ferimentos. Estava um pouco desorientada, mas a voar na perfeição. Passados 3 dias, e sem razões para a manter no nosso centro, foi então devolvida à Natureza, para que possa voltar, possivelmente, ao seu ninho.


Foi devolvido à Natureza o peneireiro-cinzento que ingressou com uma fratura no coracóide

Como foi publicado anteriormente, a meio de Dezembro ingressou no RIAS um peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus). Esta ave apresentava uma fratura no coracóide esquerdo (osso que liga o esterno ao úmero) que o impedia de voar. Posto isto, foi colocada uma ligadura juntando o corpo à asa esquerda, evitando movimentos que causassem danos mais graves. 

Desde essa altura, sempre que se mudava a ligadura, era realizada fisioterapia a esta ave. Movimentar a asa cuidadosamente - garantindo que existe movimento durante esta fase - e aplicar calor na área, é extremamente importante. 

Cerca de um mês mais tarde, foi possível retirar a ligadura, permitindo ao peneireiro praticar o voo e a caça, e ganhar novamente forças.


Este foi mais um caso de recuperação bem sucedida, e por isso, no início da semana foi possível devolver à Natureza esta incrível ave.






É importante referir que esta é uma espécie com estatuto 'Quase ameaçado' em Portugal, devido à redução da capacidade de regeneração e destruição dos montados, e à intensificação da agricultura através de monoculturas cerealíferas, entre outros. Pode ver mais informação AQUI.