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No espaço de uma semana, ingressaram no RIAS duas aves, alvo de tentativa de abate a tiro!

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Este milhafre-preto (Milvus migrans) encontrado em Salir foi transportado até ao RIAS pela equipa SEPNA/GNR de Loulé.  Para além de duas fraturas antigas, a equipa veterinária encontrou três projéteis de caçadeira (dois no cúbito esquerdo e um no costado direito).  Atualmente já se encontra no túnel (instalação exterior com cerca de 50 m) onde irá recuperar a condição física, realizando fisioterapia diariamente, e onde lhe será fornecido alimento adequado.

Nessa mesma semana, encontrado por Sapadores Florestais, ingressou no RIAS um açor (Accipiter gentilis) proveniente da freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim. Durante o exame físico, foi possível observar uma fratura exposta no metacarpo direito. 

Suspeitando de tiro, a equipa veterinária realizou um exame radiológico, onde se observaram de facto três projéteis no corpo da ave.

Pelo ferimento estimou-se que tivesse sido atingido cerca de cinco dias anteriores ao seu ingresso, o que terá causado a debilidade extrema em que se encont…

Águia-d'asa-redonda recupera de cirurgia e foi devolvida à Natureza pela sua madrinha

Esta águia-d'asa-redonda (Buteo buteo) ingressou no RIAS com sinais de traumatismo, possivelmente por embate com algum tipo de estrutura. 


A fratura que apresentava no úmero direito precisou de correção cirúrgica, e por isso, foi realizado o procedimento e colocadas cavilhas. Para evitar possíveis complicações no pós-operatório, foi-lhe administrado anti-inflamatório e antibiótico durante alguns dias. 

Raio-x realizado durante a cirurgia.


Algumas semanas mais tarde, as cavilhas foram retiradas e a ave pôde começar a realizar fisioterapia. 

Por ter algumas penas primárias partidas, e para evitar mais tempo em recuperação, a equipa de reabilitação decidiu fazer um transplante de penas, denominado Imping, que iria permitir à ave recuperar rapidamente a capacidade de voar sem dificuldade.


Banco de penas para juvenil de águia-d'asa-redonda.



A voar na perfeição, e a alimentar-se sozinha, foi devolvida à Natureza pela 'super madrinha' Vanda.

Os apadrinhamentos são uma parte importante do trabalho que desenvolvemos no RIAS. É uma forma de alguém contribuir para a recuperação de um animal, e ao mesmo tempo ser envolvido no momento resultante de todo o esforço e dedicação dos profissionais do nosso centro, o regresso do animal à Natureza.








Como foi o Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza em 2020

Este ano, apesar de todas as condicionantes, voltou a realizar-se o Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza, em Sagres. Foram mais de 200 atividades que incluíram saídas de campo, palestras e workshops, saídas de barco, atividades para crianças, e atividades online. 

Quanto ao RIAS, realizou várias atividades de Educação Ambiental na praia:

- Um conto por dia (na praia).

Nesta atividade foi contada uma história diferente todos os dias, relacionada de alguma forma, com o mar e/ou a conservação da Natureza. Desde um corajoso Médico do Mar que tratou de cavalos-marinhos, tubarões, polvos e baleias, a uma aventureira estrela-do-mar que vivia numa pequena poça de maré no Algarve, ao Ricardo, que queria proteger os guarda-rios, e todas as outras coisas (rios, peixes, florestas, ...) que estão relacionados com esta colorida ave.




- A Hora do Biólogo, onde os participantes puderam simular a monitorização de ninhos de chilreta (Sternula albifrons), tal como fazem os investigadores do projeto LIFE Ilhas Barreira, no Parque Natural da Ria Formosa. Contribuir para a conservação desta espécie com estatuto de conservação 'Vulnerável' em Portugal é um dos vários objetivos deste projeto. 




Participámos também em mais três atividades, em parceria com a SPEA, no âmbito do projeto LIFE Ilhas Barreira - Vem divertir-te com a Chilreta Barreta!

Entre os diversos desafios propostos, os participantes aprenderam a distinguir a gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) da gaivota de Audouin (Larus audouinii), como identificar a chilreta e quais as principais ameaças que esta pequena andorinha do mar enfrenta na Ria Formosa.


Este festival não termina sem que seja realizada uma devolução à Natureza de um animal recuperado no RIAS. 

Este ano libertámos dois peneireiros-vulgares (Falco tinnunculus) que ingressaram no centro por duas razões diferentes. Um deles apresentava queimaduras em ambos os metacarpos e na pata esquerda, sinais de que teria sido eletrocutado. 

O outro peneireiro era ainda um juvenil quando ingressou no RIAS em agosto do ano passado. Com várias penas de ambas as asas partidas, precisou permanecer no nosso centro até completar a muda das penas que perdeu.

Ambas as aves foram carinhosamente devolvidas à Natureza por duas amantes dos animais, a Laura e a Ester.