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Visitámos o Colégio N. Sra do Alto em Faro para falarmos de penas, e da poluição que as aves marinhas enfrentam..

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Como tem sido recorrente, todos os anos somos contactados pelo Colégio Nossa Senhora do Alto, em Faro, para realizar a atividade 'Efeito da poluição em aves marinhas'.
Esta é uma ação onde mostramos os diferentes tipos de penas e as suas características, e a importância da impermeabilidade em aves marinhas. 

Para além disto, destacamos as consequências da existência de óleos nos oceanos, seja por descargas de esgotos provenientes de fontes domésticas, ou por derrames de petróleo. Estas são substâncias que podem afetar as penas das aves, comprometendo a sua sobrevivência.


Desta forma, é importante relembrar que os óleos usados devem ser sempre colocados no oleão ('Qual o oleão mais perto da sua casa?'), e não despejados pelos esgotos. 
O que lançamos no esgoto, poderá terminar no mar!!

O abutre-preto que ingressou em Dezembro de 2019 foi agora devolvido à Natureza

No início de Dezembro, o RIAS recebeu um abutre-preto (Aegypius monachus) vindo de Ferreira do Alentejo. Debilitado, e a pesar cerca de 4kg, precisava recuperar forças para poder estar novamente em condições de sobreviver sozinho. 

Quase 2 meses mais tarde, com 7kg e a voar perfeitamente, foi então anilhado e marcado com um transmissor GPS fornecido pela Vulture Conservation Foundation, para que os seus movimentos migratórios possam ser seguidos. 



Globalmente, esta é uma espécie com estatuto 'Quase ameaçado', mas em Portugal está 'Criticamente em perigo' devido ao envenenamento de iscos, colisão/eletrocussão com linhas elétricas, perda de habitat/nidificação, entre muitos outros. Pode ver mais aqui.


Por esta razão, e dando prioridade ao habitat preferencial desta espécie, a ave foi transportada e devolvida à Natureza na Herdade da Contenda, em Moura, por Vigilantes da Natureza do Parque Natural da Ria Formosa.


Dois ouriços devolvidos à Natureza pelo padrinho Simão e pela madrinha Matilde

A meio de Outubro ingressou no RIAS uma cria de ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) que apresentava ferimentos já com presença de larvas. Esta pode ser uma situação clínica difícil de ultrapassar, mas felizmente, a equipa veterinária conseguiu limpar a ferida. 

No início de Dezembro, recebemos um outro ouriço que caiu numa piscina, e tinha as unhas partidas e a planta das patas gasta, na tentativa de conseguir sair.

Apesar de tudo isto, os dois mamíferos recuperaram, e puderam ser devolvidos à Natureza no passado Sábado Livre, pelo padrinho Simão, e pela madrinha Matilde que veio de Lisboa para participar neste fantástico momento.